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Projeto de investigação
Corporatism, political institutions and economic performance: advances in contemporary European history
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O corporativismo nas ditaduras da época do Fascismo
Publication . Pinto, António Costa
Este artigo analisa o papel do corporativismo como um instrumento político contra a democracia liberal e especialmente como um conjunto de instituições autoritárias que se expandiram na Europa e foram um agente de hibridização das instituições das Ditaduras da Era do Fascismo. Pretende demonstrar que o corporativismo esteve na vanguarda deste processo de difusão, quer como representação de interesses organizados quer como alternativa de representação política autoritária à democracia liberal.
Corporatism and beyond: an assessment of recent literature
Publication . Cardoso, José Luís; Mendonça, Pedro
Este artigo fornece descrição exaustiva do estudo do corporativismo nos últimos quarenta anos (1970-2010). Após uma breve introdução sobre as características centrais da literatura em em questão procedemos a uma análise mais detalhada a em duas fases. A primeira fase conta com uma classificação de 630 artigos de acordo com cinco categorias de modo a permitir uma leitura geral do estudo do corporativismo. A fase subsequente de análise compreende 315 artigos recolhidos de três revistas académicas de destaque em que cada artigo foi codificado em 23 campos. Nesta fase são examinadas a dinâmica da construção teórica e seus usos, a evolução de técnicas e dados estatísticos, a cobertura geográfica dos estudos empíricos, e a natureza cambiante do conceito. Terminamos com uma discussão do significado global desta literatura apntando as razões para a sua relevância oscilante mas permanente no contexto da ciência política.
Corporativismo e Estado Novo: contributo para um roteiro de arquivos das instituições corporativas (1933-1974)
Publication . Freire, Dulce; Ferreira, Nuno Estêvão; Rodrigues, Ana Margarida
Durante o Estado Novo foi construída uma densa rede de organismos corporativos, que se estendeu por todo o território da metrópole. Estes organismos desempenharam várias funções económicas, sociais, culturais e assistenciais e funcionaram num sistema paraestatal ligado aos órgãos do poder central. Calcula-se que tenham sido criados perto de 2700 instituições corporativas, as quais passaram por diversas fusões e extinções ainda durante o regime. Em Abril de 1974, quando a ditadura foi derrubada, existiam cerca de 2250 organismos, distribuídos por diferentes graus hierárquicos, mas desconhece-se a localização e as possibilidades de consulta de grande parte dos acervos documentais produzidos por estes organismos. O sistema corporativo começou a ser extinto ou transformado nos meses que se seguiram à Revolução de 25 de Abril de 1974. Quase 40 anos após a primeira legislação que extinguiu a maior parte destes organismos de carácter público, não existia uma identificação exaustiva dos acervos documentais produzidos e passíveis de consulta. A relevância histórica e historiográfica do corporativismo português contrastava com o amplo desconhecimento dos arquivos históricos produzidos pelas instituições que o compuseram. Os processos de dissolução e substituição do sistema corporativo foram, por vezes, longos e complexos, conduzindo a diversas fusões, reorganizações de serviços, transferência de competências, divisão de patrimónios e redistribuição de funcionários. No decurso destas mudanças institucionais verificou-se uma dispersão dos acervos documentais resultantes das actividades desempenhadas pelos diferentes organismos. Como os investigadores carecem dos documentos históricos destas instituições para desenvolver projectos de pesquisa, houve necessidade de elaborar o presente roteiro de arquivos das instituições corporativas (1933-1974).O roteiro resulta de um conjunto de diligências encetadas, entre
Fevereiro de 2011 e Março de 2013, junto dos arquivos centrais e regionais, para tentar
localizar a documentação. Este instrumento de trabalho identifica as principais mudanças
orgânicas verificadas nos organismos corporativos e a localização dos fundos documentais
em 2012/2013.
O Gabinete de Estudos Corporativos (1949-1961) e a génese de uma biblioteca moderna de ciências sociais
Publication . Cardoso, José Luís
No dia 28 de maio de 1949, em sessão pública que também foi evocativa do
golpe militar de 1926, decorreu a inauguração oficial do Gabinete de Estudos
Corporativos, integrado no Centro Universitário de Lisboa da Mocidade Portuguesa. O acontecimento foi amplamente noticiado pela imprensa diária
e, a avaliar pelo teor das notícias, não se tratou de um passageiro assunto da
trivial agenda política quotidiana.
A construção do sistema corporativo em Portugal (1933-1974)
Publication . Freire, Dulce; Estêvão Ferreira, Nuno
Neste artigo apresentam-se alguns dos
resultados de pesquisas recentes sobre o sistema
corporativo estabelecido em Portugal durante o Estado
Novo (1933-1974). Uma nova base de dados permite,
pela primeira vez, proceder a análises mais detalhadas
da distribuição cronológica, geográfica e funcional dos
milhares de organismos que constituíram o sistema
corporativo português. Observa-se que, ao contrário
do que tem sido afirmado em diversos estudos, o
sistema não surgiu de forma casuística ou desordenada.
Verifica-se antes que a densa rede de organismos foi
sendo construída seguindo critérios consistentes com
os objetivos políticos de cada uma das fases do regime.
Identificar a abrangência e os impactos territoriais,
políticos e sociais da rede corporativa é indispensável
para aprofundar as explicações sobre o funcionamento
e a longevidade da ditadura.
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
3599-PPCDT
Número da atribuição
PTDC/HIS-HIS/100544/2008
