FPCE-UOE-HEEC- Capítulos de Livros
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Entradas recentes
- O Campo da Educação Comparada: Do simbolismo fundacional à renovação das lógicas de investigaçãoPublication . Madeira, AnaEste trabalho constitui uma reflexão sobre as condições teóricas e metodológicas de renovação do campo da educação comparada. O texto aborda a questão da consagração epistemológica das ciências da educação, articulando-a a diferentes lógicas: projectos pedagógicos, racionalidades científicas, modelos de organização social e dinâmicas políticas. No ponto relativo ao quadro de emergência da educação comparada, a discussão centra-se na emergência de campos de especialização derivados, analisando a questão da diferenciação funcional entre pedagogia e ciência da educação para analisar o contexto de emergência do cânone comparativo, polarizado entre uma concepção praxeológica e outra, axiológica, da produção de conhecimentos. Serve esta reflexão para analisar os prolongamentos no espaço “interno” da disciplina, a relação entre estilos cognitivos e racionalidades de governo, no sentido de compreender os seus desenvolvimentos e identificar as suas possibilidades de renovação. Estabelecida a ligação entre as primeiras etapas da constituição do campo e o interesse renovado pelos estudos comparados na actualidade, encontramos elementos para um reencontro da comparação com a história, cruzamento com implicações fortes para o desenvolvimento de estudos em história da educação colonial. Discute-se, a esse respeito, uma articulação do trabalho de comparação com os processos educativos que se desenvolvem em diferentes espaços-tempos do universo lusófono. Esta contextualização tem por finalidade sugerir caminhos para identificar novos problemas de investigação integrando as metodologias comparadas na análise do colonialismo cultural.
- Comparing Colonial Education Discourses in the French and Portuguese African Empires: An Essay in HybridizationPublication . Madeira, AnaThis essay proposes to go beyond a “traditional” vision of educational change, i.e. a concept based on the analysis of influences, forces or relations of cause-effect about the political aspect of education. In contrast with the perspectives, which consider the colonies as homogenous cultural identities, as extensions of the metropolitan ideas and practices, we tend to emphasise the symbiotic relations, which developed between the Empires and the metropolis. This position contradicts a representation of colonialism as a coherent and consistent process and defines the colonial scenario as a context of conflict between colonizers and colonised, in which the ideas and practices about the processes associated to the civilisation of Africans are open to negotiation and restructuring of different kind. This methodological choice aims at exploring two possibilities, which have been of interest to the scientific community within the frame of historical-comparative research in education. On the one hand, to analyse the lack of continuities between the official ideological concepts about education (incorporated in the discourses which originated in the metropolis or even locally) and the strategies of school expansion put in practice in the colonial contexts; on the other hand, to map the circulation of discourses about education at the level of colonial peripheries, highlighting the processes of transfer and of selective taking up which go across the colonies themselves. The chapter centres, firstly, on the discussion of systems of government and educational policies and, secondly, on educational rhetoric and the construction of the Empire in Portugal and France.
- A organização do espaço nas primeiras escolas graduadas (décadas de 1870-1880)Publication . Silva, Carlos Manique daA consolidação da escola graduada no último terço do século XIX trouxe para a ordem do dia os principais problemas da organização escolar. Entre eles, o da configuração do espaço escolar. O que se procura, no fundamental, para as décadas de 1870-1880, é perceber de que forma o novo modelo organizacional afetou a conceção do espaço escolar. A análise de dois projetos de escolas graduadas (resultantes da iniciativa do município de Lisboa) vem demonstrar, por um lado, as potencialidades do modelo e, por outro lado, hesitações (sobretudo no respeitante à direção escolar); algo que resulta do facto de a própria ideia de escola graduada estar ainda em evolução no final de Oitocentos.
- Modernidade pedagógica e disciplina terapêutica: higiene e saúde escolar na primeira metade de novecentosPublication . Ó, Jorge Ramos doEste texto parte de duas evidências históricas para defender a tese segundo a qual o projecto educacional moderno se assumiu como um projecto de carácter essencialmente disciplinar, apontando para formas de controlo altamente produtivas, posto que deviam agir no processo mesmo da construção da identidade pessoal. A primeira é a de que a dinâmica de afirmação e consolidação histórica da chamada escola de massas, a partir de finais do século XIX, devolve-nos a evidência de que as crianças e os jovens se passaram a definir, antes de qualquer outro, pelo rótulo de escolares. A segunda evidência é a de que a paisagem escolar foi construída desde então não tanto sobre o saber – sobre as competências intelectuais do aluno – mas, essencialmente, sobre o ser.
- Entre a lei e o mercado. Aspectos da existência do manual escolar em Portugal, no século XXPublication . Castro, Rui Vieira de; Magalhães, JustinoA história do manual escolar pode ser entendida como parte de uma história global, a do livro, da leitura e da escolarização. O estudo do manual escolar suscita uma abordagem que tome em consideração a sua inscrição numa rede de relações intertextuais com contornos muito próprios, a natureza regulada, às vezes fortemente regulada, da sua produção e uma intencionalidade «transparente» associada à sua elaboração e à sua recepção, esta também significativamente condicionada. Uma breve análise da legislação portuguesa no século XX possibilita concluir que as contradições e rupturas dos normativos legais se confrontam com linhas de continuidade e resistências. Entre estes e outros factores, a edição e o uso dos mannuais depende também dos efeitos do mercado.
- A História da Educação em Portugal: temas, discursos, paradigmasPublication . Magalhães, JustinoA minha abordagem da produção historiográfica destas últimas décadas, parte de uma ideia básica. Depois de, na década de oitenta do século XX, haver recuperado uma centralidade epistemológica, fruto de um processo de reforço científico, marcado, entre outros aspectos, pela interdisciplinaridade, pelo regresso ao arquivo, por um aperfeiçoamento da arte de escrever, a história perdeu, a partir da década seguinte, certo brilho editorial e entrou em crise do ponto de vista epistemológico. No caso particular da História da Educação em Portugal, as últimas duas décadas estão definitivamente gravadas pela publicação de um conjunto de marcos de valor e méritos excepcionais.
- A História das Instituições Educacionais em PerspectivaPublication . Magalhães, JustinoProcede-se à análise da produção científica do II Congresso de Pesquisa e Ensino em História da Educação em Minas Gerais. Constata-se uma diversidade temática e metodológica numa perspectiva de aproximação à educação na sua multidimensionalidade e na multifactorialidade. Procede-se à análise desta produção num quadro de fazer e ensinar história da educação. Enquadra-se esta produção na evolução da historiografia da educação e, por fim, apresenta-se a história das instituições educacionais como uma das linhas de renovação da historiografia da educação.
- A escola elementar e a leitura em PortugalPublication . Magalhães, JustinoNeste texto retomo a interpretação da escolarização como um movimento estruturante da Modernidade, na sua internalidade e na sua dialéctica com o movimento mais amplo (nos planos social e cultural) e mais consequente e continuado (no plano antropológico) da cultura escrita. Nesse sentido, procurarei salientar dois momentos-chave nesta dialéctica. O primeiro destes é o da escolarização de uma educação elementar/ fundamental, através de uma combinatória pedagógica do dizer, do fazer e do agir básicos, a que se associa um progressivo fomento da leitura pública. Um segundo momento histórico desenvolve-se no quadro sócio-cultural da universalização e alargamento da instrução elementar e da massificação da educação secundária, associados, desde meados do século XX, à intensificação e à renovação das estratégias públicas de leitura.
- Educação e Memória. Arquivos e museus: desafios à prática educativa e à investigação históricaPublication . Magalhães, JustinoRetomo aqui, com carácter exploratório, o debate sobre Educação e Memória, que abri com a Comunicação apresentada no Congresso da Sociedade de História da Educação Brasileira, em Goiânia, e que terá seguramente outros desdobramentos, em futuras reflexões. Estamos mergulhados na história. Se vivemos hoje uma grande instabilidade, ela fica a dever-se fundamentalmente à nossa condição dupla de educandos e de sujeitos da História. A história é a ciência da memória, que, através da educação, sob a forma de rememoração, experiência e significado, se actualiza e substantiva. A memória histórica é propriedade colectiva e faculdade individual.É sobre a modalidade de educação que as memórias institucionais, colectivas e individuais, sendo património se convertem em activo cultural e pedagógico. A tese que aqui procuro sedimentar e ilustrar é a de que, sendo o presente educacional um momento axial, centrado no sujeito e dando curso a uma dialéctica entre o efémero e o permanente e a uma experiência, transformacional e simbólica, enraizada no passado mas com sentido de futuro, nele se cruzam e, em boa parte, se sobrepõem, os planos sócio-cultural e espácio-temporal da coetaneidade e da historicidade. O sujeito educativo é historiológico e histórico.
- Historiografia da Alfabetização em PortugalPublication . Magalhães, JustinoNo Mundo Ocidental, a idade Moderna foi atravessada por movimentos económicos, científicos e sócio-culturais que ficaram plasmados no quadro mais amplo da Cultura Escrita. No período Contemporâneo, a cultura escrita universalizou-se pela alfabetização e pela escolarização. No passado recente, o conhecimento histórico sobre a alfabetização da sociedade portuguesa conheceu avanços consideráveis, que, para além do aprofundamento na caracterização e na evolução dos processos literácitos, revelaram a importância deste fenómeno na constelação de vectores que permitem compreender e explicar o atraso de Portugal face aos ritmos de progresso e de desenvolvimento dos restantes países europeus, incluindo os da Europa de Sul. Esta inovação historiográfica foi correlativa de uma abertura interdisciplinar e de uma integração de referências e de investigações onde a alfabetização não havia constituído o principal objecto de conhecimento. Este texto procura sistematizar de forma crítica e articulada a evolução destes diferentes aspectos.
