EER - Teses de Mestrado
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Entradas recentes
- Estudo dos efeitos de um programa de promoção da resiliência e de competências pessoais e sociais em adolescentes com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais : estudo de casoPublication . Carvalho, Joana Correia Martins; Simões, Maria Celeste RochaO presente artigo tem como objectivo fundamentar a necessidade de promover factores de protecção a adolescentes com necessidades educativas especiais, e assim melhorar a sua resiliência face ao risco. O risco pode ser encontrado em vários domínios: pessoal, familiar e comunitário, pelo que é importante intervir em todos os contextos significativos. Os Programas de Promoção de Competências Pessoais e Sociais são a via mais usual para atingir esse fim. No entanto, a revisão da literatura sugere que os programas devem sofrer uma análise, no sentido de se tornarem mais eficazes na activação dos recursos internos e externos considerados factores de protecção. É também recomendada uma avaliação abrangente no estudo da resiliência, aferindo aspectos do bem-estar e da qualidade de vida.
- Resiliência e adolescência : estudo da relação entre factores de resiliência e a qualidade de vida em adolescentes com deficiência motoraPublication . Sereno, Ana Cláudia Nunes; Simões, Maria Celeste RochaEste estudo procurou analisar um conjunto de factores associados à resiliência em adolescentes com deficiência motora em diferentes contextos sociais (familiar, escolar, comunidade e grupo de pares) e a sua relação com o bem-estar e qualidade de vida. Para se efectuar este estudo, realizou-se um estudo quantitativo e um qualitativo. O estudo quantitativo foi constituído por uma amostra de 22 adolescentes com deficiência motora. Os instrumentos utilizados para a recolha de dados foram duas escalas de resiliência - Healthy Kids Resiliency Assessment Module e Resiliency Scales for Adolescents, uma escala de avaliação de qualidade de vida – Instrumento Kidscreen – 52, e uma Checklist de Acontecimentos de Vida. Os resultados obtidos mostraram uma associação entre os diversos recursos internos e externos e a qualidade de vida. O estudo qualitativo utilizou uma entrevista semi-estruturada, com o objectivo de aprofundar as percepções dos adolescentes quanto aos efeitos dos factores de risco e de protecção na sua qualidade de vida. A amostra deste estudo foi constituída por 12 jovens. As respostas dos adolescentes convergiram com os resultados do estudo quantitativo, isto é, os factores associados à resiliência contribuem para o bem-estar e qualidade de vida. Os resultados obtidos nos dois estudos realizados apontam para a necessidade de sensibilização/formação dos principais agentes que participam na vida destes adolescentes no sentido de proporcionarem um sentimento de bem-estar e qualidade de vida.
- Autonomia e movimento do corpo idoso : estudo de casoPublication . Falcão, Sara Raquel Arenillas; Tavares, Gonçalo Manuel AlbuquerqueA forma como o ser humano vê e movimenta o seu corpo tem-se alterado ao longo dos tempos. Os idosos do século XXI utilizam menos o corpo que os idosos de outros tempos, devido ao desenvolvimento tecnológico, que associa a inovação à comodidade, conduzindo a uma acção corporal cada vez mais reduzida. Por outro lado, o processo de envelhecimento acarreta um conjunto de limitações psicomotoras, que por si só, podem conduzir à redução da autonomia e do movimento corporal. O objectivo deste estudo consiste em perceber de que forma a intervenção psicomotora pode actuar, no sentido de restabelecer ou manter a autonomia e o movimento corporal da pessoa idosa, apresentando uma proposta de intervenção. Para tal, foi realizado um estudo de caso com uma residente do Clube de Repouso Casa dos Leões – Residência Sénior, cujo trabalho foi centrado em três objectivos específicos – o restabelecimento de uma total autonomia na tarefa de vestir, a criação de uma rotina de caminhada e um treino de orientação espacial dentro da instituição. Após a intervenção, os resultados mostraram evoluções ao nível dos objectivos propostos, evidenciando-se modificações positivas nos hábitos e rotinas quotidianas da residente. Desta forma, pôde constatar-se um aumento da acção corporal e consequentemente uma maior autonomia e participação na vida do Clube.
- Factores de risco e de protecção associados à resiliência : estudo comparativo entre adolescentes que vivem com a família e adolescentes acolhidos em lar de infância e juventudePublication . Antunes, Marta de Deus Pires; Simões, Maria Celeste RochaA exposição a experiências disruptivas nos cuidados e a vivência institucional constituem factores de risco para o desenvolvimento de comportamentos desajustados na idade adulta. Por outro lado, a adolescência é uma fase caracterizada pelo confronto com riscos e desafios, que podem resultar em desequilíbrios ao nível do bem-estar físico e mental. Ainda assim, muitos jovens, sujeitos a adversidades, conseguem desenvolver-se de forma saudável e harmoniosa, ultrapassando positivamente as dificuldades. O presente trabalho teve por objectivo a análise dos factores de risco e de protecção associados à resiliência em adolescentes acolhidos em lar de infância e juventude e em adolescentes que vivem com a família. Os resultados, recolhidos através de um protocolo de avaliação aplicado a uma amostra de 327 jovens, apontaram para a existência de diferenças entre os dois grupos, com os adolescentes acolhidos em lar a obter piores resultados na maior parte das variáveis em estudo. Os dados confirmaram a importância dos contextos de vida significativos no desenvolvimento de competências pessoais e sociais, promotoras de resultados positivos em diferentes áreas. Sugeriu-se ainda o desenvolvimento da resiliência, através da promoção de factores protectores que ajudem os jovens a lidar eficazmente com as adversidades.
- Contributo para o estudo da perturbação de hiperactividade e défice de atenção no sexo feminino : estudo comparativo das percepções dos professores de crianças em idade escolarPublication . Figueira, Sara Sofia Venâncio; Melo, Ana Isabel Amaral do Nascimento Rodrigues deA PHDA é uma das mais estudadas e controversas perturbações da infância e da adolescência. A literatura aponta para a diferença de género, falando de diagnósticos tardios, instrumentos tendenciosos e sintomas ignorados. Assim, analisámos a percepção dos professores sobre os problemas de comportamento que meninos e meninas demonstram, a fim de aferir se existem diferenças. Para tal, comparámos um grupo de crianças de ambos o sexos com PHDA, com um grupo de crianças sem PHDA, do mesmo sexo, idade e ano de escolaridade. Adaptámos o “School Situations Questionnaire” (Barkley,1997), e a grelha de Avaliação de problemas de comportamento em casa e em locais públicos (1998), utilizada como guião de entrevista, que aplicámos a dez (N=10) professores de crianças com e sem PHDA. Procedeu-se à análise descritiva para os dados do questionário e à análise de conteúdo das entrevistas. Aferimos, através da percepção dos professores, a existência de diferenças ao nível do comportamento, relativamente a meninos e meninas com PHDA. Através da análise de conteúdo verificámos que, para a mesma situação, os professores encontram mais problemas nos meninos.
- Requisitos de um software pedagógico para treinar a função visual em pessoas com subvisãoPublication . Espadinha, Ana Cristina Guerreiro; Silva, Maria Leonor Frazão Moniz Pereira daO objectivo deste estudo é conhecer quais os requisitos que um software deverá ter para poder constituir-se como um instrumento de treino da função visual em pessoas com subvisão. A análise da revisão da literatura foi feita em três áreas: - sobre a visão (percepção e desenvolvimento da visão) e a problemática da subvisão (teorias do funcionamento visual e treino da função visual); - sobre os computadores e as suas vantagens/potencialidade enquanto instrumento de apoio para a população com deficiência visual; - sobre a avaliação do software (requisitos descritos como essenciais para criticar a qualidade de produtos pedagógicos) e a identificação de critérios que os valorizam. Como metodologia foi aplicado um questionário aos profissionais que realizam o apoio à população com deficiência visual em Portugal. A informação recolhida foi analisada recorrendo a técnicas da estatística descritiva e inferencial. A principal conclusão deste estudo foi: os profissionais portugueses na sua maioria não têm experiência de trabalho suficiente com a população com subvisão, o que implica uma fraca confiança nos resultados obtidos. No entanto, foi possível identificar os requisitos que estes valorizam como sendo importantes ou imprescindíveis estarem presentes num software que pretenda treinar a função visual de pessoas com subvisão.
- Avaliação do impacto da implementação de um programa de formação para o empreendedorismo em técnicos penitenciáriosPublication . Damião, Sílvia Marina da Silva; Simões, Maria Celeste RochaO presente estudo teve como objectivo avaliar em que extensão a implementação de um Programa de Empreendedorismo para Reinserção Social de Reclusos (PERSR), em quatro estabelecimentos prisionais portugueses, se traduziu, na perspectiva dos técnicos superiores de reeducação (TSR), guardas prisionais e directores, em resultados positivos para os reclusos no que concerne o estabelecimento de negócio próprio, prossecução de estudos, trabalho por conta de outrem e não reincidência (no prazo de dois anos). A investigação decorreu em quatro estabelecimentos prisionais que integraram um projecto-piloto no âmbito do PERSR entre 2006 a 2007, promovida pela Direcção dos Serviços Prisionais. A amostra contemplou seis técnicos, dois guardas prisionais e um director de estabelecimento prisional. Como estratégia de investigação optou-se pelo método qualitativo e utilizou-se uma entrevista semi-estruturada, como instrumento de recolha de dados. As respostas transcritas foram submetidas a análise de conteúdo, com categorização à posteriori. As principais conclusões revelaram que, na perspectiva dos TSR, guardas e director, os objectivos primordiais do PERSR: obtenção de emprego por conta própria e/ou por conta de outrem e prossecução dos estudos e não reincidência, não foram atingidos pela maioria dos reclusos. A expressão dos resultados positivos revelou-se ao nível da melhoria de competências pessoais e sociais, nomeadamente ao nível da comunicação e comportamento assertivo e ao nível do desenvolvimento das capacidades de raciocínio e pensamento planeado. Um outro aspecto a realçar nesta investigação, perscrutadas as opiniões, foram o carácter inovador do tema empreendedorismo e a novidade e o entusiasmo suscitado pelas experiências associadas às metodologias do PERSR.
- Perturbação de hiperactividade e défice de atenção em contexto escolar : estudo exploratório das percepções dos professores sobre o impacto comportamental de crianças com PHDA em escolas do 1º cicloPublication . Baptista, Maria da Graça Fernandes; Melo, Ana Isabel Amaral do Nascimento Rodrigues deObjectivo: A PHDA é um dos diagnósticos mais frequentes em crianças em idade escolar. O desenvolvimento de comportamentos anti-sociais e relacionais com pares e professores é um risco acrescido para estas crianças, resultando em dificuldades de adaptação no contexto escolar. Neste estudo, analisamos as percepções de professores sobre o impacto que os problemas de comportamento destas crianças causam no quotidiano escolar. Para o efeito, comparamos, um grupo de crianças com diagnóstico de PHDA e um grupo de crianças sem diagnóstico de PHDA, a frequentarem o 1º Ciclo do Ensino Básico, em Agrupamentos de Escolas do Conselho de Oeiras e de Lisboa. Metodologia: Participaram neste estudo vinte e cinco (N=25) professores de crianças com e sem diagnóstico de PHDA, seleccionadas nas turmas de leccionação de cada professor participante. Fundamentamos a recolha de dados com base no preenchimento do “School Situations Questionnaire” (Barkley, R., 1997), e da Escala de Conners para professores – versão revista (forma reduzida), (Conners, - 1997), o primeiro adaptado para este estudo e a segunda adaptada e traduzida por Ana Rodrigues (2003). Recorreu-se a uma análise estatística descritiva (distribuição de frequências e medidas de tendência central), não paramétrica, para análise das respostas. Resultados: Verificamos que existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos analisados para todos os problemas assinalados pelos professores e quanto ao score médio de impacto que causam no contexto escolar. Verifica-se também uma correlação significativa, com um coeficiente de correlação moderado a elevado, entre o Score de Défice de Atenção e Hiperactividade (SDAH) e o Número de Problemas Assinalados (NPA) e o Score Médio de Problemas (SMP). Conclusão: De acordo com as percepções dos professores, apuramos que crianças com PHDA diferem dos seus pares sem PHDA, quanto ao comportamento e consequente impacto que causam no contexto escolar. Crianças que apresentam sintomatologia condizente com o índice de PHDA, provavelmente, apresentam também, maior frequência e maior grau de impacto de problemas de comportamento, no contexto escolar.
- Avaliação do impacto da implementação de um programa de formação para o empreendedorismo em ex-reclusosPublication . Rosa, Sandra Cristina Batista; Simões, Maria Celeste RochaO objectivo do estudo foi o de avaliar o impacto do Programa “Empreendedorismo para a Reinserção Social de Reclusos/as”, numa amostra de ex-reclusos que estiveram com pena privativa de liberdade nos Estabelecimentos Prisionais de Beja, Castelo Branco, Leiria e Sintra. Este programa de formação foi adaptado pela Direcção-Geral de Serviços Prisionais (DGSP) para os Serviços Prisionais Portugueses, em 2006/2007. O presente estudo tem uma amostra de nove participantes. Neste sentido, foi realizado um estudo qualitativo de carácter exploratório tendo sido elaborados um questionário sócio-demográfico e uma entrevista semi-estruturada. As respostas, depois de transcritas, foram submetidas à análise de conteúdo, com categorização à posteriori. A partir das respostas dos sujeitos entrevistados conclui-se que a transição para a vida activa e consequente reinserção social não se verificou, ou seja, a obtenção de trabalho por conta de outrem, a obtenção de trabalho por conta própria e a prossecução dos estudos não foram atingidos pela maioria dos sujeitos. Como aspectos positivos salientados pelos ex-reclusos, registam-se o aumento de conhecimentos adquiridos; a mudança de atitudes; o acesso às saídas precárias e à liberdade condicional; o contacto com o exterior; e a obtenção de um certificado.
- Estudo da qualidade de vida de jovens/adultos com dificuldade intelectual e desenvolvimental através da aplicação da Escala de Qualidade de Vida da OMS (WHOQOL-100)Publication . Custódio, Marta Isabel Silvestre; Santos, Ana Sofia Pedrosa Gomes dosInicialmente vista apenas como um baixo quociente de inteligência, a definição actual de Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID) considera também a existência de limitações ao nível do comportamento adaptativo e a manifestação destas dificuldades antes dos 18 anos (Schalock et al, 2010). Para além das alterações ao nível do conceito e da terminologia, registou-se uma alteração também ao nível do paradigma. A DID deixou de ser vista como uma característica da pessoa passando a ser vista como uma característica da interacção desta com o contexto onde está inserida, ou seja, deixou de se considerar em termos de limitações da pessoa e passou a ser vista em termos de apoios necessários à sua plena integração (Leitão, Lombo & Ferreira, 2009; Santos & Santos, 2007). Associado a este novo paradigma, e na sequência desta nova abordagem adaptativa/funcional, aparece o conceito de qualidade de vida (QV), funcionando como linha orientadora na intervenção com a problemática em questão. Assim, cada vez mais se torna importante avaliar a QV destas pessoas de forma a melhor ajustar os recursos de que dispõem (Thompson et al, 2004; Belo, Caridade, Cabral & Sousa, 2009). O presente trabalho pretende rever a bibliografia existente acerca desta temática (espelhada no artigo 1), bem como estudar a percepção que os indivíduos com DID têm da sua QV, através da aplicação de uma escala elaborada para o efeito – a WHOQOL (OMS, 1998 – apresentada no artigo 2).
