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- Irene Lisboa, a “desafiadora de todas as ordens estabelecidas”Publication . Barbosa, SaraIrene Lisboa (1892 - 1958) não viveu nem escreveu à margem do regime políti-co vigente em Portugal. Tendo começado a publicar em volume, para o público adulto, em 1936 (Um dia e outro dia…, poesia, sob o pseudónimo João Falco) e no ano seguin-te, além de nova obra poética, o ensaio de carácter pedagógico, Froebel e Montessori (sob o pseudónimo Manuel Soares), não foi ignorada pela vigilância do Estado Novo. Investigam-se as formas de controlo e repressão de que foi vítima Irene Lisboa, fazendo dela um caso exemplar de subtil silenciamento e cercear de liberdades. Apesar de nunca ter desistido da sua escrita nem da sua actividade intelectual e cívica, o iso-lamento, a impossibilidade de ensinar e a escassez material com que se debateu até ao final da vida, vendo-lhe sempre negados quaisquer apoios, foram o preço a pagar pela independência do seu pensamento e da sua escrita e pela não-conformidade às funções e atitudes que o salazarismo exigia ao género feminino.
- Avaliação da consciência querológica de crianças surdas portuguesas : proposta de um instrumento de avaliação : unidades mínimas da configuração da mão, movimento e local de articulação, o IACQ - LGPPublication . Santos, Marta Filipa Raposo Picôa Pratas dos; Santos, Ana Sofia Pedrosa Gomes dosEste artigo, sob forma de revisão de literatura, incide sobre a caracterização da Língua Gestual Portuguesa (LGP), utilizada pelas pessoas surdas em Portugal. Em primeiro lugar, será feita uma breve abordagem sobre a nomenclatura a adotar, clarificando a necessidade de dissociação de deficiência auditiva, baseada na visão sócio antropológica da biodiversidade enquanto indicador de saúde no ecossistema. Assim, perspetivando as pessoas surdas portuguesas enquanto elementos de uma comunidade linguística, serão, apresentadas algumas particularidades inerentes à sua língua natural: a LGP, que permite aceder a um input linguístico e comunicativo, promovendo o desenvolvimento da sua linguagem e interação com a comunidade. A LGP, à semelhança de todas as outras línguas, apresenta características exclusivas, tratando-se de um sistema de signos arbitrários e convencionais. É nesta base que este artigo encontra a sua pertinência, debruçando, ainda, a sua atenção na LGP enquanto língua, mais precisamente, nos aspetos gramaticais (sintaxe, morfologia, léxico e querologia). Apesar de ser uma língua estruturada e reconhecida como língua de ensino do nosso país, ainda se verificam algumas lacunas relativamente ao acesso da informação sobre a mesma, constatando-se, entre outros, a inexistência de instrumentos de avaliação para a sua aprendizagem.
- Identidade e orientalismo no romance O Rio das Pérolas (2017) de Isabel ValadãoPublication . Martins, Maria Margarida; Machado, Everton V.A presente dissertação centra-se na análise da questão da identidade pessoal e do orientalismo no romance histórico O Rio das Pérolas (2017), de Isabel Valadão, cuja narrativa se desenrola dos anos 1940 a 1960 em Macau. Procura-se perceber o modo como a identidade – em particular da personagem principal (Maria/Mei Lin) – se constrói e evolui ao longo do livro, em relação com as diferenças sociais e culturais existentes no território. Pretende-se ainda observar como os estereótipos relativos ao Oriente dão vida à trama, pela alta carga de exotismo. Para fazer estas leituras, apoiamo-nos em Stuart Hall e Edward W. Said, entre outros teóricos que refletiram sobre essas questões, também na sua convergência com o género literário escolhido pela autora.
