DMF - Teses de Mestrado
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- Avaliação da evolução genética de um efetivo de bovinos Aberdeen-angusPublication . Antunes, Inês Oliveira Bernardo Marçal; Silva, João Nestor das Chagas e; Bragança, João Diogo Ferreira Bernardo (Tutor)RESUMO - A seleção genética é uma ferramenta fundamental na otimização da eficiência biológica e económica numa exploração de bovinos reprodutores, e desta forma, obter descendência com melhores performances produtivas e reprodutivas. A raça Aberdeen Angus tem vindo a apresentar uma crescente importância em Portugal, representando, atualmente, a segunda raça exótica com maior expressão no país. Com este trabalho pretendeu-se analisar os efeitos e evolução da seleção de algumas características de performance, dos animais nascidos na exploração AgriAngus. Para este efeito, utilizaram-se as estimativas de mérito genético calculadas pelo Breedplan para os animais da exploração e, por outro lado, realizou-se uma análise intra-exploração calculando se os parâmetros genéticos e a tendência genética ao longo do tempo, apenas para as características de peso ao nascimento, aos 200 dias, aos 400 dias e para o perímetro escrotal. A análise intra-exploração foi efetuada através do BLUP – Modelo Animal. Foram analisados dados de 481 animais inscritos na plataforma do Breedplan e, para a análise intra-exploração dados fenotípicos de 665 animais, compondo uma matriz de parentesco de 1686 animais. Os parâmetros genéticos estimados encontram-se, no geral, de acordo com o reportado na literatura citada. As tendências genéticas foram mais otimistas na estimativa realizada pelo Breedplan, porém, na maioria das características analisadas verificou-se uma melhoria nos valores do mérito genético dos animais, confirmando a evolução positiva, consequência do melhoramento genético através da seleção, em prática na exploração.
- Avaliação do corpo lúteo de éguas recetoras de embriões e sua relação com a progesteronaPublication . Rosa, Catarina Dias; Dias, Graça Maria Leitão Ferreira; Bliebernicht, Miguel Louro (Tutor)RESUMO - Um programa de transferência embrionária (TE) em equinos tem extrema importância por permitir uma rápida disseminação genética de animais de elevado valor. Para além da sincronia entre éguas dadoras e recetoras, alguns outros parâmetros devem ser considerados para uma melhor caracterização da aptidão das éguas enquanto recetoras e consequente seleção das mesmas. O presente estudo incidiu, deste modo, numa avaliação reprodutiva das éguas recetoras, nomeadamente de parâmetros relacionados com o corpo lúteo (CL) e a sua função, incluindo o estudo do perfil plasmático de progesterona (P4). Como objetivos principais, pretendeu-se validar um novo método para a quantificação da concentração plasmática de P4 em éguas, bem como confirmar o uso dos parâmetros avaliados relativamente ao CL (estrutura, vascularização e função endócrina), como critérios de inclusão ou exclusão de determinada égua recetora no programa de TE, e sua influência nos resultados de gestação. As éguas recetoras (n = 14) foram submetidas a uma avaliação reprodutiva no dia da TE (ET+0) e outra avaliação na altura do diagnóstico de gestação (ET+4). As avaliações inerentes aos dois momentos estudados englobaram o exame do trato genital feminino, por palpação transretal e por ultrassonografia, que permitiram recolher dados relativos ao tónus do cérvix e do útero e às dimensões e vascularização do CL. Simultaneamente, foi realizada uma colheita de sangue da veia jugular para posterior quantificação da concentração plasmática de P4. Os resultados apresentados demonstraram uma forte correlação entre os dois métodos de quantificação de P4 utilizados (p < 0,05). Quando as éguas foram separadas em éguas gestantes ou não gestantes, não foram encontradas diferenças estatísticas para quaisquer dos parâmetros, pelo que não foi possível confirmar o seu uso como critérios de seleção das éguas (p > 0,05). Em relação à concentração plasmática de P4, foram observados valores superiores nas éguas mais novas (p < 0,05). Porém, esta diferença etária não teve qualquer efeito nos resultados de gestação (p > 0,05). Concluiu-se ainda, que não existiu uma associação dos parâmetros morfométricos e vasculares do CL com a sua função endócrina, visto não terem sido verificadas quaisquer correlações entre as dimensões do CL e a concentração de plasmática de P4, nem entre a vascularização lútea e a concentração de P4 (p > 0,05
- Avaliação do enriquecimento ambiental da instalação de um jaguar no Jardim Zoológico de LisboaPublication . Santos, Márcia Isabel Monteiro; Rosa, Ilda Maria Neto Gomes; Carreira, Luís Miguel AlvesO Enriquecimento Ambiental é uma prática relativamente recente que surgiu no âmbito da conservação, com o objetivo de suscitar comportamentos naturais nos animais sob cuidados humanos, visando o seu bem-estar e preparação para serem devolvidos à natureza, caso estes apresentem fortes possibilidades de adaptação à vida selvagem. Consiste na modificação do ambiente que rodeia o animal, nomeadamente a instalação onde residem, e das suas práticas de maneio, usando as 5 categorias de enriquecimento ambiental: social, cognitivo, sensorial, alimentar e físico. Tem sido aplicada extensivamente nos Jardins Zoológicos pelo mundo, incluindo o Jardim Zoológico de Lisboa, local onde o estágio e estudo foram realizados. O espécime do estudo foi um Jaguar fêmea (Panthera onca) que tinha sido recebida no Jardim Zoológico recentemente, proveniente do Jardim Zoológico de Darthmouth, uma troca realizada conforme as normas e indicações da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA). O estudo incidiu na avaliação do enriquecimento ambiental aplicado inicialmente na instalação que lhe foi alocada. A recolha de dados para a avaliação foi realizada com recurso a uma máquina fotográfica, caderno para anotações e a um smartphone com a aplicação Animal Behaviour Pro, disponível para a plataforma iOS, que permitiu registos comportamentais mais rápidos e precisos. Estes dados são automaticamente convertidos em tabelas de cálculo no computador, prontos para serem tratados estatisticamente com recurso a testes não-paramétricos. O programa utilizado para analisar os dados foi o RStudio. Com os dados recolhidos, foi possível concluir que o espécime está bem-adaptado à sua instalação e a realizar principalmente comportamentos naturais que seriam observados nos animais em liberdade. O enriquecimento ambiental aplicado era variado, desde a construção de estruturas de madeira, vegetação natural, introdução de especiarias como a canela, pinhas penduradas em ramos para estimular a audição, caixas de cartão e sacas de serapilheira manchadas de sangue e comida escondida na instalação. Estes estão portanto a cumprir os seus objetivos de estimular a realização de comportamentos naturais na Jaguar, contribuindo positivamente para o seu desenvolvimento e bem-estar.
- Avaliação do impacto de uma alimentação rica em quinoa, pescado e óleo de peixe no perfil lipídico e acumulação de DHA no fígado de murganhos com propensão para desenvolver doença de AlzheimerPublication . Dias, Beatriz Rosário; Bandarra, Narcisa Maria Mestre; Bispo, Ana Maria Cardoso Lourenço Gomes; Afonso, Fernando Ribeiro AlvesA doença de Alzheimer (AD) é uma doença neurodegenerativa que resulta na diminuição das funções cognitivas. Dada a forte correlação entre a AD e níveis neuronais reduzidos de ácido docosahexaenóico (DHA), o enriquecimento do cérebro por via nutricional pode contribuir para o abrandamento do declínio cognitivo. Considerando a relevância do fígado no metabolismo lipídico, este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de uma alimentação rica em DHA no perfil lipídico e acumulação deste ácido gordo no fígado de murganhos. Deste modo, 32 murganhos transgénicos 5xFAD (modelo animal para a AD) foram divididos em quatro grupos. Cada grupo foi alimentado com uma dieta diferente: Controlo (C) (dieta padrão AIN-93M); Cavala (CV) (AIN-93M suplementada com 10% cavala); Quinoa (Q) (AIN-93M com 5% quinoa); e Cavala+Quinoa (CVQ) (AIN-93M com 10% cavala e 5% quinoa). A fração lipídica hepática destes murganhos foi caracterizada em termos do teor de lípidos totais, perfil de classes de lípidos, e distribuição de ácidos gordos nos lípidos totais e nas classes de lípidos mais relevantes. Assim, se as diferentes dietas não impactaram o teor de lípidos totais, no que se refere ao perfil das classes de lípidos, verificou-se que os grupos CV e CVQ registaram tendencialmente (p<0,05) maiores teores relativos de fosfolípidos (27,6 ± 5,9% e 29,9 ± 5,0% dos lípidos totais, respetivamente) e de 1,3-diacilgliceróis+colesterol (15,9 ± 2,5% e 14,0 ± 2,8%). Em contrapartida, o grupo Q distinguiu-se com os maiores níveis de triacilgliceróis (TAG), com cerca de 37,5 ± 6,9%. Os grupos Q (15,9 ± 2,7%) e CVQ (15,5 ± 2,9%) registaram uma diminuição dos ácidos gordos livres (FFA) face ao grupo C (22,6 ± 6,7%). A adição da cavala às dietas resultou na redução dos ácidos gordos polinsaturados n-6, e no aumento dos ácidos gordos saturados e polinsaturados n-3. Este último grupo foi impulsionado pelo ácido eicosapentaenóico (EPA) e, em particular, pelo DHA, cujos teores se destacaram nos grupos CVQ (12,2 ± 2,8%) e CV (7,9 ± 3,3%). Quanto ao perfil de ácidos gordos das principais classes de lípidos, as maiores diferenças foram registadas nos FFA e TAG, cujos teores de DHA foram mais elevados nos grupos CV (2,9 ± 1,2% e 7,5 ± 3,6%, respetivamente) e CVQ (3,0 ± 1,0% e 8,2 ± 2,1%, respetivamente). Assim, os resultados apontam para um possível benefício na adição de quinoa à cavala com aumento de DHA nos teores hepáticos. A suplementação permitiu uma maior disponibilidade de DHA sob a forma livre e, como tal, disponível para ser transportado ou incorporado noutras classes de lípidos, sugerindo uma incorporação de DHA excedente nos TAG em resposta à suplementação com cavala
- Colagénio, eosinófilos e interleucina 33 no endométrio da burraPublication . Silva, Joana Aguiar Neves da; Dias, Graça Maria Leitão FerreiraOs eosinófilos e a fibrose no endométrio da burra podem influenciar a função reprodutiva. A classificação histopatológica do endométrio da égua de Kenney e Doig é usada na burra. A interação da IL-33 e dos eosinófilos tem sido associada à fibrose. Este estudo no endométrio de burra classificado segundo Kenney e Doig teve como objetivos: (i) quantificar a transcrição dos genes de colagénio tipo I (COL1), colagénio tipo III (COL3) e da interleucina 33 (IL-33) e sua correlação com o número de eosinófilos; bem como (ii) localizar e quantificar microscopicamente o COL1 e COL3. O número de eosinófilos e neutrófilos diminuiu com a fibrose (P < 0,05). Os transcritos de IL-33 tenderam a aumentar da categoria IIA para III. Houve uma tendência para uma correlação positiva entre o número de eosinófilos e transcritos de IL-33 na categoria IIA (ρ = 0,7714; P = 0,055). A área de COL1 e COL3 e o número de neutrófilos apresentaram uma correlação positiva e negativa, respetivamente. O facto do COL3 se localizar maioritariamente sob o epitélio de superfície e extrato compacto em todas as categorias de endométrio parece não ter um efeito nocivo na implantação embrionária e explicar a maior longevidade reprodutiva nesta espécie animal.
- Deposição de colagénio na placenta equina : possível relação com a idade da égua e peso do poldroPublication . Silva, Ana Catarina Horta Santos Neto da; Dias, Graça Maria Leitão FerreiraEm égua idosas, o aumento das fibras de colagénio no endométrio predispõe à sub-fertilidade e infertilidade. Visto que, quando o colagénio está presente no endométrio equino também está no oviduto, propôs-se a hipótese de também poder existir na placenta e, desta forma, contribuir para uma diminuição do peso do poldro à nascença. Como tal, o objetivo principal deste estudo foi avaliar (quantitativamente e qualitativamente) a presença de fibras de colagénio na placenta equina e a sua relação com o aumento da idade da égua e com o peso do poldro. A placenta foi pesada imediatamente após a sua expulsão e o poldro foi pesado às 24h pós-nascimento. Foram recolhidas amostras do corno grávido, do corno não-grávido e do corpo da placenta de éguas mais novas com idades inferiores a 10 anos (Novas; n=7), e de éguas mais velhas, com idades entre os 10 e os 15 anos (Idosas; n=9), de diferentes raças. Os tecidos foram colocados em formaldeído a 4 % (para estudos histológicos) e em RNA Later (para determinação de transcrição e da proteína). A presença de colagénio na placenta foi avaliada através da quantificação de transcritos de COL1A1, COL1A2, COL3A1 e COL5A1 por PCR em tempo real, e de proteína total, indiretamente, através da concentração de hidroxiprolina. Além disso, foi realizada uma avaliação qualitativa histológica do colagénio dos tipos I e III em cortes de placenta corados com Picrosirius Red e observados ao microscópio ótico sob um feixe de luz polarizada. Foi também realizada a medição da espessura do tecido conjuntivo da placa corial no corno grávido da placenta equina. Os dados foram analisados por ANOVA a um fator seguido dos respetivos testes post-hoc ou pelo teste de correlação de Pearson (GraphPad Prism e Statistica 7). Houve um aumento dos níveis de mRNA de COL1A1, COL3A1 e COL5A1 e de hidroxiprolina no corno grávido de éguas idosas (≥ 10 anos; p<0,05). Além disso, a espessura do tecido conjuntivo da placa corial no corno grávido da placenta equina foi maior em éguas idosas quando comparada com éguas novas (p<0,05). Foi observada uma correlação positiva entre o peso do poldro e o peso da placenta (R = 0,7284; p=0,001), assim como, entre o peso do poldro e a idade da égua (R= 0,6596; p=0,005). Apesar de não ter sido encontrada uma correlação entre o colagénio total presente na placenta e a idade da égua ou o peso do poldro, a fibrose, que é caraterizada pelo aumento da deposição de fibras de colagénio, foi maior no corno grávido de placentas de éguas idosas, o que tem sido considerado um sinal de insuficiência placentária noutras espécies, com repercussões negativas no peso do recém-nascido.
- Disfunção cognitiva canina : perceção dos detentores e a sua repercussão no desfecho clínicoPublication . Costa, Ana Dixo Pinto Machado; Rosa, Ilda Maria Neto Gomes; Torres, João Pinheiro, tutorA disfunção cognitiva canina (DCC) provoca profundas alterações a nível cerebral 7 com graves consequências no bem-estar do animal e na relação estabelecida com o 8 detentor. Embora não exista ainda cura, sabe-se que o tratamento, realizado numa fase 9 precoce, permite atrasar a progressão da doença e, por vezes, melhorar o quadro clínico do 10 animal. Apesar do aumento generalizado dos cuidados prestados aos animais, a DCC 11 continua a ser gravemente subdiagnosticada, de acordo com a literatura. Questiona-se, 12 então, o papel do desconhecimento (desinformação) e incompreensão da doença por parte 13 dos detentores na falha de diagnóstico observada. Realizou-se um inquérito por questionário 14 com 272 respostas, e constatou-se que apenas cerca de 24% da amostra, já teria ouvido 15 falar da doença. Esta informação sobre a DCC proveio mais vezes da internet e outros 16 detentores (em 20 casos), do que de um médico veterinário (em 18 casos). Destaca-se 17 também que, alguns respondentes pertencentes à área médico veterinária, desconheciam a 18 DCC. Verificou-se ainda que o conhecimento sobre a doença, não facilitou no geral a 19 distinção entre sinais de DCC e do normal processo de envelhecimento, pelo que, se 20 depreende que a informação transmitida não é suficiente/adequada. Já ter tido cães, 21 também não beneficiou os respondentes que desvalorizaram mais vezes os sinais clínicos 22 de DCC. A agressividade perante os membros da casa foi o maior fator de procura por 23 atenção veterinária, seguido de desorientação e circling. As respostas, de ambos os 24 géneros, idades e profissão/formação foram muito homogéneas, diferindo relativamente à 25 desorientação (as mulheres procurariam mais vezes assistência médica) e no caso de 26 house soiling e resposta a comandos (os jovens tiveram maiores dificuldades em 27 reconhecer os sinais de doença). Na maioria das questões, os respondentes preferiram 28 referir o assunto numa próxima consulta, não marcando uma no imediato, levando ao 29 arrastar da situação do animal e podendo culminar no esquecimento ou habituação. 30 Demonstra-se assim a necessidade urgente de modificar este paradigma, aumentando a 31 informação divulgada sobre a doença junto dos médicos veterinários e, sobretudo dos 32 detentores permitindo-se oferecer aos animais um diagnóstico e tratamento adequado e 33 atempado.
- Epigenetic changes in equine myometrium at different stages of endometrosisPublication . Silva, Beatriz de Oliveira Celeiro e; Szóstek-Mioduchowska, Anna; Dias, Graça Maria Leitão FerreiraA reduction in the contractile activity of the myometrium can result in insufficient cleaning of the uterine lumen and the persistence of endometritis, leading to endometrosis. Studies in humans and other species point out to an important role for epigenetic mechanisms in gene expression regulation in the myometrium. However, in mares, there is a lack of information regarding the expression of enzymes responsible for DNA methylation (DNMTs) and demethylation (TETs) and the importance of these mechanisms. The main objective of this work was to determine the mRNA expression of these enzymes and explore the potential role of epigenetic mechanisms in the expression of genes encoding oxytocin (OXTR) and PGF2α (PTGFR) receptors in the myometrium of mares with endometrosis. Myometria were used in the midluteal (n=23) and follicular (n=20) phases of the estrous cycle. The material was grouped according to the corresponding endometrial classification (Kenney and Doig, 1986): category I (without pathological changes), IIA (mild endometrial fibrosis and/or inflammation), IIB (moderate endometrial fibrosis) and III (extensive endometrial fibrosis). Using qPCR method, the expression of DNMTs (DNMT1, DNMT3A, DNMT3B), TETs (TET1, TET2, TET3) and the expression levels of OXTR and PTGFR in the myometrium were determined. Using the bisulfite DNA pyrosequencing method, quantitative analysis (%) of DNA methylation was performed at specific sites (CpG islands) of two regions (exon 1 and 2) of OXTR gene. PTGFR did not have CpG islands and, thus, could not be analyzed. DNMT1 mRNA expression increased in myometrium in category IIA compared to category I in the follicular phase of the estrous cycle (P<0.05). The expression of TET2 mRNA was upregulated in the myometrium in categories I and IIB in the midluteal phase, compared to the follicular phase of the estrous cycle, also showing a positive regulation in category IIB compared to category I, in both phases (P <0.05). TET3 mRNA expression was increased in the myometrium in category IIA compared with category I in the follicular phase and was upregulated in category IIB in the follicular phase when compared with the midluteal phase of the estrous cycle (P<0.05). On the other hand, expression levels of OXTR and PTGFR and the global methylation (%) of OXTR in CpG islands did not show any significant differences between categories. However, an increase in DNA methylation was documented at position 6 of exon 2 of OXTR. The results suggest the potential regulatory role of epigenetic mechanisms in gene expression in the myometrium, related to changes in uterine contraction in mares with endometrosis
- A epigenética e o colagénio em placentas de éguas jovens e velhaPublication . Vasconcelos, Manuel Maria Batalha Graça de Almeida e; Dias, Graça Maria Leitão Ferreira; Bliebernicht, Miguel Louro (Tutor)O desenvolvimento placentário depende grandemente do ambiente intrauterino. Na égua, a plasticidade da placenta, que já foi descrita em situações fisiológicas e patológicas, influencia profundamente o desenvolvimento fetal. Em geral, éguas mais velhas produzem poldros mais pesados e com uma maior deposição de colagénio, sobretudo no corno grávido da placenta. Em humanos, a regulação epigenética é fundamental para o desenvolvimento e função placentária, bem como em situações de fibrose. O objetivo principal foi avaliar a possível relação entre a modelação da metilação de DNA e a deposição de colagénio na placenta equina, em função da idade materna. As amostras foram recolhidas de diferentes porções da placenta (corno grávido, não grávido e corpo da placenta) de éguas jovens (n=10; 4-6 anos) e velhas (n=10; 12-18 anos), logo após o parto, tendo sido examinadas e pesadas. Através de qRT-PCR, os níveis de transcrição de mRNA foram quantificados para os genes COL1A1, COL3A1, DNMT1, DNMT3A e DNMT3B. A determinação quantitativa dos colagénios do tipo I (COL I) e III (COLIII) foi realizada pelo método de ELISA. Nas éguas velhas em comparação com as éguas jovens, os níveis de mRNA de COL1A1 e COL3A1 foram superiores no corno grávido e não grávido ...
- Estudo da influência do exercício, da idade e da presença de lesões de osteocondrose nos níveis séricos de biomarcadores ósseos no cavalo Lusitano linha Alter RealPublication . Bernardes, Nuno Filipe Gomes; Dias, Graça Maria Leitão Ferreira; Ferreira, António José AlmeidaO presente estudo pretendeu avaliar a influência do exercício, da idade e da presença de lesões de osteocondrose (OC) nos níveis séricos de biomarcadores ósseos em cavalos de raça Lusitana, em particular numa população de garanhões Alter Real. Os biomarcadores ósseos constituem uma forma expedita e não invasiva de avaliar e monitorizar o metabolismo ósseo em várias espécies animais incluindo os cavalos. Alguns destes biomarcadores ósseos traduzem a actividade de deposição e formação de osso enquanto outros traduzem a actividade reabsorptiva neste mesmo tecido. Uma população de 50 garanhões de raça Lusitana, linha Alter Real, foi sujeita a um exame radiográfico sumário das articulações metacarpo- e metatarsofalângicas e também das articulações de ambos os tarsos para pesquisa de lesões de osteocondrose. A esses cavalos foi também recolhido sangue para poder avaliar os níveis séricos de biomarcadores de deposição/formação óssea, osteocalcina, fosfatase alcalina de especificidade óssea (FAO) e propeptídeo aminoterminal de procolagénio tipo-I (PINP), e de reabsorção óssea, telopeptídeo carboxiterminal de colagénio tipo-I (ICTP). Esta avaliação permitiu estudar diferentes grupos tendo em conta a presença ou a ausência de lesões de osteocondrose (grupo controlo – ausência de lesões vs. grupo OC – presença de lesões), a idade dos cavalos (grupo A - < 10 anos vs. grupo B - > 10 anos) e o regime de trabalho a que estavam sujeitos (grupo D – regime menos intenso vs. grupo T – regime mais intenso). Os procedimentos foram realizados num único momento no tempo não tendo sido sujeitos a reavaliações subsequentes. Os resultados encontrados permitiram verificar diferenças significativas (P<0,05) nos animais sujeitos ao regime de exercício mais intenso que apresentavam valores mais elevados de FAO quando comparados com os cavalos sujeitos ao regime menos intenso. Já na comparação entre grupos etários foi o ICTP que apresentou diferenças significativas (P<0,05) revelando valores mais elevados nos animais mais jovens. Nestes mesmos grupos também a osteocalcina revelou uma tendência (P=0,08) para apresentar valores mais baixos nos animais mais velhos. No que respeita à presença ou ausência de lesões de OC, e apesar de não se terem encontrado diferenças significativas nos níveis dos biomarcadores ósseos entre os grupos, importa referir que se observaram valores de prevalência total de cavalos afectados de 16% (n=8), sendo que 6% das lesões afectavam o tarso e 12% os boletos. Esta aparente incongruência de valores deve-se à existência de lesões tanto nos tarsos como nos boletos em pelo menos um cavalo. Este valor enquadra-se totalmente nas referências da literatura. Através deste trabalho é pois possível confirmar a utilidade dos biomarcadores ósseos na avaliação do metabolismo ósseo de cavalos em diferentes situações e sob influências variadas, sendo no entanto necessário realizar mais estudos para poder conhecer melhor a relação entre os factores implicados nas alterações metabólicas e a sua tradução em termos bioquímicos.
