IE - GIHE - Capítulos de Livros
Permanent URI for this collection
Browse
Recent Submissions
- Para uma educação por virPublication . Almeida, Tiago; Ó, Jorge Ramos do
- Aventura do texto. Palavra pluralPublication . Ó, Jorge Ramos doDepois do século XVII, a nossa civilização tem tratado as descrições científicas como se fossem elas mesmas divindades e, a partir de finais da centúria seguinte, sobrepusemos a Deus um amor ao sujeito e a nós próprios, na adoração da nossa própria natureza espiritual ou poética profunda.Este texto propõe-se enfrentar essa tradição. Defenderei aqui a tese segundo a qual um mar de possibilidades criativas se abrirão à nossa frente quando nos descentrarmos do sujeito transcendental.
- Plural Word and Inventive Writing: The Legacy of Postmodern Social TheoryPublication . Ó, Jorge Ramos doThe problem of writing is how to produce utterances that abandon the principles at all times expressed by the law - and by the institutions that introduce it into the social body through all sorts of routines of disciplinary and unitary representation of cultural inheritance, making use of knowledge as a body of prescriptions and a circle in which truths unfold - by drawing language out of its usual furrows and making it communicate with what will be its own exterior. The chapter addresses the great problem of university research, which we try to transpose into the reality of the text, which is and will always be to force the present to leave the existing signification processes and their prohibited correlates and to become available to all kinds of encounters with the unknown. As if writing couldtake on not only a skeptical dimension but more rigorously an agonistic force - in which what is assumed to be universal, necessary and obligatory is perceived as singular, contingent, and arbitrary - and whose ultimate effect is that of unleashing ourselves from the predictability and disciplinary homogeneity with which contemporary identities and ways of life present themselves, even if they are set to circulate with the labeling of subjectivity and the widest individual diversity. As if it compelled us to enter into the unknown and thus pressed us to establish new covenants between the subject of enunciation and the subject of conduct. It is from here that the hypothesis of an inventive, experimental writing derives.
- Uma escola fundada em Mafra pelo rei D. Pedro VPublication . Silva, Carlos Manique DaAnalisa-se historicamente uma instituição de ensino criada pelo rei D. Pedro V (1837-1861) – a Escola Real de Mafra. Por um lado, a narrativa procura apreender as linhas mestras da construção e afirmação da identidade da Escola e, por outro lado, salientar aspetos da sua organização pedagógica; estabelece-se, para o efeito, pontos de contacto com o panorama das escolas primárias públicas da segunda metade de Oitocentos. Um objetivo paralelo será o de perceber de que forma a Escola Real de Mafra, que veiculou um projeto pedagógico coerente e muito peculiar ao nível do ensino primário, abraçou uma dimensão de formação de docentes; ou, pelo menos, de encaminhamento para essa área profissional.
- Instituição Escolar e Constituição da Sociedade Moderna: Setecentismo e Reformas EducativasPublication . Magalhães, JustinoEntre final de Seiscentos e primeiras décadas de Oitocentos, correspondendo à crise da escolástica e à instituição da escola moderna, observam-se linhas de continuidade e ruptura. A dinâmica e a síntese de tais longevidade e complexidade configuram-se numa dialéctica formada pelas conjunturas: decomposição, ruptura/reformas, recomposição. A cada conjuntura corresponde um quadro histórico-pedagógico de continuidade e transformação, com desenvolvimento próprio. O protossistema de ensino estruturado nas reformas pombalinas e marianas foi sendo verticalizado e regulamentado nas últimas décadas do século XVIII e nas primeiras décadas do século XIX. No contexto de políticas orientadas para o progresso e de um currículo constitutivo do Estado-nação, a escola como informação, modernização, mobilização e tecnologia do social asseguraria um ensino que começava nas primeiras letras e encerrava nos preparatórios da universidade. Desde as reformas da segunda metade de Setecentos que a instituição educativa dispunha de escrita própria e se tornou constitutiva da contemporaneidade.
- Origem, desenvolvimento e sentido histórico das escolas móveisPublication . Silva, Carlos Manique daHistoricamente, a origem e o desenvolvimento das escolas móveis devem ser analisados à luz da “aliança entre república e escola”, firmada “pelas noções de serviço público e de regeneração político-social”; em causa, a construção de uma nova cidadania (Magalhães, 2010, p. 349). Um pressuposto, sublinhe-se, que implicava a consolidação da escola como norma. Não obstante as críticas de que foram alvo, as escolas móveis criaram uma dinâmica pedagógica que é justo assinalar. Interessa, sobretudo, afirmar o exemplo cívico, mais do que considerar o número de alunos que frequentaram essas escolas ou, mesmo, a qualidade das aprendizagens nesses espaços educativos. Ainda assim, contribuíram para o aumento da procura da educação.
- Instituição e Educação Especial: Perspectiva Histórico-PedagógicaPublication . Magalhães, JustinoA epistemologia da diferença humana envolve uma dupla perspectiva: compreensão e explicação como manifestação do humano; contemplação e acção (teoria e prática), como campo científico e técnico. Pensar a diferença é antes de mais representá-la e é enquanto educação que tal se evidencia. A educação tem sido referente fundamental para caracterização da diferença, no que a aculturação escrita e a escolarização foram tomadas como meio, referência, medição. A generalização de meios de diagnóstico e remediação, com relevo para o Quociente Intelectual e a institucionalização, incidiram fundamentalmente na normalização escolar. Neste texto, após apresentar uma semântica da diferença, apresenta-se o argumento de que no quadro escolar, a inovação pedagógica vem possibilitando a inclusão, através de diferentes modos de integração.
- Livros e Leitura no Universo Letrado da Infância e da Adolescência, na Transição da Primeira ModernidadePublication . Magalhães, JustinoAo publicar, em 1658, Orbis Sensualium Pictus, Comenius retomava o princípio dos lugares comuns e a perspectiva enciclopédica, que, entre outros humanistas, Erasmo havia cultivado, e que se tornaram a base da educação letrada do homem moderno. A leitura havia-se tornado meio de aprendizagem e formação, não apenas no institucional escolar. Neste estudo, sistematizo as linhas de evolução da formação letrada e das práticas de leitura, na transição da Primeira Modernidade, partindo da centralidade do livro escolar e da circulação-adaptação de textos-matriz.
- Escola da Ponte: um projeto pedagógico de referênciaPublication . Silva, Carlos Manique Da; Ribeiro, CláudiaO presente capítulo debruça-se sobre o estudo de caso Escola da Ponte e, particularmente, sobre o projeto “Fazer a Ponte”. Iniciado em meados da década de 1970, em sincronia com a construção de escolas de área aberta em Portugal, na tentativa de se introduzir uma conceção inovadora da organização do espaço escolar, a Escola da Ponte constitui um dos raros exemplos que permaneceram fiéis à sua essência. Uma essência que assenta na autonomia e na responsabilidade, que apagou o ensino de “classe” e abriu as salas ao mundo e à criatividade (e aos visitantes que as queiram conhecer). Assim, o primeiro ponto deste capítulo procura traçar uma breve resenha sobre o processo que conduziu à Escola da Ponte tal qual a conhecemos hoje, partindo de 1932, ano em que foi terminada a construção do edifício onde funcionou durante décadas, demorando-nos, evidentemente, no momento e nas pessoas que marcaram o início deste projeto inovador, em meados da década de 1970, desenhando o caminho percorrido até 2018. O ponto dois assenta na natureza do projeto pedagógico da Escola da Ponte, ancorado na rutura com a organização em “classes homogéneas”, atendendo às especificidades de cada aluno, sempre numa relação de grande proximidade com o meio e os contextos de origem de cada interveniente da comunidade educativa. A postura intransigente em relação à defesa dos direitos humanos (todos têm o direito a aprender, numa lógica de participação cívica autónoma e democrática) assenta na real liberdade de professores e alunos na construção de um currículo flexível, em estreita relação com o meio em que a Escola se insere, promovendo o exercício de um projeto pedagógico inovador e consciente. Na secção seguinte debatemos a importância da configuração do espaço físico em área aberta para a prossecução deste projeto pedagógico. Por outras palavras, procuramos discutir o real impacto que a organização espacial pode ter no sucesso ou no fracasso do desenvolvimento de projetos que saem da lógica dominante, numa dialética que tem em linha de conta o papel desempenhado pela equipa pedagógica que, evidentemente, assumiu uma rutura com o modelo “tradicional” de profissionalismo docente. Ao fechar este capítulo, lançaremos olhares às impressões deixadas por quem vê a Escola da Ponte de “fora”. As centenas de visitantes que se interessam por observar este projeto em funcionamento, mais do que o edifício em si, deixam uma marca de admiração por este lugar de aprendizagem de todos e para todos, que constitui a sua própria “imagem de marca”.
