Instituto de Educação (IE)
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INVESTIGAR E INTERVIR EM EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
O Instituto de Educação é a Escola da Universidade de Lisboa (IE-ULisboa) vocacionada para a investigação, o ensino e a intervenção no espaço público no âmbito da educação e da formação. A produção, difusão e transferência da investigação são atividades dinamizadoras do IE-ULisboa, com o propósito de responder aos desafios contemporâneos da educação e da inovação, através da produção de conhecimento diagnóstico e prospetivo, dirigido à política e à ação pública.
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Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
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- Alfabetizar, em 1976Publication . Mogarro, M. J.
- Marés Vivas - Galgar os Limites do QuotidianoPublication . Melo, M Benedita Portugal EO presente relatório pretende dar conhecimento dos resultados obtidos pelo estudo de caracterização sócio-económica do Bairro Piscatório da Praia de Esmoriz, realizado pela equipa do Projecto de Luta Contra a Pobreza de Esmoriz, em 1997. A conceptualização dos fenómenos de pobreza e de exclusão social, nomeadamente dos mecanismos reprodutores desta situação, nas áreas da saúde, educação, emprego, formação profissional, habitação e realojamento social, apresentada na primeira parte, foi essencial para orientar a construção do modelo de inquérito por questionário, principal instrumento utilizado no trabalho empírico. Para além da análise dos dados obtidos, são ainda apresentados os objectivos e as vantagens dos projectos de luta contra a pobreza, com o propósito de se definirem coordenadas de implementação de um projecto de desenvolvimento local.
- Projecto: História e memória da escolaPublication . Mogarro, M. J.
- Auto-estima familiar e social como amortecedores de acontecimentos stressantesPublication . Ochoa Gonzalo, Musitu; Veiga, Feliciano HenriquesNeste trabalho, procedeu-se à análise das dimensões social e familiar da auto-estima como amortecedores de acontecimentos de vida stressantes. No modelo de Lin e Ensel (1989), tomado como referência no presente estudo, a auto-estima é considerada como o principal recurso de âmbito psicológico, enquanto que os acontecimentos de vida não desejáveis constituem um importante stressante social. Utilizou-se uma amostra de 405 jovens adultos (entre 18 e 31 anos) de ambos os sexos e diferentes níveis socioculturais. Foram realizadas análises cluster e análises da variância. Os resultados permitiram encontrar um efeito positivo da auto-estima familiar, e um efeito negativo dos acontecimentos de vida não desejáveis, no bem-estar psicológico (baixo ânimo depressivo). A dimensão da autoestima social também revelou funcionar como um amortecedor de efeitos de acontecimentos stressantes.
- A ideia de escola para todos no pensamento pedagógico portuguêsPublication . Pintassilgo, Joaquim; Mogarro, M. J.Propomo-nos, através desta comunicação, reflectir sobre as noções, correlatas ainda que não coincidentes, de democratização do ensino e de escola para todos, tendo como ponto de partida o seu percurso histórico ao nível da produção pedagógica portuguesa do século XX. Centraremos a nossa atenção, para o efeito, em dois momentos nucleares da construção da ideia que lhes está subjacente: a transição, entre as décadas de 20 e 30, da 1ª República para o Estado Novo e a transição, quatro décadas após, do Estado Novo para a Democracia. A aplicação deste último conceito ao campo educativo transporta consigo a ambiguidade e a multiplicidade de significados que caracteriza a sua utilização em contextos sociais mais amplos, daí que uma das nossas preocupações seja, exactamente, a redescoberta do sentido plural assumido pelos esforços de democratização do ensino e pela reivindicação de uma escola para todos. A República foi o momento favorável para a divulgação em Portugal de uma das propostas democratizadoras incluídas no ideário do movimento internacional da Educação Nova – o self-government escolar -, de cuja defesa e realização se encarregaram alguns dos mais interessantes pedagogos do período, como António Sérgio, Adolfo Lima e Faria de Vasconcelos. Foi na transição para o Estado Novo, e até meados da década de 30, que se desenvolveu um dos mais importantes debates pedagógicos tendo como questão central, ainda que embrionária, a ideia de que a escola é para todos – o debate sobre a chamada Escola Única. Adolfo Lima, no início do período, e Bento de Jesus Caraça, mais para o final, foram alguns dos protagonistas desse momento. O período salazarista representou, naturalmente, um retrocesso, tanto no que se refere ao processo de democratização da escola como à livre expressão das ideias que, em sentidos diversos, lhe eram favoráveis, ainda que alguns pensadores não tenham deixado de a manter como parte do seu ideário. Só nos últimos anos do Estado Novo, com a Reforma Veiga Simão, é que a democratização do ensino se inscreve claramente na agenda política e pedagógica. O voluntarismo reformista que caracteriza esse período e o processo de massificação que o acompanha não nos devem fazer esquecer algumas questões essenciais: Qual o verdadeiro conteúdo assumido aí pela expressão democratização do ensino? É possível democratizar o ensino sem democratizar a sociedade? A gradual abertura do sistema de ensino ao conjunto dos jovens em idade escolar significa que estamos, realmente, perante uma escola para todos? A Revolução do 25 de Abril de 1974 veio alterar os dados do problema. Pela primeira vez torna-se possível um enriquecimento do conceito de democratização do ensino na sua multidimensionalidade, conjugando raízes diversas dessa ideia e dando uma particular atenção a dimensões até aí esquecidas. Lembremos algumas das experiências então desenvolvidas: a “gestão democrática”, o serviço cívico estudantil, a educação cívica politécnica ou as actividades de contacto, para não falar da unificação do ensino até ao 9º ano de escolaridade, no prolongamento, neste caso, do projectado pela Reforma Veiga Simão. Rui Grácio é o autor que mais marca este 2º momento da genealogia da ideia de democratização da educação, do qual é também actor privilegiado, antes e, principalmente, depois do 25 de Abril. As suas reflexões permitem, não só sistematizar, como aprofundar os diversos sentidos que foi assumindo historicamente esse conceito como, também, servir de inspiração às reflexões mais recentes que procuram repensar o projecto da escola - num contexto de diversidade cultural e de enfatização das diferenças -, com vista à realização efectiva do ideal de uma escola para todos.
- Citizenship education within the process of Portuguese social democratizationPublication . Pintassilgo, Joaquim; Mogarro, M. J.Propomo-nos discutir, neste texto, algumas das raízes do ideal de cidadania ao nível do debate pedagógico, tal como se desenvolveu em Portugal nos anos 60 e 70 do século XX, um período marcado pelo final do Estado Novo autoritário e pela fase inicial de construção da democracia portuguesa, que sentiu a necessidade de educar os cidadãos para o exercício pleno do seu papel, numa perspectiva crítica e participativa. É, em particular, no período revolucionário que o projecto de democratização do ensino se torna central na agenda educativa, surgindo Rui Grácio (1921-1991) como uma figura marcante, não só da reflexão sobre essa matéria como da tentativa de a concretizar no terreno educativo, por via de experiências como a unificação do ensino, o serviço cívico estudantil ou a educação cívica e politécnica. É os contornos dessa reflexão e dessa acção que procuraremos aqui delimitar.
- Memórias de professores: discursos orais sobre a formação e a profissãoPublication . Mogarro, M. J.As produções teóricas desenvolvidas no âmbito dos novos caminhos da história da educação, privilegiando os modelos etnometodológicos e os instrumentos da nova história cultural e intelectual, colocam num lugar de significativa centralidade os discursos produzidos pelos actores educativos no interior do seu espaço social. Os testemunhos orais analisados foram concedidos por professores e alunos de uma instituição de formação de docentes do ensino primário e são relativos às suas experiências educativas e profissionais. Estas memórias orais representam poderosos pontos de entrada para várias problemáticas do campo da educação: as experiências enquanto alunos; as histórias de vida de professores; o género e a condição de ser professor; os episódios e os contextos da profissão; os quotidianos escolares; os rituais, as cerimónias e as festas; o estatuto social; a cultura profissional; os princípios éticos e deontológicos; a identidade profissional.
- Os arquivos escolares nas instituições educativas portuguesas. Preservar a informação, construir a memóriaPublication . Mogarro, M. J.Actualmente, os arquivos escolares motivam profundas preocupações relativamente à salvaguarda e preservação dos seus documentos, que: constituem instrumentos fundamentais para a construção da memória educativa existência desses arquivos ganhará verdadeiramente um sentido quando o acesso informações que possuem for garantido, através da sua instalação em condições adequadas e de uma organização correcta dos seus documentos. Os arquivos escolares constituem o repositório das fontes de informação directamente: relacionadas com o funcionamento das instituições educativas, o que lhes confere uma importância acrescida nos novos caminhos da investigação em educação, que colocam essas instituições numa posição de grande: centralidade para a compreensão dos fenómenos educativos e dos processos de socialização das gerações mais jovens. Com este contributo, pretendemos reflectir sobre os seguintes aspectos: o papel dos arquivos escolares nas instituições educativas; a situação dos arquivos escolares em Portugal; a natureza dos documentos e os estudos a desenvolver; os arquivos escolares e as fontes de informação de diversa natureza; os arquivos escolares e a construção da memória educativa.
