Logo do repositório
 

FL - CH - Livros de Atas e de Resumos

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 7 de 7
  • A importância de Tavira o contexto militar da Renascença
    Publication . Feio, Gonçalo Couceiro
    A importância de Tavira e do Algarve na projecção e consolidação do império português. As grandes transformações militares da Renascença e suas repercussões em Tavira, elevada a cidade por D. Manuel I.
  • O percurso chinês de Viriato da Cruz, 1958-1973
    Publication . Fernandes, Moisés Silva
    Com o atraso de mais de cinco semanas, o vespertino parisiense de centro-esquerda Le Monde publicava uma notícia, de quatro diminutos parágrafos, na página quatro, a dar conta que tinha falecido, no dia 13 de junho de 1973, em Pequim, Viriato da Cruz. A demora na divulgação da notícia deveu-se, em parte, ao silêncio hermético dos órgãos de propaganda da China Continental, pois o antigo dirigente nacionalista angolano fora classificado pelo regime maoísta como "contra-revolucionário" por causa de algumas opiniões que manifestou.
  • Finances royales au Portugal au XVIème siècle: dynamique et composition sociale
    Publication . Cruz, Maria Leonor García da
    Le thème choisi pour ces Journées 2 est un vrai défi pour les chercheurs en histoire moderne, notamment pour les chercheurs portugais. Ceux qui font des recherches sur les débuts de l'époque moderne, c'est-à-dire, les XVème, XVIème, XVIIème et XVIIIème siècles, s'aperçoivent des transformations fondamentales par lesquelles sont passées les sociétés de divers continents jusqu'à leur configuration structurelle selon les paradigmes contemporains. Je fais référence aux grandes transformations en Europe et dans des zones du continent africain et asiatique, mais surtout du continent américain, qui ont développé de fortes relations de communication et de perméabilité avec les Européens. Dues en grande partie à la recherche de solutions et au développement de techniques pour répondre à l'augmentation démographique, à des migrations, à des équilibres politiques, au dynamisme de groupes sociaux, à la conquête de la mer océanique, à l'exploration de voies de longue distance et au développement de relations diversifiées avec des peuples jusque là isolés ou même inconnus, des modifications se font sentir en Europe avec différents degrés d'intensité (en vertu des écarts économiques, de la distance de la mer, de l'organisation sociopolitique, de paramètres culturels...) et, naturellement, elles conditionnent des circuits et des domaines d'intervention qui lui sont liés.
  • Perdidos à vista da Costa. Trabalhos arqueológicos subaquáticos na Barra do Tejo
    Publication . Freire, Jorge; Bettencourt, José; Salgado, Augusto
    Desde tempos imemoriais que todos os navios que entram ou saem de Lisboa, capital de um vasto Império Marítimo desde o século XV, têm que passar por um dos dois canais estreitos na entrada do Tejo. Esses canais encontram-se limitados não apenas pelas margens, como também por duas línguas de areia, denominadas “Cachopos”. Pela sua geografia, esta área está bem protegida dos ventos do norte ou leste, mas completamente aberta a tempestades do sul. Principalmente durante essas tempestades, foram vários os navios que naufraga-ram na costa norte, ou contra ambos os cachopos. Desde a década de 1960 que vários naufrágios modernos e contemporâneos foram ali descobertos. Esta comunicação pretende apresentar os trabalhos que têm estado a decorrer na zona desde 2015, no âmbito da Carta Arqueológica Subaquática de Cascais.
  • As Tercenas Régias de Lisboa: D. Dinis a D. Fernando
    Publication . Silva, Manuel Fialho
    É bem conhecido o impulso dado por D. Dinis ao desenvolvimento naval do reino português. A contratação do Almirante Manuel Pessanha trouxe para Lisboa um homem experiente na guerra marítima, que se revelou indispensável na composição da marinha portuguesa. Além dos homens também outras estruturas, muito menos conhecidas, foram essenciais para o referido desenvolvimento naval. As tercenas régias de Lisboa, erguidas no século XIII, foram uma das mais importantes bases navais do reino até ao final do século XV, momento em que a sua funcionalidade se alterou definitivamente, deixando a construção naval para funcionarem a partir dessa época como um grande armazém da propriedade régia. Este estudo pretende trazer à luz novo conhecimento sobre as tercenas régias de Lisboa, e a sua história e evolução entre os reinados de D. Dinis e D. Fernando, momentos em que esta estrutura de apoio à construção naval teve um papel fundamental na construção de galés. No artigo iremos abordar a evolução desta estrutura, tentando reconstituir a sua forma arquitectónica até aqui desconhecida, a partir do nosso conhecimento de estruturas semelhantes de outras cidades portuárias, e também a partir dos resultados arqueológicos das escavações efectuadas no local onde existiram as tercenas régias, no quarteirão do Banco de Portugal. A par do tratamento destes dados, a análise da documentação medieval permite-nos conhecer a evolução desta estrutura e também perceber melhor a sua importância efectiva na história naval do reino português. Neste artigo apresentaremos algumas ilustrações sobre a evolução das tercenas medievais na referida época, as quais se baseiam na investigação documental realizada neste trabalho.
  • Doces grãos e líquido espiritualizante: cana, açúcar e aguardente nas ilhas de Cabo Verde. Ideias feitas e realidades documentais
    Publication . Torrão, Maria Manuel Ferraz
    A história do cultivo do açúcar nas ilhas de Cabo Verde nunca foi feita de forma sistemática. As esparsas e confusas informações documentais sobre a temática têm criado uma série de mitos e imprecisões que se torna necessário clarificar. Efetivamente, desde o século XVI até ao século XX, surgem nas fontes históricas (documentação avulsa, descrições e relatos de viajantes, relatórios escritos e cartográficos das missões científicas) menções ao cultivo de cana-de-açúcar e ao consumo de aguardente de cana. Assim, durante muito tempo, em obras gerais sobre a história destas ilhas, era mencionado constantemente que aí se cultivava cana-de-açúcar, e que estas ilhas haviam mesmo servido como “laboratório de aclimatação” da espécie, antes da experiência do seu cultivo em outras terras tropicais. À luz das fontes existentes, este estudo propõe-se contribuir para o esclarecimento possível da história do cultivo da cana e do fabrico do açúcar e da aguardente nestas ilhas, e para o uso que era dado quer aos doces grãos, quer ao líquido espiritualizante. Procurar-se-á contextualizar o cultivo desta planta com o aproveitamento dos saberes tradicionalmente adquiridos sobre as terras mais rentáveis a fazer medrar, as melhores técnicas a utilizar para a produção da aguardante, a rentabilização do trabalho escravo nos trapiches e até as cantigas de trabalho transmitidas de geração em geração para auxiliarem os trabalhadores no duro trabalho trapicheiro. Numa segunda parte deste estudo, tentar-se-á fazer uma identificação concreta das ilhas e dos terrenos onde se cultivava esta planta e consequentemente se produzia açúcar, melaço e aguardente e cruzar estes dados com fontes cartográficas. Estas poderão ser um excelente instrumento de trabalho para contribuir para uma organização mais metódica dos dados existentes. Utilizando como base para este trabalho as cartas produzidas nos séculos XIX e XX pela Comissão de Cartografia, arquivadas na Cartoteca do Centro de História e no Centro de Informação e Documentação do IICT, procurar-se-á cruzar as informações escritas, acima mencionadas, com as cartográficas. Uma breve observação de vários mapas do século XIX e de cartas agrícolas do século XX (algumas das quais produzidas já pela Junta de Missões do Ultramar) permitiu, por um lado, verificar a articulação entre os relatos e as descrições recolhidas e a própria toponímia referida nas cartas, e por outro, verificar quais os terrenos que as missões cientificas identificavam como destinados ao cultivo de diferentes plantas, nomeadamente à da cana-de-açúcar.
  • Um projeto de (re)conhecimento do território em Cabo Verde: o relatório do engenheiro António Carlos Andréis de 1780
    Publication . Soares, Maria João
    À medida que se caminha no século XVIII o arquipélago de Cabo Verde encontrava-se um pouco entregue a si próprio, dado que as ligações políticas e económicas com o Reino se foram tornando cada vez mais escassas. Em Portugal não havia uma estratégia para o arquipélago no quadro atlântico em que as ilhas se tinham tornado marginais e meras fornecedoras de aguada e refresco para os navios estrangeiros que escalavam Cabo Verde e dominavam o comércio miúdo local, a maior parte das vezes, por contrabando. O poder tinha sido tomado de assalto pela elite local que dominava câmara, milícia, misericórdia e oficialato e aproveitava as frequentes interinidades dos governadores e dos ouvidores para se apoderar do poder soberano e, quando aqueles exerciam os seus mandatos manietavam o poder colonial através de uma estratégia deliberada de cisão da esfera de competências dos governadores e dos ouvidores ou do seu assassinato, quando ameaçavam a autonomia dos potentados locais. Nos círculos políticos do Reino pensava-se em alguns meios que as ilhas eram inúteis, que todos os gastos nelas seriam sempre sem préstimo mas que se deveriam manter «(…) porque nelas se conserva o nome de Deus e do Rei». O consultado pombalino teve ecos diretos em Cabo Verde não só com a ida de um sindicante com poderes alargados mas sobretudo com a «privatização» das ilhas às mãos da companhia do Grão-Pará e Maranhão, através da qual se procurava reintegrar Cabo Verde no eixo atlântico negreiro Guiné-Brasil como plataforma de fornecimento de panos de algodão à costa africana e de urzela aos mercados do norte da Europa. A sublevação da elite revoltosa foi solucionada com a «inconfidência cabo-verdiana» e os seus maiorais foram sentenciados ao patíbulo ou ao enforcamento em Lisboa pelo assassinato do ouvidor João Vieira de Andrade em 1762, sendo as suas cabeças expostas na vila da Praia para servir de exemplo. Contudo, o projeto pombalino não vingou em Cabo Verde com a falência da companhia do Grão-Pará e Maranhão e da empresa que lhe sucedeu e sobretudo com a fome geral de 1773-1775 que dizimou entre 25 a 40 % da população. Em Portugal, Cabo Verde afigurava-se depois desta calamidade como um território cujos recursos naturais e populacionais eram desconhecidos, não se recordando já o capital de conhecimentos acumulados nos séculos XVI e XVII. O governador Saldanha Lobo (1770-1776) foi encarregado de dirigir os trabalhos de um técnico altamente qualificado – o capitão-engenheiro António Carlos Andréis, que fora degredado para o arquipélago depois de participar nos trabalhos de reconstrução da baixa lisboeta. O objetivo desta comunicação será o questionário subjacente ao relatório de 1780 do engenheiro Andréis, bem como o teor do mesmo, tal como o projeto político-ideológico a que veio dar resposta.