Browsing by Author "Sobral, Cristina"
Now showing 1 - 8 of 8
Results Per Page
Sort Options
- Camilo Castelo Branco: génese e recepçãoPublication . Martins, Serafina; Sobral, Cristina; Pimenta, CarlotaTrês das grandes especialistas da Academia portuguesa no que respeita ao estudo de Camilo Castelo Branco (1825-1890), génio da literatura portuguesa, e à sua obra, vasta e de extraordinária qualidade literária, coordenam uma edição de textos sobre a génese de algumas das mais importantes peças literárias do autor e a sua Recepção. «A ideia insensata de que Camilo Castelo Branco é hoje um escritor datado não colhe se observarmos calmamente como realizou tudo isto, como fez, mudou e voltou a mudar para se manter como o mais importante escritor de Portugal na segunda metade de Oitocentos e para ter leitores sem os inferiorizar com simplismos ou falta de sofisticação. A sua atemporalidade evidencia-se se observamos o manancial das biografias, tal como o das repercussões noutros escritores, do século XIX ao século XXI. […] Camilo foi um génio, afinal. Um repositório de imaginação, informações históricas, arte de escrever, vocabulário, humor, polémica, diversidade.». Do Prefácio de Serafina Martins.
- Eça de Queirós. A Ilustre Casa de Ramires. Manuscrito autógrafo. Edição GenéticaPublication . Sobral, Cristina; Rocheta, Maria Isabel; Fialho, IreneA Ilustre Casa de Ramires, publicada em 1900, pouco depois da morte do seu autor, é um dos romances semi-póstumos de Eça de Queirós, o que significa que a derradeira revisão de provas ficou interrompida quando estava quase terminada. O presente manuscrito autógrafo foi doado à Biblioteca Nacional de Portugal em 2007 e encontra-se hoje no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea. A edição genética que aqui se apresenta é uma edição horizontal, isto é, apenas representa a génese documentada neste testemunho e não a que atestam as variantes de testemunhos posteriores (a Revista Moderna e a edição de 1900), já publicados na edição crítica. A representação faz-se em modelo linearizado, que se baseia no modelo editorial do Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco por Ivo Castro. São editadas as duas versões numa mesma página, mantendo-se a simultaneidade do manuscrito e recorrendo-se a um separador. O texto comum a ambas as versões, ou seja aquele da 1ª versão que o autor acolheu na 2ª, será grafado em itálico, permitindo uma visualização rápida e fácil da coincidência entre as duas versões e da sua evolução.
- Estemática em português: termos, história, conceitosPublication . Sobral, CristinaNo âmbito da construção de um Dicionário Terminológico de Crítica Textual em Português, e partindo de um corpus bibliográfico em português europeu cuja selecção se justifica, analisa-se o uso nele documentado de palavras e expressões do campo da estemática. Observadas as ocorrências de stemma codicum, estema e árvore genealógica, discute-se o seu estatuto terminológico ou idiossincrático, tendo em conta factores históricos e geográficos da introdução e da prática da Crítica Textual em Portugal, e são propostas soluções para a integração destes termos no Dicionário. A consideração das ocorrências de lição genuína, lição autêntica, lição primitiva, lição correcta, lição verdadeira, lição original, boa lição conduz ao questionamento teórico dos conceitos de erro, arquétipo e original e resulta em propostas de definição. Procura-se demonstrar que a construção de uma terminologia de Crítica Textual não pode dispensar a reflexão teórica nem um posicionamento doutrinário que logre superar a diversidade de práticas e assegure a coesão terminológica.
- Um legendário à saída de Trento (Frei Diogo do Rosário, 1567)Publication . Sobral, CristinaDepois do Flos Sanctorum de 1513, o primeiro legendário per circulum anni que se publicou em português foi a Historia das vidas e feitos heroicos e obras insignes dos sanctos (Braga, Antonio de Mariz, 1567). Apenas quatro anos passados sobre o encerramento do Concílio de Trento e antes mesmo do breviário reformado (1568), o novo legendário foi cometido por Fr. Bartolomeu dos Mártires, Arcebispo de Braga, Primaz das Espanhas e assistente em Trento, ao dominicano Fr. Diogo do Rosário, com o explícito objectivo de substituir as «historias das vidas dos sanctos» que andavam «impressas em vulgar» e que continham «algu~as cousas muy incertas e apocriphas» (Fr. Diogo do Rosário, no «Proemio»). Procura-se mostrar alguns dos critérios que presidiram à constituição deste legendário, avaliar as relações que ele estabelece com a tradição medieval e hispânica representada pelo Flos Sanctorum de 1513 e saber em que medida foram acolhidas as recomendações de Trento e se elas se reflectem ou não num progressivo «estreitamento» do discurso hagiográfico.
- O Livro dos Mártires de Bernardo de Brihuega : dois séculos de leitura em portuguêsPublication . Sobral, Cristina; Cardeira, EsperançaNa sequência da edição semidiplomática do Liuro e legẽda que fala de todolos feytos e payxoões dos sãtos martires em lingoagem portugues (Lisboa, João Pedro Bonhomini de Cremona, 1513, Bitagap texid 1032), analisa-se neste artigo o estado de língua mais antigo que o testemunho atesta. Confirmando, com o levantamento de castelhanismos, que se trata de um texto traduzido para português a partir do castelhano, apuram-se dados linguísticos que permitem datar a tradução do início do séc. XIV (reinado de D. Dinis), na mesma época em que foi traduzido o segundo livro da compilação briocana (Vidas e Paixões dos Apóstolos, Bitagap texid 1044).
- Livro perfeito e bom: um manuscrito em disputaPublication . Sobral, CristinaPoucas vezes, na história do livro antigo português, pode o historiador perseguir o seu objecto de indagação além dos limites que lhe impõem as fontes habitualmente disponíveis acerca de posse de livros. Sobretudo se se trata de livros desaparecidos, estas fontes são inventários de livrarias, testamentos ou breves notícias historiográficas que nos permitem surpreender o livro e o seu possuidor hic et nunc. A instabilidade dos títulos e das designações usadas nestes documentos condiciona fortemente o reconhecimento seguro de um mesmo livro nas mãos de outro possuidor, o que contribuiria significativamente para a identificação do que foram os circuitos de circulação de códices e os seus modos e contextos de uso. Ainda assim, a publicação de fontes e as propostas de identificação das espécies têm permitido reconstituições aproximadas de livrarias de alguns centros culturais da Idade Média, tanto cortesãos como eclesiásticos. Quando nestas fontes ‒ particularmente em inventários de livrarias e em testamentos ‒ se registam antigos possuidores, beneficiários de doações e legados ou movimentos de empréstimo podemos aperceber o livro medieval em trânsito, entre mosteiros, entre o mosteiro e a corte ou entre o mosteiro e a livraria capitular. Face à escassez de fontes, adquire papel de relevo um documento recentemente descoberto no Fundo Braamcamp Freire da Biblioteca Municipal de Santarém e que tem como objecto central um códice quatrocentista: em letra do séc. XVIII, nos fls. 87-89v, foi copiada uma “Sentença de hum livro que se chama fros santorum a egreja de Viana”, dada em 1431 pelo tribunal eclesiástico de Évora, ao qual presidiu, como representante do Bispo de Évora, Vasco Vicente, cónego e vigário-geral.
- A ‘machina creadora’ de Eça de Queirós. Um autógrafo de A Ilustre Casa de RamiresPublication . Rocheta, Maria Isabel; Sobral, CristinaNeste texto aborda-se a edição genética d’A Ilustre Casa de Ramires, de acordo com um manuscrito autógrafo do escritor à guarda da Biblioteca Nacional de Portugal que contem uma primitiva versão deste romance. A edição genética oferecerá matéria para a análise de uma obra que, se, por um lado, alcançou, com a primeira edição em livro, o estado de equilíbrio que faltou à Tragédia, por outro não revelará a sua génese sem enfrentar os múltiplos obstáculos que se opõem à decifração do autógrafo, cuja primeira redacção o autor não nos revela integralmente, quer porque subtraiu folhas irrecuperáveis, quer porque eliminou texto colando sobre ele um quadrado de papel que recebeu a segunda redacção.
- A Vida da Princesa Santa Joana de Portugal: hipóteses de autoriaPublication . Sobral, CristinaEl artículo es una revisión crítica del problema de la datación y autoría de la Crónica do Mosteiro de Jesus y Memorial da Infanta Santa Joana, textos en portugués escritos en el primer cuarto del siglo xvi (1513- 1525) por una monja dominicana, compañera de la princesa Santa Juana, hija de Alfonso V y hermana de D. Juan II de Portugal. Refuta las tesis que atribuyen los dos textos a Margarita y a Catalina Pinheira y defiende la autoría de Isabel Luís, copista y maestra de novicias en el Monasterio de Jesús de Aveiro, apoyándose en argumentos históricos, de crítica interna del texto y paleográficos.
