DPAUD - Teses de Doutoramento / Ph. D. Thesis
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- Abordagem cientìfica ao projecto numa perspectiva computacional na arquitecturaPublication . Marques, Isabel Clara Neves da Rocha; Rocha, João; Duarte, José Pinto, coorientador; Furtado, Gonçalo, coorientadorEsta dissertação desenvolve uma análise sobre parte do contexto cultural e tecnológico que contribuiu para o surgimento do pensamento e prática computacional na arquitectura, focando mais especificamente a aproximação do campo científico pela pedagogia do ensino e prática de arquitectura e design entre 1950 e 1970, com base no projecto pedagógico da Hochschule für Gestaltung em Ulm, na Alemanha, (considerado por Kenneth Frampton a Escola mais importante do século XX depois da Bauhaus), local onde convergiram um conjunto de docentes, ideias e trabalhos notáveis deste período. Esta análise, estruturada sequencialmente, considera que a actual utilização de processos de Design computacional em arquitectura compreende conceitos ligados à ciência da computação já iniciados sobretudo na década de 60. Recuando até essa época, tais explorações pioneiras foram marcadas pelo interesse em princípios metodológicos científicos que, com o auxílio dos computadores, foram desenvolvidos em Centros de Investigação, localizados principalmente nos EUA e Reino Unido. Não obstante, esta motivação esteve também presente, uma década antes, na HfG-Ulm, sem o auxílio dos computadores, fundada em 1953 pelo arquitecto suíço Max Bill, encontrando-se pouco estudada. A dissertação pretende assim questionar e demonstrar a relevância da HfG-Ulm no contexto da análise de métodos científicos associados ao projecto, ainda sem a utilização de computadores, argumentando que nesta Escola, através das ideias desenvolvidas por três professores - Tomás Maldonado (Projecto Educativo), Max Bense (Estética da Informação) e Horst Rittel (Metodologia Científica) – criaram-se fundamentos que estão na base das posteriores abordagens computacionais na arquitectura, as quais mais tarde vieram a utilizar a computação não como uma ferramenta de desenho geométrico, mas sim como uma ferramenta de desenho computacional. Algumas destas matérias viriam a ser investigadas e ampliadas anos depois em centros de investigação académicos de departamentos de Arquitectura e Design. O argumento da investigação encontra-se estruturado em três partes: “Pré HfG-Ulm”: a reconstrução do contexto sócio-cultural e filosófico que antecedeu, sustentou e determinou a base teórica da Hochschule für Gestaltung de Ulm; “HfG-Ulm”: a própria génese da Escola; “Post HfG-Ulm”: a sua evolução ideológica, que perante o encerramento inesperado da Escola conduziu à consagração de um projecto incompleto que questionou ideias, a maioria das quais só mais tarde perspectivadas e desenvolvidas. A dissertação contribui para mapear e integrar a HfG-Ulm num contexto mais lato composto por outras Instituições e sistemas de pensamento em emergência, analisando a influência das disciplinas então emergentes da teoria da informação, da Investigação Operacional, e das metodologias científicas no pensamento arquitectónico e na concepção do projecto de arquitectura nas décadas de 50 a 70, revelando contextos culturais, históricos e tecnológicos pouco estudados, que influenciaram o desenvolvimento de uma prática computacional na arquitectura. Para dar resposta às questões levantadas durante a investigação, procedeu-se à análise do material da biblioteca da Escola, encerrada em 1968, que se encontra armazenado no Arquivo e Museu da Hochschule für Gestaltung, sendo que a recolha de material original proveniente desse Arquivo, bem como a realização de entrevistas com teóricos investigadores que leccionaram na HfG-Ulm. A análise de fontes primárias e directas constituem assim dois eixos metodológicos fulcrais do presente trabalho.
- Acessibilidade no espaço público patrimonialPublication . Vieira, Adriana; Costa, José Manuel Aguiar Portela da; Pedro, João António Costa Branco de Oliveira, coorientadorA promoção da acessibilidade propicia melhores condições para o uso e para a fruição dos espaços públicos. No património urbano a acessibilidade deve ser compatibilizada com a preservação da sua autenticidade. Assim, o estudo teve como objetivo sistematizar formas de atuação que promovem a acessibilidade no espaço público de núcleos urbanos patrimoniais. Para prosseguir este objetivo, o estudo foi desenvolvido em três fases. Na primeira fase, foi realizado um estado de arte que abordou definições, conceitos e diretrizes sobre acessibilidade no espaço público patrimonial. Na segunda fase, foram analisados planos municipais de acessibilidade, intervenções exemplares em núcleos urbanos patrimoniais da Europa e do Brasil, e os núcleos urbanos de Guimarães e Évora, em Portugal, e de Olinda e Ouro Preto, no Brasil. Na terceira fase, a conjugação dos resultados obtidos nas fases precedentes fundamentou recomendações de boas práticas para promover a acessibilidade física e sensorial. As recomendações foram validadas por um painel de especialistas. Verificou-se que, apesar de alguns bons exemplos, os espaços públicos patrimoniais em Portugal e no Brasil ainda não proporcionam adequadas condições de acessibilidade. As melhores práticas de outros países ainda não foram assimiladas pelo poder público Luso-Brasileiro. Portanto, os resultados do estudo são uteis para orientar ações futuras, e deste modo contribuir para a melhoria das condições de acessibilidade de núcleos urbanos patrimoniais, contribuindo para a promoção da igualdade de oportunidades.
- A agricultura urbana na operacionalização da estrutura ecológica municipal. O estudo de caso do parque agrícola da Alta de Lisboa.Publication . Cancela, Jorge Manuel Frazão; Fadigas, Leonel de Sousa
- Análise da configuração dos espaços culinários em habitações quilombolas de Alcântara (Maranhão, Brasil)Publication . Martins, Marina de Miranda; Ramos, Tânia Liani Beisl; Burnett, Carlos Frederico Lago, coorientadorNo interior rural do município de Alcântara, estado do Maranhão, cuja arquitetura colonial portuguesa foi em 1948 a segunda a ser classificada como patrimônio no Brasil, existem 156 comunidades negras rurais, remanescentes de antigos quilombos, descendentes de escravos africanos. Nestas comunidades, permanecem em atividade espaços e elementos com características que remontam à época colonial, funcionando como fábricas de alimentos através de dinâmicas redes sociais. “Casas de forno” para produção de farinha no espaço comunitário, fogões artesanais a carvão, trempes de pedras no chão, pilões de madeira, potes d’água e cuias nas casas, bem como uma ativa participação comunitária em torno destes elementos, caracterizam estes espaços onde se percebem influências culturais portuguesas, indígenas e africanas. A instalação de uma base aeroespacial, o Centro de Lançamento de Alcântara, CLA, na década de 1980, situado geograficamente nas proximidades destas comunidades, implicou algumas modificações na forma de morar. Partindo-se da hipótese de que os espaços culinários em habitações quilombolas possuem especificidades que resultam da miscigenação cultural de origem portuguesa, indígena brasileira e africana, e que contrariam as tendências modernas de racionalização, esta investigação buscou compreender como tais espaços se configuram e quais fatores estão implícitos nesta forma de habitar. O método de trabalho baseou-se na análise dos espaços culinários, derivada de uma pesquisa de campo, abordando seus elementos tradicionais, desde as características construtivas e sua articulação interna com os demais setores da casa, passando pela disposição dos centros de trabalho nas cozinhas e o uso destes espaços. Verificou-se que os espaços culinários desta arquitetura popular apresentam padrões na articulação com os setores funcionais da casa, onde se destaca uma relação simultânea com o setor íntimo e com o quintal, local onde decorrem socialmente muitas das preparações culinárias. Observou-se também que certos elementos e características tradicionais destes espaços são comuns a outros povos que deram origem a esta miscigenação cultural. Por fim, sob a ótica do uso e da disposição dos centros de trabalho, percebeu-se que estes espaços culinários persistem no tempo, em contracorrente às tendências modernas de racionalização, mesmo com a proximidade de um dos polos tecnológicos mais modernos existentes no Brasil, confirmando a hipótese.
- Arquétipos de morar ludovicenses do século XXIPublication . Dualibe, Giavanna Jansen; Filho, José Jorge Boeri; Panet, Rose-France de Farias, coorientadorEsta investigação tem como objetivo principal identificar os arquétipos de morar do século XXI da classe média ludovicense (pessoa que nasce em São Luís - Maranhão, Brasil), a partir de seus novos arquétipos sociais dominantes e, igualmente, propõem-se a identificar e caracterizar seus espaços de morar, usos, significados e símbolos. Para esta investigação, um levantamento sobre o comportamento, hábitos e costumes da sociedade em cada época e o morar histórico até os dias atuais foi realizado a fim de melhor compreender o morar atual. Algumas referências que tratam da imaterialidade dos espaços de morar e estudos sobre a relação pessoa- ambiente, bem como sobre métodos de avaliação e análise foram utilizados como base para as análises realizadas. Para a metodologia, optou-se por um arranjo quantitativo e qualitativo, que se utilizou dos métodos survey e estudo de casos. Questionário, entrevistas e walkthrough pela investigadora foram utilizados como instrumento de coleta de dados na fase da pesquisa de campo. Para seleção da população a ser estudada, fez-se um recorte geográfico e socioeconômico, a partir de critérios escolhidos com base em análises de métodos de classificação. Os resultados analisados mostraram que a população de classe média alcançada pela investigação ainda vive como o arquétipo do homem moderno citado por Tramontano (1998), só que mais globalizado, enquanto seus integrantes mais jovens já são cidadãos contemporâneos. Quanto às suas personas, os papeis de pai, mãe, filhos e parentes, foram os que mais provocaram diferenças quanto ao uso e significados dos cômodos de um lar. As casas se mostravam coletivas, com uso acentuado das áreas comuns e como um instrumento feminino de domínio sobre os familiares. Ela é mais ninho do que concha, considerando Bachelard (1993), pois funciona como molde coletivo e não individual. A cozinha apresenta papel fundamental na construção e manutenção desse lar de classe média ludovicense e enquanto as casas continuam regionalizadas, os apartamentos já se nacionalizaram.
- A arquitectura da memóriaPublication . Pinto, Inês Anselmo Seixas da Veiga; Pinto, Jorge Filipe Ganhão da Cruz; Callado, José Lucas, co-orientadorA maior parte da habitação colectiva contemporânea continua a ser projectada de acordo com normas modernas nas quais cada espaço tem uma forma e área pensados de modo a albergar uma função específica. É a habitação composta por espaços pré-determinados funcionalmente, que respondem a um número limitado de funções (confecção de comida, comer, dormir, trabalhar, lavar o corpo). Cada espaço dificilmente conseguirá suportar outra função senão aquela para o qual foi pensado. A habitação de espaços pré-determinados limita a possibilidade por parte do seu ocupante de interpretar os espaços, de ser este a atribuir-lhe um uso consoante as suas necessidades, de se apropriar da habitação. Não há lugar para o espaço-perdido, para o imprevisto. Os modernos partem da certeza que as necessidades do ocupante são previsíveis - tanto os movimentos como os percursos estão estudados e limitados. No entanto, a única certeza que há é a da incerteza das futuras necessidades do ocupante da habitação colectiva. A presente tese visa estudar o fenómeno na habitação colectiva da interactividade entre o espaço e o seu ocupante, através da análise da hierarquia de ordem e da hierarquia de área, e da criação de uma terceira hierarquia, que resulta da combinação das duas anteriores: a hierarquia espacial. Cada um destes índices contribui de maneira diferente para a hierarquia espacial: por ex., uma habitação que tenha uma hierarquia de ordem baixa pode não ser sinónimo de uma reduzida hierarquia espacial – se for composta por compartimentos que apresentam uma grande diferença de áreas entre o mais pequeno e o maior, ou seja, grandes dispersões relativamente à média das áreas, a sua hierarquia de área será elevada, aumentando o índice de hierarquia espacial. E vice-versa. Quanto maior for a hierarquia espacial de uma habitação, menor será a sua potencialidade de interagir com o seu ocupante; pelo contrário, quanto menor for a hierarquia espacial, a habitação apresentará uma maior potencialidade de interagir com o seu ocupante. Esta interactividade será então tanto maior quanto maior for o grau de interpretabilidade da arquitectura, que passa pela existência de espaços indeterminados a nível funcional, ambíguos, que interagem com todos os sentidos do corpo humano (e não só o da visão, ao contrário da arquitectura moderna, que fazia a apologia da forma), acomodando consequentemente a memória e a biografia espacial dos seus ocupantes. A habitação responsiva é a habitação formada por espaços interligados, que tanto se podem abrir uns para os outros como fecharem-se, com áreas que tendem para a homogeneidade. Cada ocupante interpretará assim cada espaço à sua maneira, apropriando-se dele, atribuindo-lhe diferentes usos ao longo do Tempo. É este conceito alternativo de habitação responsiva que dará sustentabilidade à habitação, ao invés desta se tornar obsoleta para os seus ocupantes passados uns anos.
- Arquitectura e assentamentos fabris na margem sul do estuário do Tejo (1951-1966)Publication . Santos, Maria Eugénia de Jesus; Matos, Maria Madalena Aguiar da Cunha
- Arquitetura da casa contemporânea e o lugarPublication . Andrade, Ulisses Morato de; Matos, Maria Madalena Aguiar da Cunha; Carsalade, Flávio de Lemos, coorientadorNo presente século, as arquiteturas brasileira e portuguesa mantêm a visibilidade internacional alçada por suas notáveis realizações no decurso do século XX, sendo que as casas contemporâneas de referência da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) contribuem com tal fenômeno. Por outro lado, embora essas regiões encerrem um valoroso passado partilhado, elas carecem de estudos comparativos de suas arquiteturas pós-coloniais, sobretudo no tocante às suas casas contemporâneas. Pressupondo que a prática de projetar com especial atenção ao lugar é um importante modus operandi da arquitetura luso brasileira, esta investigação indaga sobre as estratégias de projeto adotadas na criação da casa contemporânea de referência na AML e RMBH, tendo como parâmetro suas interfaces com o lugar. Assim, considerando a casa como o epicentro da observação, o presente estudo analisa os modos de intercâmbio do edifício com o lugar enquanto a topografia que o sustém; os horizontes que o definem; e a paisagem arquitetônica que o caracteriza. Para isso, construiu-se a hipótese de que, em estratégias opostas, as casas da AML são acomodadas à topografia e introvertidas em relação aos seus horizontes, e as casas da RMBH são elevadas e extrovertidas; e em estratégias convergentes, ambas estabelecem ruptura com as paisagens arquitetônicas tradicionais ou continuidade às paisagens contemporâneas. A verificação dessa hipótese através do estudo de casos em vinte obras erguidas no âmbito birregional confirmou os seus termos. Observou-se que o anseio pela privacidade é uma forte componente no projeto da casa contemporânea da AML, por estar tanto na motivação das estratégias de introversão quanto naquelas de acomodação. Por outro lado, se o usufruto da paisagem é a razão das estratégias de extroversão e da transparência mural no projeto da casa da RMBH, suas estratégias de elevação apresentam causas dispersas. Constatou-se, ainda, que as respostas ao lugar dadas pela arquitetura das casas estudadas não compõem narrativas de afirmação de identidades arquitetônicas regionais ou nacionais; além disso, elas rompem os diálogos com as linguagens pré-modernas e vernaculares, mas os preservam quanto às suas idiossincráticas modernidades. Por fim, fato marcante, identificaram-se significativos fluxos de conhecimentos e influências arquitetônicas binacionais entre os arquitetos autores das casas contemporâneas da AML e RMBH.
- A arquitetura da colônia Neu-Württemberg, atual cidade de Panambi-RS-BrasilPublication . Malheiros, Fabiane Van Ass; Morais, João Gabriel Viana de Sousa; Rodrigues, Pedro Jorge Dias Pimenta, coorientador; Kother, Maria Beatriz de Medeiros, coorientadoraEsta investigação tem como objetivo principal estudar o processo de assentamento da Colônia Neu-Württemberg, atual Panambi, RS, Brasil. Dois fatores foram considerados fundamentais neste processo: primeiro, o seu referencial arquitetônico com a identificação dos remanescentes da indústria, considerados patrimônio da cidade. Tendo esse referencial sido equacionado recorreu-se a uma metodologia de analogia. Tais referenciais foram analisados com base em estudos que possibilitaram a delimitação de alguns parâmetros, os quais contribuíram para a melhor interpretação e compreensão dos remanescentes; segundo, o traçado da Colônia nos seus diferentes momentos ou tempos de construção da cidade. Nesse sentido, tomou-se como referência não apenas o seu surgimento por meio da Empresa Colonizadora Hermann Meyer, mas, sobretudo, e como afirma Aldo Rossi, a partir da “construção da cidade ao longo do tempo, em que a cidade cresce sobre si mesma, adquirindo consciência e memória.” A instalação das primeiras indústrias definiu o caráter industrial da cidade, o que ocasionou importantes reflexos na sua expansão urbana. Nesse sentido, pretende-se responder aos objetivos desta pesquisa por meio de uma investigação no âmbito da arquitetura da cidade, recorrendo a indicadores qualitativos e quantitativos. Busca-se, assim, por intermédio de estudos de casos, obter uma visão prospectiva do reuso de remanescentes de edificações industriais, subsídios que possam servir de estratégias para futuros projetos dos remanescentes industriais significativos da cidade de Panambi. Esta investigação direciona-se, ou tem por objetivo construir uma metodologia que permita o reconhecimento ou a valorização de um patrimônio industrial, perspectivando novos usos na sua utilização, reafirmando portanto, a sua preservação e o fortalecimento da memória coletiva da cidade.
- Arquitetura na rota das CachoeirasPublication . Pereira, Marielle Rodrigues; Morais, João Gabriel de Sousa; Monteiro, Filipa Maria Salema Roseta Vaz, coorientadorA hipótese dessa tese é a possibilidade de atribuir valor à arquitetura vernacular, não apenas sobre a sua materialidade, mas sobretudo incorporar a sua dimensão imaterial, traduzida pelas tradições construtivas, cujos valores – material e imaterial, são indissociáveis e que garantem a manutenção da singularidade dos lugares.Tal hipótese surgiu a partir de pesquisas realizadas em Taquaruçu, Distrito do Município de Palmas, localizado no Estado do Tocantins. Esse lugar permitiu descortinar a possibilidade de incorporar outros valores à arquitetura vernacular. A permanência de tradições construtivas vernaculares na atualidade, ancoradas pelos atributos ecológicos e humanos, dão sentido de existência à paisagem e constituem o caráter do lugar. Nesse sentido, o estudo procurou dar respostas sobre a existência de valores imateriais na arquitetura vernacular, a partir dos argumentos que embasam a evolução do conceito de paisagem, bem como a identificação de territórios que elucidam tradições construtivas e que constituem o universo de comunidades tradicionais. Para tanto, optou-se pela pesquisa qualitativa em Taquaruçu, baseada nos aspectos físicos e fenomenológicos associados ao estudo dos componentes naturais e históricos, para que se pudesse dar respostas aos elementos que constituem a territorialidade arquitetônica construtiva – material/imaterial, natural/cultural, fundamentada nos princípios ecológicos, vernaculares e humanos. Através do estudo desses três elementos da paisagem, propõe-se diretrizes que contribuem para um diagnóstico de atribuição de valor material e imaterial associados à arquitetura vernacular e aos detentores culturais da paisagem. Essa tese não pretende diminuir a alçada do valor material tradicionalmente incorporado à arquitetura, ao contrário, aponta uma terceira opção de atribuição de valor à arquitetura vernacular, onde ambos valores – material e imaterial, constituem a base fundamental da existência de determinados lugares.
