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Projeto de investigação

Representações da mulher na prosa portuguesa de autoria feminina primeira metade do século XX

Autores

Publicações

“Uma forma de dizer o mundo”: a vida dos clássicos na escrita de Ivone Mendes da Silva
Publication . Barbosa, Sara
Muitos dos textos de Ivone Mendes da Silva (n. 1959) estabelecem um diálogo entre a contemporaneidade e a antiguidade clássica e integram o imaginário greco-latino na vida quotidiana do século XXI. Em Ordem breve (poesia, 2011) um poema encena uma resposta a Horácio, outro confronta o sujeito com Cronos, outro ainda enuncia Dido falando a Eneias. Nas obras em prosa, de escrita fragmentária em registo diarístico – Dano e virtude (2016) e A mulher do meio (2019) –, se o olhar de quem se escreve a si mesma se vê Medusa, narcisa, Penélope ou Ariadne, conforme as situações, também, atentando no mundo à sua volta, tece comentários ou busca refúgio, por exemplo, em versos de Virgílio. Partindo de alguns textos poéticos, bem como de fragmentos da obra em prosa, pretende-se investigar os termos desta vida com os clássicos: de que forma a leitura e o conhecimento dessas culturas se encontram na escrita, ganhando assim uma outra vida, diversa e actualizada.
Irene Lisboa, a “desafiadora de todas as ordens estabelecidas”
Publication . Barbosa, Sara
Irene Lisboa (1892 - 1958) não viveu nem escreveu à margem do regime políti-co vigente em Portugal. Tendo começado a publicar em volume, para o público adulto, em 1936 (Um dia e outro dia…, poesia, sob o pseudónimo João Falco) e no ano seguin-te, além de nova obra poética, o ensaio de carácter pedagógico, Froebel e Montessori (sob o pseudónimo Manuel Soares), não foi ignorada pela vigilância do Estado Novo. Investigam-se as formas de controlo e repressão de que foi vítima Irene Lisboa, fazendo dela um caso exemplar de subtil silenciamento e cercear de liberdades. Apesar de nunca ter desistido da sua escrita nem da sua actividade intelectual e cívica, o iso-lamento, a impossibilidade de ensinar e a escassez material com que se debateu até ao final da vida, vendo-lhe sempre negados quaisquer apoios, foram o preço a pagar pela independência do seu pensamento e da sua escrita e pela não-conformidade às funções e atitudes que o salazarismo exigia ao género feminino.
Canto: feminino, plural – Sobre as vozes em Poesis, de Maria Teresa Horta
Publication . Barbosa, Sara
A leitura da obra Poesis (2017), talvez a maior reunião, num só volume, de artes poéticas de Maria Teresa Horta, revela uma densa malha de referências que constituem a matéria prima deste canto. Pretende-se investigar algumas dessas referências, em particular as que têm origem na tradição literária e se ligam ao feminino. Que vozes de mulheres se erguem deste lirismo que se faz epopeia da poesia, ela mesma feminina? Partindo da análise de poemas deste livro, intenta-se mostrar a diversidade de autoras, personagens e símbolos convocados, bem como a forma como são actualizados pela poetisa. Releitura, apropriação, subversão – processos que espreitam por entre as palavras ou jazem sob as linhas da poesia, fazendo com que a voz de Maria Teresa Horta contenha em si muitas outras vozes. Lendo Poesis, tentar-se-á o encontro com Ariadne, que nos convida a seguir “[o]Canto: feminino, plural – Sobre as vozes em Poesis, de Maria Teresa Horta A leitura da obra Poesis (2017), talvez a maior reunião, num só volume, de artes poéticas de Maria Teresa Horta, revela uma densa malha de referências que constituem a matéria prima deste canto. Pretende-se investigar algumas dessas referências, em particular as que têm origem na tradição literária e se ligam ao feminino. Que vozes de mulheres se erguem deste lirismo que se faz epopeia da poesia, ela mesma feminina? Partindo da análise de poemas deste livro, intenta-se mostrar a diversidade de autoras, personagens e símbolos convocados, bem como a forma como são actualizados pela poetisa. Releitura, apropriação, subversão – processos que espreitam por entre as palavras ou jazem sob as linhas da poesia, fazendo com que a voz de Maria Teresa Horta contenha em si muitas outras vozes. Lendo Poesis, tentar-se-á o encontro com Ariadne, que nos convida a seguir “[o]Canto: feminino, plural – Sobre as vozes em Poesis, de Maria Teresa Horta A leitura da obra Poesis (2017), talvez a maior reunião, num só volume, de artes poéticas de Maria Teresa Horta, revela uma densa malha de referências que constituem a matéria prima deste canto. Pretende-se investigar algumas dessas referências, em particular as que têm origem na tradição literária e se ligam ao feminino. Que vozes de mulheres se erguem deste lirismo que se faz epopeia da poesia, ela mesma feminina? Partindo da análise de poemas deste livro, intenta-se mostrar a diversidade de autoras, personagens e símbolos convocados, bem como a forma como são actualizados pela poetisa. Releitura, apropriação, subversão – processos que espreitam por entre as palavras ou jazem sob as linhas da poesia, fazendo com que a voz de Maria Teresa Horta contenha em si muitas outras vozes. Lendo Poesis, tentar-se-á o encontro com Ariadne, que nos convida a seguir “[o]Canto: feminino, plural – Sobre as vozes em Poesis, de Maria Teresa Horta A leitura da obra Poesis (2017), talvez a maior reunião, num só volume, de artes poéticas de Maria Teresa Horta, revela uma densa malha de referências que constituem a matéria prima deste canto. Pretende-se investigar algumas dessas referências, em particular as que têm origem na tradição literária e se ligam ao feminino. Que vozes de mulheres se erguem deste lirismo que se faz epopeia da poesia, ela mesma feminina? Partindo da análise de poemas deste livro, intenta-se mostrar a diversidade de autoras, personagens e símbolos convocados, bem como a forma como são actualizados pela poetisa. Releitura, apropriação, subversão – processos que espreitam por entre as palavras ou jazem sob as linhas da poesia, fazendo com que a voz de Maria Teresa Horta contenha em si muitas outras vozes. Lendo Poesis, tentar-se-á o encontro com Ariadne, que nos convida a seguir “[o]fio emaranhado/ do desejo revolvido”.
Figuras exemplares: personagens femininas em contos de Sophia de Mello Breyner Andresen
Publication . Barbosa, Sara
A partir de textos dos livros Contos Exemplares (1962) e Histórias da Terra e do mar (1984), procura-se destacar o papel assumido pelas personagens femininas e observar a forma como são caracterizadas. Centrando a análise em três dos contos, a saber, “A Viagem”, “Retrato de Mónica” e “A Gata Borralheira”, e com o auxílio de alguns conceitos da crítica feminista (nomeadamente as noções de “identidade” e “diferença”, postuladas por autoras como J. Butler, M. Wittig ou H. Cixous), deseja-se investigar a representação da mulher, numa tentativa de compreender qual a importância atribuída ao género nestas narrativas. Finalmente, tenta-se reflectir sobre as formas de intersecção género/ classe social/ ética e valores que se destacam nas obras referidas.

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Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

OE

Número da atribuição

SFRH/BD/140336/2018

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