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- Educar para a contemplação – A cultura do mosteiro em história e cultura das artesPublication . Laevskaia, Maria Francisca von Holst; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Monteiro, Miguel Maria Santos CorreiaO presente trabalho propõe-se a refletir acerca do olhar contemplativo na História e na História e Cultura das Artes, enquanto propósito de educação e de prática letiva. O testemunho atual do ensino da História e da História e Cultura das Artes pretende incutir no aluno aquilo que se pretende do ofício do historiador, ou seja, a arte da interpretação crítica e rigorosa das fontes históricas materiais e imateriais. A sua origem está na tendência metodológica do estudo da História, em que se cientifiza o passado humano enquanto objeto problemático, quer pela contrariedade de visões historiográficas, quer pelos factos verdadeiros/falsos que as fontes nos revelam. Daí que a metodologia académica se enraize na didática da História e da Cultura das Artes do Ensino Básico e Secundário. A observação das fontes tem um fim: o olhar analítico e descritivo. Como ciência social e humana, parece-nos que a prática letiva da História está incompleta:“(...) uma ciência nos parecerá sempre ter algo de incompleto se não nos ajudar, cedo ou tarde, a viver melhor”1. Aqui, “viver melhor” poderá ser uma questão de saborear a própria História e a Arte. Independentemende da análise, o aluno ganhar uma experiência pessoal, por meio da contemplação da realidade total (o passado e o presente unidos no instante). Procura-se assim trilhar um caminho em que o trabalho letivo com os alunos seja um objeto vivo e de espanto. Que se cruze a transmissão dos conhecimentos, concedidos pelas fontes orais, escritas, materiais, com a própria atitude da contemplação (observar e admirar) a História e a Cultura das Artes. A História da Humanidade é, também, feita de cada olhar humano que observa a realidade, gratuitamente.
- Os espaços escolares e a experiência dos alunos : conexões entre espaço, aprendizagem e bem-estarPublication . Pires, Helena Carolina Martins; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Pedro, Neuza Sofia GuerreiroA presente dissertação explora a relação entre os espaços escolares, a aprendizagem e o bem-estar dos alunos. O enquadramento teórico parte da crescente inadequação das Salas de Aula Regulares (SAR), herança do modelo fordista da Revolução Industrial, face às exigências do século XXI, que demandam indivíduos criativos, flexíveis e colaborativos. Nesse contexto, os Innovative Learning Environments (ILEs) surgem como alternativa que promove a flexibilidade espacial, a integração tecnológica e pedagogias centradas no aluno. Os objetivos específicos foram: perceber, sob a ótica dos alunos, a sua relação com o espaço escolar e contrastar a experiência de utilização destes alunos, estabelecendo uma análise entre estas vivências registadas em duas escolas participantes. É fundamental esclarecer que esta pesquisa não tem como objetivo comparar essas escolas. A metodologia adotou uma abordagem quantitativa descritiva, com design de estudo single case envolvendo a Escola 1 e Escola 2. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online, desenvolvido pelo projeto ILESE e aplicado a 85 alunos do ensino secundário. O instrumento avaliou 11 dimensões temáticas, sendo estas: Your school, Space, Others in space, Learning preferences, Learning capacity, Working with peers, Sense of self, Self-regulation, Academic growth, Attendance e Involvement. Os resultados indicaram que os alunos de ambas as escolas avaliaram de forma maioritariamente positiva as suas experiências, com médias geralmente superiores a 3.40 (numa escala de 1 a 5). A temática com a avaliação mais alta em ambas as escolas foi "Attendance". Em contraste, a categoria "Learning preferences" registou as médias mais baixas em ambas as instituições . Não foram encontradas discrepâncias significativas entre as perceções gerais dos estudantes das duas instituições.
- A fotografia como ferramenta de comunicação e expressão e os seus impactos : um projeto em aplicações informáticas BPublication . Moreira, Nuno Filipe Melo; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Pedro, Neuza Sofia Guerreiro; Mendonca, VaniaO relatório que se apresenta descreve um projeto realizado na Escola Secundária D. Dinis, sede do Agrupamento de Escolas D. Dinis, em Chelas, Marvila. Este trabalho insere-se no Mestrado em Ensino de Informática da Universidade de Lisboa. Neste relatório descreve-se um Projeto de Intervenção Pedagógica, sob o tema: “A Fotografia como ferramenta de expressão e os seus impactos: um projeto em Aplicações Informáticas B”. O projeto foi realizado em duas fases, uma de Observação, em sala de aula, realizada no decorrer do 1º semestre, e uma de Intervenção, implementada com base no planeamento da disciplina realizado pelo professor cooperante, tendo sido realizada em fevereiro de 2024. A turma em que foi realizada a observação e a intervenção é proveniente da junção de alunos das turmas do 12º ano de Ciências e Tecnologias e do 12º ano de Ciências Socioeconómicas.A observação visou conhecer a turma e os seus pares para que pudesse ser projetada intervenção em sala de aula, a qual se realizou num total de 10 aulas de 50 minutos, onde foi abordada a temática imagem, inserida na Disciplina de Aplicações Informáticas B, no domínio Introdução à Multimédia. A dimensão investigativa desta intervenção teve como base o estudo do número de fotografias e vídeos que vão sendo acumulados pelos alunos nos seus dispositivos fixos e móveis. A importância deste estudo revelou que os alunos deste nível de ensino não tiveram, ao longo dos diversos anos de escolaridade, qualquer tipo de abordagem ao problema causado pelo excesso de ficheiros que vão armazenando nos seus dispositivos, sejam eles fixos ou móveis. Os resultados destacam a necessidade de introduzir o tema de gestão de arquivos nas aprendizagens essenciais de TIC.
- O uso de simuladores na montagem de redes de comunicação de dadosPublication . Silva, Paulo José Gonçalves da; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Dorotea, Nuno Miguel Taborda Cid; Afonso, Ana Paula PereiraEste relatório foi elaborado no âmbito da disciplina de Iniciação à Prática Profissional IV, do Mestrado em Ensino de Informática, ministrado pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa durante os anos 2022/24. Esta intervenção da prática de ensino supervisionada (PES), realizada na Escola Secundária Sá da Bandeira em Santarém, teve como objetivo dar continuidade à observação da prática de ensino do professor cooperante que foi realizada durante o primeiro semestre na disciplina de Iniciação à Prática Profissional III. Este documento tem como objetivo documentar a segunda parte da PES, onde apresento os procedimentos e estratégias adotadas ao realizar a minha intervenção pedagógica na turma do 12º ano do Curso Profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos na disciplina de Instalação e Manutenção de Equipamentos Informáticos (IMEI) durante o segundo semestre de 2023/24. A intervenção realizou-se na escola acima mencionada durante o segundo semestre que se iniciou em fevereiro. O módulo que estava a ser lecionado era o 8º - Montagem e manutenção de redes de dados. Para a minha intervenção criei um Cenário de Aprendizagem (Ver Anexos A e B) com o tema “Jogos na rede entre amigos”, que teve como objetivo a criação de uma LAN Party, recorrendo ao uso do simulador de redes Packet Tracer e conseguir deste modo responder aos objetivos de aprendizagem de instalar sistemas físicos de rede, configuração da parte lógica, ligações entre equipamentos, trabalhar com routers e sub-redes. O período de intervenção foi de 15 tempos letivos com a duração de 45 minutos cada, que decorreram a 20 de fevereiro, 5 e 12 de março. A metodologia pedagógica adotada foi o Problem Based Learning (PBL), por considerar que era a que melhor respondia às questões pedagógicas envolvidas. A possibilidade de os alunos terem um problema para resolver, terem de analisá-lo, refletirem sobre a sua resolução e a tomada de decisão sobre a opção escolhida, permite que desenvolvam a autonomia, a comunicação, a colaboração e espírito de equipa. Neste documento abordo também a dimensão investigativa que está centrada no âmbito do processo de ensino e aprendizagem deste módulo 8. Defini o seguinte problema de investigação: “Em que medida a utilização do simulador Packet Tracer, na estruturação de uma rede para LAN Party, promove a aprendizagem de redes de comunicação de dados dos alunos do 12º ano do CPTGEI?”. Para dar resposta a este problema, criei as duas questões que vou aprofundar neste relatório e que são as seguintes: Q1: Qual o efeito do simulador Packet Tracer no desempenho dos alunos em tarefas de diagnóstico, projeto e configuração de redes de dados? Q2: Que recursos no simulador Packet Tracer são mais eficazes para a aprendizagem e configuração de uma rede de dados destinada a uma LAN Party? Procuro através desta análise compreender se o Packet Tracer é uma ferramenta pedagogicamente importante para o ensino de redes de dados. Os resultados obtidos durante o estudo sugerem que, globalmente, os objetivos foram atingidos.
- Visualidade no século XIX e XXIPublication . Mateus, João Ricardo Antunes; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Dias, Fernando Paulo Leitão Simões RosaO presente estudo reúne a informação relativa à implementação de uma Unidade Didática, no âmbito de uma prática de ensino supervisionada. A Unidade Didática foi implementada na disciplina de História da Cultura e das Artes, com uma turma de 11.º ano, na Escola Secundária de Odivelas e incidiu no Módulo 8 – A Cultura da Gare. O primeiro capítulo detalha e caracteriza o contexto da escola, a turma e a disciplina de História da Cultura e das Artes. O segundo capítulo encontra-se subordinado ao enquadramento teórico que informou a Unidade Didática, e apresenta o conceito de visualidade, que será fundamental ao projeto e irá justificar a opção de estabelecer uma análise comparativa entre o século XIX e o século XXI. Neste segundo capítulo é também feita referência à importância que o projeto dará à promoção de competências discursivas orais nos alunos. O terceiro capítulo refere-se à planificação, implementação, descrição, metodologia e concretização da Unidade Didática. São detalhadas as opções tomadas, e é apresentada a ferramenta pedagógica implementada a que o projeto intitulou de «contraponto». O capítulo conclui com uma descrição detalhada do relatório das aulas e a explicitação dos critérios de avaliação aplicados. O último capítulo reúne a análise crítica dos resultados aferidos, apresenta o sucesso do projeto e o cumprimento dos seus principais objetivos, e encerra com uma reflexão final que defende a necessidade de pensar de forma séria a atualização do domínio visual por nós ocupado – docentes e alunos.
- Uma experiência imersiva em Geometria Descritiva APublication . Nunes, Vítor António Duarte Oliveira Barata; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Palaré, Odete RodriguesO presente relatório resulta da Prática do Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino de Artes Visuais do 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, que ocorreu na Escola Secundária Helena Cidade Moura, do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana, em Alcabideche, Cascais. A Unidade Didática (UD) lecionada, com o tema “Uma Experiência Imersiva em Geometria Descritiva A”, debruçou-se sobre a interseção de planos projetantes, teve lugar numa turma do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais do 10.º ano, na disciplina de Geometria Descritiva A e desenvolveu-se ao longo de 10 aulas de 45 minutos. A metodologia seguida nesta prática de Ensino Supervisionada foi a Investigação- Ação, que tem necessariamente uma base empírica centrada na prática e na ação. As teorias que serviram de sustentação à construção desta investigação são as seguintes: a modernidade líquida de Bauman, relacionada com as características dos atuais adolescentes; as correntes sociocognitivas, centradas no trabalho colaborativo, explorado neste estudo; a motivação, revisitada em Schink, Pereira, Vigotsky; as teorias de Barth, Duval e o casal Van Hiele que sustentam que a aprendizagem depende do processo de ensinoaprendizagem que o aluno viveu; e finalmente, Efland, que induz o planeamento desta Unidade Didática com uma forte componente de experimentação. As estratégias utilizadas centraram-se na utilização de recursos tridimensionais, iniciando-se pela compreensão dos exercícios no espaço e posterior representação bidimensional, na folha de papel. A dinâmica da UD contemplou, também, a construção de um modelo tridimensional a partir da resolução de um exercício, bem como de uma experiência imersiva em sala de aula. Dos resultados obtidos, verifica-se uma avaliação positiva dos alunos e uma adesão colaborativa em todas as fazes da Unidade Didática que, em cada instante, suscitou aos alunos o sair da “dimensão do papel” para entrarem nas três dimensões da Geometria Descritiva.
- A utilização de diferentes estratégias de ensino-aprendizagem e o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem : aplicado a uma turma de economia A, do 10º ano de escolaridadePublication . Pina, Carlos Paula Brito de; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Correia, Anabela BatistaExiste um consenso generalizado, entre vários autores, de que o envolvimento escolar dos alunos é um “ingrediente” fundamental para a aprendizagem. Um estado positivo de envolvimento relativamente a um assunto ou problema pode contribuir para uma aprendizagem mais produtiva (Fredericks et al., 2004). Outros autores realçam que a utilização de um único método de ensino não é suficiente para atender a um leque diversificado de objetivos de aprendizagem (Westwood, 2008) e defendem também que a falta de variedade didática pode levar ao tédio e à resistência por parte dos alunos, prejudicando o processo de ensino e aprendizagem (Arends, 2008). É neste enquadramento que surge o relatório da Prática de Ensino Supervisionada (PES) como trabalho final do Mestrado em Ensino de Economia e de Contabilidade do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. O objetivo principal desta investigação é perceber como a utilização de um conjunto variado de estratégias de ensino-aprendizagem pode contribuir para o envolvimento dos alunos com a aprendizagem. Especificamente, esta investigação procura responder às questões seguintes: - Como é que um conjunto diversificado de estratégias, umas mais centradas no professor (a analogia e o storytelling) e outras mais centradas no aluno (o roleplay e o questionamento), contribui para o envolvimento emocional e comportamental dos alunos? - Quais são as principais dificuldades verificadas no desenvolvimento das diversas estratégias em sala de aula? Considerando os objetivos gerais e específicos desta investigação, este relatório adota uma abordagem qualitativa na sua metodologia de investigação, utilizando, concretamente, o estudo de caso de uma turma de Economia A do 10º ano (2023/2024).
- Educação inclusiva em Portugal : culturas, politicas e práticas identificadas nas escolasPublication . Semião, Daniela Guerreiro; Instituto de Educação; Tinoca, Luís Alexandre da Fonseca; Mogarro, Maria JoãoUm dos grandes desafios que os sistemas educativos de todo o mundo enfrentam é encontrar soluções para incluir todas as crianças nas escolas. Neste sentido, e partindo da problemática da multiplicidade crescente de dimensões da diversidade dos alunos que a escola acolhe, e da urgência de se proporcionar uma resposta educativa efetiva e adequada a todas as crianças e jovens, propomo-nos refletir sobre as culturas, políticas e práticas inclusivas identificadas nas escolas, em Portugal, sobretudo desde a mais recente alteração ao enquadramento legislativo sobre a educação inclusiva (Decreto-Lei 54/2018 e Decreto-Lei 55/2018). Para o efeito, construímos um quadro teórico que enquadra, tanto a problemática, como os resultados obtidos: desde a evolução histórica dos conceitos às iniciativas de desenvolvimento profissional dos professores que podem favorecer o desenvolvimento da educação inclusiva. Trata-se de um estudo de natureza mista, inscrito no paradigma do pragmatismo, que integra um ciclo de design exploratório sequencial, iniciado com a recolha de dados qualitativos, cujos resultados são utilizados para construir instrumentos e intervenções, seguida da recolha de dados quantitativos e da interpretação da forma como estes geram novos resultados, instrumentos e intervenções. A investigação decorreu em três fases, sendo que os dados qualitativos recolhidos na primeira fase correspondem a: i) quatro entrevistas exploratórias, realizadas a dois peritos, na área da inclusão: David Rodrigues e Tony Booth, e a duas coordenadoras, de ciclo e da EMAEI, de um Agrupamento de Escolas TEIP (Lisboa), e a ii) um “World Café”, realizado com 22 professores do 1º ciclo do Ensino Básico, do referido agrupamento. A segunda fase consistiu na construção de instrumentos e de intervenções e, na terceira fase, participaram 305 professores e 82 alunos, do 1º ao 12º ano de escolaridade, através do preenchimento de um questionário com questões abertas e fechadas, validado previamente pelos investigadores. Os resultados sugerem que os professores com mais formação e conhecimentos sobre educação inclusiva apresentam perceções mais positivas face às culturas, políticas e práticas inclusivas das suas escolas. Os alunos também tendem a percecionar positivamente os aspetos relacionados com o ambiente da escola e da sala de aula, embora sejam mais críticos em relação às práticas inclusivas dos professores, do que os próprios professores.
- Desenvolvimento de um modelo pedagógico de Educação para a Cidadania Ambiental no 1.º Ciclo do Ensino Básico através de uma metodologia de Design-Based ResearchPublication . Monte, Teresa Margarida Calado do Monte; Instituto de Educação; Reis, Pedro Guilherme Rocha dosSendo o desenvolvimento sustentável um tópico prioritário a nível mundial, desenvolveram-se várias estratégias para alcançá-lo, dentro as quais se destaca a Educação para a Cidadania Ambiental que desempenha um papel importante na mudança social, para alcançar o equilíbrio económico, social e ambiental, através de cidadãos informados, responsáveis e participativos. O papel da educação diante dos problemas e oportunidades ambientais é, portanto, crucial, e por isso aumentar a preocupação ambiental e promover comportamentos ambientais devem ser metas educacionais essenciais para o ensino do 1.º CEB. Esta investigação teve como principal objetivo o desenvolvimento de um modelo pedagógico de educação para a cidadania ambiental no 1. º CEB, utilizando uma metodologia de Design-Based-Research (DBR), com três iterações. A primeira iteração consistiu no desenvolvimento do modelo pedagógico a partir da análise documental de teses, artigos e projetos relacionados com Educação, Cidadania, Ambiente, estratégias pedagógicas no 1.º CEB, e orientações curriculares propostas pelo Ministério da Educação nas áreas de Estudo do Meio e de Cidadania, no 1.º CEB. A segunda iteração (de natureza qualitativa), consistiu na avaliação do modelo pedagógico por três painéis de especialistas em: educação ambiental, educação do 1.º CEB e líderes da comunidade (autarquias e ONGA), tendo como objetivo o seu aprimoramento, com base nas sugestões de melhoria obtidas, resultando no desenvolvimento da segunda versão do modelo pedagógico. A terceira iteração envolveu a avaliação do modelo pedagógico por professores e por alunos, tendo como objetivo testar e avaliar a sua adequabilidade, em contexto escolar real. A implementação do modelo pedagógico foi realizada em quatro escolas públicas do 1.º CEB, num total de 23 turmas (orientadas por 23 professoras) e cerca de 500 alunos distribuídos pelos 4 anos de escolaridade. Com base na observação direta, em notas de campo e em entrevistas semi-estruturadas com os professores, foram respondidas as questões de investigação e identificadas as suas percepções sobre as principais competências a desenvolver pelos alunos, bem como as respectivas metodologias e estratégias educativas consideradas mais adequadas para uma educação promotora de competências de cidadania ambiental no ensino básico. Para além disso, foi possível observar como os professores implementaram o modelo didático proposto na sala de aula e identificar as dificuldades sentidas durante a sua aplicação. Após a realização das atividades de Cidadania Ambiental, os alunos desenvolveram competências de Cidadania Ambiental, mudaram os seus comportamentos e atitudes e demonstraram vontade em participar de forma mais ativa na resolução de problemas ambientais locais em conjunto com a comunidade escolar e local, tendo ficado, desta forma, mais empoderados para a ação.
- O papel da avaliação formativa no envolvimento dos alunos, numa turma do 10º ano de economia do ensino profissionalPublication . Mendes, Inês Martinho de Almeida Costa; Universidade de Lisboa; Instituto de Educação; Rodrigues, Ana Luísa Pinto da FonsecaO presente relatório enquadra-se no âmbito da unidade curricular de Iniciação à Prática Profissional IV do Mestrado em Ensino de Economia e de Contabilidade. Para a sua realização, procedeu-se ao desenvolvimento da prática letiva numa turma do 10.º ano do Curso Profissional de Técnico Comercial, numa escola profissional localizada no Distrito de Setúbal. Os cursos profissionais detêm um currículo ancorado numa matriz modular e são constituídos por quatro componentes de formação (científica, sociocultural, tecnológica, e em contexto de trabalho). A disciplina de Economia dos Cursos Profissionais pertence à componente científica e visa dotar os alunos de conhecimentos que lhes permitam interpretar e perceber a realidade socioeconómica nacional e internacional. A sua lecionação incidiu sobre o módulo 2 – Agentes Económicos e Atividades Económicas, em particular, sobre a Produção. Desta temática, foram abordados vários conteúdos, nomeadamente, os fatores de produção, a produtividade, os setores de atividade económica e o seu impacto no nível de desenvolvimento de um país, bem como o contributo do Valor Acrescentado Bruto para a riqueza de um país. De forma a potenciar o envolvimento dos alunos, optou-se por uma prática letiva pautada pela interatividade professor-aluno e privilegiando-se o feedback como elemento-chave da avaliação formativa. As tarefas propostas basearam-se na resolução de exercícios diversificados e as atividades foram desenvolvidas à luz de dinâmicas de grupo. Além disso, recorreu-se à exposição, ao questionamento e à discussão, enquanto estratégias de ensino mais adequadas às necessidades e especificidades destes alunos. Através da utilização do feedback aliada à aplicação de Técnicas de Avaliação Formativa, verificou-se um aumento do envolvimento dos alunos para a aprendizagem de Economia dos Cursos Profissionais. Decorrente desta investigação, constatou-se que a assunção de uma postura crítica e reflexiva, por parte do professor, relativamente à sua própria prática, é hegemónica para uma assertiva tomada de decisões pedagógicas e didáticas.
