Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Interference of endurance training on strength development and muscular adaptation

Utilize este identificador para referenciar este registo.

Orientador(es)

Resumo(s)

Muitos desportos exigem uma combinação de força e resistência para uma performance ideal. O treino concorrente (CT), que combina treino de força e de resistência, pode comprometer adaptações de força devido a um efeito de interferência. Esta tese explorou se o CT induz ganhos semelhantes na força máxima e explosiva dos membros inferiores, assim como adaptações na arquitetura muscular do quadricípite, em comparação com o treino de força isolado. 30 jovens treinados foram aleatoriamente divididos em Treino de Força (RT), Treino de Resistência (ET) e Treino Concorrente (CT), treinando três vezes por semana durante 5 semanas. A contração voluntária máxima (MVIC), taxa de produção de força (RFD), repetição máxima para o agachamento (1RM), altura do salto com contramovimento (CMJ) e a arquitetura muscular do vasto lateral (VL) foram avaliadas pré e pós treino. Tanto o RT como o CT melhoraram no 1RM, enquanto o MVIC permaneceu sem adaptações. No entanto, apenas o RT melhorou no CMJ (5.7 %; p < 0.001), RFD pico (28.6 %; p < 0.001) e na fase inicial do RFD (23.2 %; p < 0.001). Semelhantemente, o grupo RT melhorou no ângulo de penação (PA) do VL (7.6 %; p = 0.035) e na espessura muscular (4.8 %; p = 0.02), enquanto os mesmos parâmetros permaneceram sem adaptações no grupo CT. O grupo ET melhorou no VO2max (4.1 %; p = 0.002), mas apresentou uma redução no PA do VL (8.9 %; p = 0.021). Estes resultados sugerem que apesar de o CT não prejudicar ganhos de força dinâmica máxima, força explosiva e arquitetura muscular, aparenta ser mais suscetível ao efeito de interferência do treino de resistência.
Most sports require a combination of muscle strength and endurance for optimal performance. Concurrent training (CT), combining resistance and endurance training, may compromise strength-related adaptations due to an interference effect. This thesis examined whether CT elicits similar gains in lower-body maximal and explosive strength, as well as quadriceps muscle archite cture, compared to resistance training alone. Thirty trained young males were randomly assigned to a Resistance Training (RT), Endurance Training (ET) and CT group, and trained three times per week for 5 weeks. Maximal voluntary isometric contraction (MVIC), rate of force development (RFD), back squat one-repetition maximum (1RM), countermovement jump (CMJ) height, and vastus lateralis (VL) muscle architecture were assessed pre- and post-training. Both RT and CT improved back squat 1RM, while MVIC remained unchanged. However, only RT improved CMJ height (5.7 %; p < 0.001), peak RFD (28.6 %; p < 0.001) and early-phase RFD (23.2 %; p < 0.001). Similarly, RT increased VL pennation angle (7.6 %; p = 0.035) and muscle thickness (4.8%; p = 0.02), while these parameters remained unchanged in CT. ET improved VO₂max (4.1 %; p = 0.002) but reduced VL pennation angle (8.9 %; p = 0.021). These findings suggest that while CT does not impair maximal dynamic strength gains, explosive strength and muscle architecture adaptations are more susceptible to interference from endurance training.

Descrição

Mestrado Treino de Alto Rendimento, 2025, Universidade de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana

Palavras-chave

Concurrent training Resistance training Endurance training Rate of force development Maximal strength Muscle architecture Interference effect Treino concorrente Treino de força Treino de endurance Taxa de produção de forca Força máxima Arquitetura muscular Efeito de interferência

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo