FL - Teses de Doutoramento
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Recent Submissions
- 1917 – um ano charneira. Relações entre memória e cultura a partir dos relatos de António Manuel TrigoPublication . Honrado, José Alexandre Mendonça de Moraes Sarmento; Furtado, Rodrigo Miguel Correia; Franco, José EduardoTodos os ensaios são um ponto de vista e esta tese, enquanto ensaio, é um ponto de vista sobre Memória, esse repositório de entidades físicas e etéreas, área epistemológica e noção de conhecimento com entrada e difusão algo tardias nas ciências sociais, mas que, ao mesmo tempo, manifesta suma relevância no nosso âmbito de estudo, em todos os momentos em que o desenvolvemos. A importância da Memória na nossa contemporaneidade académica, como aspeto cultural e das culturas, a maior parte das vezes num formato intangível da realidade individual e social, mas sempre matricial, torna-a merecedora de apreensão, descrição, interpretação e representação no âmbito do que estudamos, no nosso percurso de interesse e neste foco de abordagem. Como corpus usámos precisamente um livro de memórias, manuscrito inédito do funchalense António Manuel Trigo. O cidadão António Manuel Trigo, filho de Adelaide Virgínia dos Santos Trigo e de Adriano Augusto Trigo, nascido a 13 de Maio de 1892, na Freguesia de Santa Luzia, concelho e distrito do Funchal, viria a ser oficial do exército, era ainda cadete, em 1917, da Escola de Guerra. Frisamos sempre 1917, porque o escolhemos, por ser um ano seminal, um ano de todas as transformações, nomeadamente culturais, e que nos serviu exemplarmente como motivo de estudo. O elaborarmos raciocínios no âmbito dos estudos de cultura permitiu geminar o tronco comum dos exemplos, e foram muitos que a cultura produziu e cuja síntese trazida a este trabalho nos auxiliou durante toda a nossa formação e nesta etapa de conclusão teórica. Recorremos, por isso, a elementos de cultura que, à margem, acreditamos terem relação com António Manuel Trigo e, observados de perto, em especial na relação direta com o mesmo ano de 1917. Usámos, naturalmente, muitas fontes escritas, na tentativa de esgotar muitas das possibilidades que continham, apoiando-nos, entre outras, numa coleção particular de livros, textos e manuscritos que acumulámos ao longo dos anos, exatamente sobre os temas que considerámos estudar. Acresce, na base em que se construiu o que se segue, os testemunhos orais familiares em que os nossos próprios parentes nos contavam memórias vivas da Primeira República (e amplamente, como memórias vivas, também da Ditadura, do Estado Novo, da Revolução de Abril), sobretudo “coisas de avós” que viram e viveram o País de uma forma tão pessoal que nos legaram memórias ímpares, de cronologias efervescentes (recordações sempre exatas e quase sempre exaltadas), pois chegaram a ser, eles também, nos seus percursos, personagens e protagonistas desta longa narrativa. Conversas com a família de António Manuel Trigo preencheram lacunas geradas pela leitura do seu espólio, o espaço memorial que legou aos vindouros que por ele se interessassem.
- Excertos da sexualidade nas artes visuais do Brasil : da modernidade à contemporaneidadePublication . Meireles, Ana Renata dos Anjos; Lapa, PedroA Arte e a sexualidade são traços fundamentais do que constitui a humanidade. Não por acaso, tais aspectos mesclam-se frequentemente ao longo da história da arte ocidental. O que se pretende neste estudo é clarificar de que maneiras, a partir de que dispositivos de funcionamento criativo, isso acontece. Tomamos por referência o Brasil, uma potência colonial, mas observando-o sob uma perspectiva decolonial. O fazemos por entender ser esta a melhor postura metodológica. Iniciamos a presente pesquisa no alvorecer da modernidade, em fins do século XIX, uma vez que se trata de um período de intensas mudanças em todos os aspectos – sociais, políticos, econômicos, culturais, sexuais, científicos, estéticos, filosóficos, conceituais. Levamos em consideração a filosofia de Georges Bataille e o surgimento, no início desse século, da psicanálise, inicialmente entendida puramente como a ciência do inconsciente – mas que mostrou um grau de complexidade que ultrapassou esse estigma. Posto isso, dividimos a abordagem em capítulos nomeados a partir de períodos da história da arte, onde fazemos um olhar sobre o Brasil. Tendo por norte temático as implicações da sexualidade na arte, portanto, tomamos por objetivo a tessitura desta linha de construção de uma história da arte que tem por pilar as formas diversas de ocorrência dessas implicações, considerando o recorte temporal da modernidade à contemporaneidade. O resultado foi a observação de um engendramento entre arte e sexualidade muito além do plano da visualidade e onde nossos próprios eixos, pelos quais se dividem os capítulos, terminam por se entrecruzarem.
- Diálogos na escrita de Herman Melville : do atlântico ao oceânicoPublication . Beirante, Rute Júlia Vieira da Rocha; Alves, Maria Teresa Gomes Ferreira de Almeida; Pires, Maria Teresa de Salter Cid Gonçalves RochaPartindo da premissa de que Moby-Dick representa uma viragem na obra de Herman Melville e de que esta resulta de uma convergência de factores no período da vida do autor, entre 1849 e 1851, neste trabalho pretendo explorar a importância que a obra de Luís de Camões teve nesse processo, a par das leituras da Bíblia, de William Shakespeare, de John Milton e de Edmund Spenser. Tendo em conta que os romances escritos nesta época são aqueles em que se manifesta uma maior presença de ecos camonianos e que Melville conhecia todos estes autores, desde tenra idade, proponho-me indagar em que medida a leitura do poeta português terá contribuído para aprofundar o diálogo com os restantes clássicos. Procuro inquirir o modo como a obra de Melville dialoga com aqueles escritores, de modo especial com Camões e o mundo português. A atitude mais experimental inaugurada neste período, incentivada pela leitura e pelo contacto com os autores atlânticos Washington Irving e Nathaniel Hawthorne, levou-o à escrita de contos. Todos estes encontros contribuíram para um alargamento de perspectiva e para a formação de uma mundividência oceânica que emerge na arte de Melville. Concluirei com a análise dos contos marítimos, procurando demonstrar como neles se manifesta a visão oceânica do autor pois, além do elemento líquido, Herman Melville reflecte sobre os problemas do seu tempo e as questões da humanidade.
- “Pela Graça de Deus Rainha de Portugal” : funções e práticas da reginalidade no Portugal medievalPublication . Olaia, Inês Sofia Lourenço; Rodrigues, Ana Maria Seabra de AlmeidaO lugar de rainha consorte corresponde ao topo da hierarquia social medieval no feminino. Assim, a primeira mulher do reino é, pela sua própria natureza, a esposa do rei. Partindo das abordagens conceptuais mais recentes, reconstitui-se o modelo de atuação da rainha consorte no Portugal medieval, complementando a visão teórica e a construção de modelos de exemplaridade, com a análise da prática efetiva da reginalidade. A mãe do herdeiro, cuidadora e piedosa dos modelos teóricos articula-se assim com a “parceira do rei” que participa ativamente na esfera política. O lugar cimeiro na escala social implica a representação dessa mesma posição frente ao outro, expressa em lugares e objetos. Inerente a essa posição, a casa da rainha faz visível e distribui a identidade da consorte régia. Exploram-se, através desta e de outros mecanismos – como o do mecenato artístico e religioso – as avenidas pelas quais a identidade da consorte régia é definida e depois expressa, em articulação ou confronto com as ações do monarca seu esposo. Assim, integrada nas estruturas da monarquia e na sua representação, a rainha é uma parte importante da respetiva engrenagem, tendo um conjunto de atribuições inerentes à sua posição, que lhe permitem participar ativamente na política do reino e na sociedade. Na sua falta, o vazio implica o preenchimento desse lugar por outra mulher próxima do soberano, de preferência uma filha.
- Compreensão de atos de fala diretivos por aprendentes chineses de PLE : um estudo sobre a ordemPublication . Liu, Yang; Gouveia, Carlos Alberto MarquesOs atos de fala de ordem são amplamente utilizados no quotidiano e fazem parte de um longo processo de aquisição por parte dos falantes, pelo que a produção e a compreensão desses atos, que envolvem a habilidade de dar ordens, são uma parte relevante dos curricula no ensino de Português como língua estrangeira (PLE). A ordem é sempre realizada por alguém de estatuto socialmente validado como superior, que impõe a sua vontade a alguém de estatuto socialmente validado como inferior. A teoria de atos de fala proposta por Austin (1962) considerou que o falante tem a intenção de realizar certas ações, como pedidos, sugestões e ordens. O aprofundamento dessa teoria, conforme demonstrado por Searle (1969, 1971, 1976, 1979), contribui para os estudos teóricos e empíricos no campo da linguística, incluindo pesquisas sobre a força ilocutória e a pragmática dos atos de fala. Este trabalho estuda a compreensão de atos de fala da ordem por aprendentes chineses de PLE, identificando os fatores que nela intervêm. Usa para o efeito dois inquéritos por questionário como metodologia, controlando cuidadosamente as perguntas apresentadas aos participantes, incluindo os textos e contextos de resposta. Os dados obtidos fornecem informação detalhada sobre a compreensão de atos diretivos por estudantes de PLE, em particular por aprendentes chineses, abrindo perspetivas para estudos futuros nesta área. Estes resultados possibilitam a fundamentação de novas abordagens para a criação de recursos didáticos que visem aprimorar a compreensão de alunos chineses de PLE.
- Eufemismo na língua portuguesa e chinesa : tradução do eufemismo do chinês para o português, um estudo de caso a partir das obras de Mo Yan (莫言) e Yu Hua (余华)Publication . Mei, Yu; Mendes, Amália; Fangfang, ZhangEsta tese investiga o fenómeno do eufemismo sob uma perspetiva linguística e tradutória. Especificamente, o estudo aborda os desafios e as estratégias envolvidas na tradução de eufemismos do chinês para o português, com um foco particular na literatura contemporânea. O eufemismo, como um fenómeno linguístico e sociocultural, desempenha um papel essencial na comunicação, permitindo a suavização de temas sensíveis, a atenuação de tabus e a manifestação de cortesia e respeito ao interlocutor. No entanto, a tradução de eufemismos entre línguas tipologicamente distantes, como o chinês e o português, representa um grande desafio para os tradutores, que devem equilibrar a fidelidade ao texto original e a aceitabilidade cultural na língua de chegada. A pesquisa centra-se na análise comparativa das traduções de eufemismos nas três obras literárias de dois reconhecidos escritores chineses contemporâneos: Mo Yan, laureado com o Prémio Nobel de Literatura em 2012, e Yu Hua, amplamente traduzido para diversas línguas. Essas obras, ricas em expressões eufemísticas, abordam temas complexos como a morte, a sexualidade, a violência e as tradições sociais. A forma como os eufemismos são utilizados nestes romances reflete tanto a estrutura linguística do chinês como as especificidades culturais da sociedade chinesa. A metodologia do estudo combina análise textual, semântica e pragmática, além de uma abordagem comparativa entre as traduções diretas e indiretas. Com base na Teoria da Equivalência de Eugene Nida, iniciámos a nossa análise pelo exame dos campos semânticos dos eufemismos presentes nas obras, assim como outros fatores relevantes, tais como métodos de tradução, equivalência formal, semântica e pragmática dos eufemismos. Posteriormente, realizámos uma comparação entre as versões chinesa, inglesa e portuguesa dos textos, a fim de identificar mudanças metodológicas nos processos tradutórios. Além disso, um aspeto inovador da pesquisa incide sobre a investigação da influência da tradução indireta, uma vez que várias traduções da literatura chinesa para o português europeu são realizadas a partir de versões intermediárias em inglês, o que pode acarretar perdas tanto semânticas quanto estilísticas. A pesquisa revela que, na tradução do chinês para o português, a perda do efeito eufemístico ocorre principalmente em duas situações: (1) quando o eufemismo original é explicitado de forma direta na tradução, tornando-se uma expressão mais objetiva e menos carregada de conotação implícita; e (2) quando o eufemismo é omitido ou substituído por um termo neutro, eliminando a carga cultural e comunicativa do texto original. Outro aspeto relevante identificado na pesquisa é o impacto da tradução indireta na preservação dos eufemismos. A comparação entre a tradução inglesa e a portuguesa do romance Peito mostra que a versão portuguesa (67% com efeito eufemístico), por ser baseada na versão inglesa (74% com efeito eufemístico) e não diretamente no texto chinês, apresenta um maior número de adaptações e explicitações, afastando-se da riqueza semântica e estilística do original. Esse fenómeno levanta questões importantes sobre a fidelidade da tradução indireta e sobre a necessidade de se considerar abordagens que minimizem as perdas culturais e linguísticas nesse processo. Esta pesquisa contribui para os estudos de tradução ao demonstrar que a equivalência funcional de Nida é eficaz para a tradução de eufemismos, especialmente quando lidamos com línguas estruturalmente distintas como o chinês e o português. A análise também reforça a importância de compreender os contextos culturais subjacentes às expressões eufemísticas, uma vez que a tradução bem-sucedida de um eufemismo não depende apenas da escolha lexical, mas também da adaptação do discurso à norma social e pragmática da língua de chegada. O presente estudo põe em evidência o papel dos eufemismos na comunicação intercultural e as suas implicações na tradução literária, oferecendo contributos para tradutores que trabalham com textos literários chineses e sugerindo que uma maior atenção à carga semântica e cultural dos eufemismos pode resultar em traduções mais eficazes.
- Bolor e desencanto no romance único de Augusto AbelairaPublication . Lucotti, Eugenio; Castagna, Vanessa; Rita, Annabela de Carvalho VicenteO presente trabalho tem como alvo o estudo da poética e da produção literária do escritor português Augusto Abelaira (1926-2003), com enfoque na exploração de temáticas relacionadas com a tensão entre identidade e alteridade, tanto na esfera individual (o Eros), como coletiva (a relação sujeito-História). Considerado um dos autores mais representativos da sua época, Abelaira tornou-se uma figura-chave do meio intelectual português principalmente a partir de 1974, pela sua produção romanesca e pela sua atividade na imprensa. Influenciado inicialmente pelo debate entre presencistas e neorrealistas, Abelaira, tal como outros escritores da sua geração, afirma a sua independência de correntes e escolas literárias e procura ao mesmo tempo uma síntese entre as várias posições. Começar-se-á por delinear o contexto histórico e cultural em que Abelaira atua, atentando as principais influências na formação de uma poética autoral (nomeadamente António Sérgio e Fernando Pessoa) e a elaboração da noção de unidade, de “livro único” ou “romance único”, que subjaz à escrita abelairiana. A seguir, a análise da relação entre textos e paratextos na obra de Abelaira permitirá ponderar certas avaliações feitas pela crítica e apontar para a especificidade do diálogo que o autor procura com os leitores. Finalmente, a partir destes dados, será possível avançar com a análise da relação entre eu e outro para salientar o confronto constante entre a necessidade por parte do sujeito de conceber uma ação e a negação de todas as suas aspirações pela realidade contingente.
- Não há colonialisno sem tekoába : uma arqueologia das relações e da materialidade entre Tupiniquim e Portugueses na Capitania de São Vicente, Brasil (1502-1700)Publication . Noelli, Francisco Silva; Fabião, Carlos Jorge Gonçalves Soares; Casimiro, Tânia Manuel Alves Sequeira eEsta tese de doutoramento apresenta uma abordagem interdisciplinar para investigar as interações entre os povos Tupiniquim e os portugueses que viveram em comunidades cultivadoras da floresta nos biomas Mata Atlântica e Cerrado, no atual Estado de São Paulo, Brasil. Trata-se de uma pesquisa sobre territorialidade, soberania alimentar, materialidade e suas linguagens, dialogando com teorias e métodos das humanidades para interpretar o contexto arqueológico e histórico dessas relações. O objetivo geral é mostrar que, entre 1502 e 1700, na Capitania de São Vicente, parte dos portugueses adoptaram o modo de vida Tupiniquim, articulando interesses estratégicos, alianças e laços de parentesco. A tese foi dividida em quatro de investigação: 1) mapeamento arqueológico/histórico Tupiniquim e colonial; 2) demografia histórica; 3) território e residência no tekoába (território da aldeia), na tába (aldeia) e ’ók (casa); 4) cultivo da floresta e soberania alimentar. A pesquisa revelou que: 1) a população Tupiniquim preservou sua identidade cultural e resistiu à completa assimilação pelos portugueses; 2) a parte dos portugueses que se aliou aos Tupiniquim preservou sua autonomia frente ao poder colonial, em um fenômeno interpretado como “autonomismo paulista”. Informações sobre as práticas Tupiniquim e de seus descendentes foram sistematicamente levantadas em registos históricos, linguísticos, arqueológicos e antropológicos, revelando a autodeterminação das comunidades e a sustentabilidade na prática do cultivo da floresta. Conclui-se que a abordagem desenvolvida e os resultados alcançados possuem grande potencial para uma nova interpretação do período colonial e da presença Tupiniquim na história de São Paulo, que possa inspirar a população Tupi Guarani de São Paulo, Tupinikin do Espírito Santo e Tupinambá de Olivença a publicar as suas memórias ancestrais e a procurar suas histórias registadas em inúmeras páginas e coleções de materialidade guardadas no Brasil e noutros países.
- A linguagem na construção da identidade narrativa : um estudo a partir de Ernst Cassirer, Charles Taylor e Achille MbembePublication . Virgínia, Jeovet Baca; Sckell, Soraya Nour; Correia, Carlos JoãoNesta tese, apresento uma proposta de um novo modelo linguístico que serve como fundamento para uma teoria de identidade narrativa simbólica, destacando a hibridez e multiplicidade das identidades africanas. Além disso, investigo o papel de Ernst Cassirer na problematização da identidade e como suas teorias podem enriquecer uma compreensão mais abrangente e diversificada das identidades culturais. Argumento que a identidade narrativa simbólica é uma manifestação da subjetividade humana que emerge da interação com outros, requerendo condições favoráveis de comunicação, participação e valorização das diferenças. Analiso o papel da linguagem na formação da identidade narrativa, considerando tanto o diálogo interno quanto externo com outros indivíduos. Para isso, recorro às abordagens teóricas de Ernst Cassirer, Charles Taylor e Achille Mbembe, os quais concebem a linguagem como um fenómeno cultural, social e político. Segundo essa perspectiva, Cassirer e Taylor argumentam que a linguagem é um instrumento de mediação nas sociedades plurais, ressaltando a importância da liberdade e do reconhecimento na construção da identidade. Por outro lado, Mbembe oferece uma visão crítica sobre a influência do pensamento ocidental na configuração das identidades africanas, as quais são caracterizadas como híbridas. Demonstro também como esses três pensadores contribuíram para uma teoria da identidade narrativa, enfatizando os elementos da linguagem (tais como as formas simbólicas em Ernst Cassirer), liberdade (o afropolitanismo de Achille Mbembe) e reconhecimento (o multiculturalismo de Charles Taylor). Por meio de uma análise comparativa, revelam-se suas semelhanças, diferenças e implicações éticas, políticas e culturais para a construção de uma linguagem na identidade narrativa simbólica. Além disso, examino outras perspectivas, como as de Axel Honneth, Kwame Anthony Appiah, e outros pensadores africanos, para aprofundar a compreensão das lutas pelo reconhecimento das identidades. Apresento a noção de como a cultura, a linguagem e o tempo moldam as identidades africanas. Portanto, esta tese busca uma compreensão mais profunda da permeabilidade das sociedades africanas à cultura ocidental, destacando as transformações resultantes para o tecido social africano. É importante destacar que essa influência é unilateral, uma vez que há resistência por parte dos antigos países colonizadores quando expostos às influências da cultura africana.
- Goan oratorian missionary churches in Ceylon : origins, evolution, and synthesisPublication . Jayasinghe, Sagara; Santos, Joaquim Manuel Rodrigues dos; Serrão, Vitor Manuel Guimarães Veríssimo; Coorey, Shaleeni Bernadette AjanthiThe crucial role of Goan Oratorian missionaries in maintaining and expanding Catholicism in Sri Lanka (previously Ceylon) is well known. The founder of the Goan Oratorian mission in Ceylon, Fr Joseph Vaz, was recently canonised for his fundamental role in revitalising the Catholic faith on the island. He arrived on the island in 1687, disguised as a beggar, with the aim of assisting the remaining believers in proclaiming their Catholic faith. The Catholics had been abandoned after Dutch rule (1658–1796) that led to the expulsion of missionaries from the Portuguese period (1505–1658) and the persecution of native Catholics. Fr Joseph Vaz was followed by other Goan missionaries affiliated with the Oratorian congregation founded by St Philip Neri, acting under the Portuguese Padroado Real. Their persistence allowed for the maintenance and subsequent growth of the Catholic faith on the island, which is still evident today. Until recently, the tangible remains of this Goan Oratorian mission were largely unknown, if not ignored or misunderstood. This oversight is not unrelated to the arrival of European missionaries linked to the Roman Curia of Propaganda Fide, whose missionary actions contributed to the diminishment of the Goan Oratorians' role to near obscurity. However, thorough research has uncovered that the Goan Oratorian missionaries indeed left a vast architectural (and, to some extent, also artistic) legacy. This research was aimed at conducting a detailed architectural survey of the Oratorian-founded churches that still exist in Sri Lanka and analysing their origins, typological characteristics, architectural evolution, and specific attributes. These churches reflect the history of Catholic missionary activity on the island from the post-Portuguese period to the early twentieth century under British rule (1795–1948). The revelation of a coherent architectural typology – the only one in the world related to the Goan Oratorians, which even influenced churches built later by succeeding missionaries from other European congregations – is a unique legacy of the utmost cultural and religious significance.
