FPCE-UOE-DCAETE- Relatório de Projectos de Investigação
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- Competências TIC. Estudo de Implementação. Vol. IIPublication . Costa, Fernando Albuquerque; Rodrigues, Ângela; Peralta, Helena; Ramos, José Luís; Sebastião, Luís; Maio, Vicência; Dias, Paulo; Gomes, Maria João; Osório, António; Ramos, Altina; Valente, Luís; Cruz, Elisabete; Reis, OlgaEste segundo volume do estudo de implementação sobre as Competências TIC dos professores inclui os diversos estudos realizados, pela equipa do projeto e por alguns especialistas convidados, para suporte à apresentação da proposta sobre a formação e certificação das competências TIC dos professores em Portugal. Estudo 1. Auscultação de Informantes Chave Autoria: Equipa do projeto - Costa, Rodrigues, Peralta, Ramos, Sebastião, Maio, Dias, Gomes, Osório, Ramos, Valente, Cruz, Reis Resumo: No âmbito do Estudo de Implementação do Projecto ‘Competências TIC’ realizaram-se quatro entrevistas de grupo, correspondentes à primeira fase do dispositivo de auscultação directa. Os grupos entrevistados foram constituídos por responsáveis e colaboradores de Centros de Formação, responsáveis de Centros de Competência, Coordenadores TIC, Presidentes dos Conselhos Executivos e Formadores em TIC. As entrevistas foram conduzidas em torno dos seguintes aspectos nucleares: (1) pontos fortes e pontos fracos do processo de implementação das TIC na escola, em Portugal; (2) estratégias eficazes para introduzir as TIC nos processos de ensino e nos processos de aprendizagem; (3) sucessos e limitações da formação contínua já realizada e perspectivas para a formação desejada; (4) organização do processo de certificação de competências em TIC. Como técnica de análise e interpretação dos dados foram seguidos os procedimentos sugeridos na literatura. Os resultados aqui apresentados evidenciam os aspectos mais salientes bem como as tendências predominantes e são organizados em função de quatro temas de análise: “Implementação das TIC no ensino”, “Formação”, “Competências” e “Certificação”. Estudo 2. Auscultação de Painel de Especialistas em TIC e Responsáveis das Associações de Professores. Autoria: Equipa do projeto - Costa, Rodrigues, Peralta, Ramos, Sebastião, Maio, Dias, Gomes, Osório, Ramos, Valente, Cruz, Reis Resumo: No âmbito do Estudo de Implementação do Projecto ‘Competências TIC’ e na primeira fase do dispositivo de auscultação directa questionou-se um painel de especialistas em TIC e responsáveis de associações de professores, visando conhecer a sua opinião sobre estratégias de formação que permitissem a preparação efectiva de todos os professores com as competências básicas na área das TIC, bem como sobre o modo de fazer a certificação dessas competências. A amostra de conveniência dos respondentes foi constituída por onze especialistas e treze responsáveis de associações de professores. O questionário, elaborado com perguntas de resposta aberta, solicitava a opinião relativamente a recomendações que fariam (i) para a implementação de um programa de formação que permitisse a preparação efectiva de todos os professores com as competências básicas na área das TIC; (ii) para a implementação do processo de certificação das competências em TIC. Para a análise da informação obtida foram seguidos os procedimentos sugeridos na literatura, nomeadamente os de análise de conteúdo de respostas abertas. Os dados obtidos foram organizados e analisados em função de três temas: “Competências de Professores em TIC”, “Formação de Professores em TIC” e “Certificação de Competências em TIC”, permitindo a apresentação de resultados que, pela sua relevância, apoiaram e sustentaram as decisões da equipa do estudo no âmbito destas temáticas. Estudo 3. Auscultação de Ex-alunos dos Ensinos Básico e Secundário. Autoria: Equipa do projeto - Costa, Rodrigues, Peralta, Ramos, Sebastião, Maio, Dias, Gomes, Osório, Ramos, Valente, Cruz, Reis Resumo: No âmbito do Estudo de Implementação do Projecto ‘Competências TIC’, e tendo em conta a estratégia metodológica desenhada, particularmente o dispositivo de auscultação directa, aplicou-se um questionário a uma amostra de Ex-alunos dos Ensinos Básico e Secundário que frequentam o 1.° ano da Licenciatura em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. O recurso a metodologias de recolha e análise de dados de natureza essencialmente qualitativa no quadro de uma abordagem exploratória, visou conhecer as representações dos alunos (1) sobre as competências que os professores devem possuir para que integrem as TIC em contextos educativos e, simultaneamente, (2) sobre o tipo de estratégias de ensino e de aprendizagem que poderão contribuir para melhor trabalhar e aprender com as TIC. A análise dos dados deste estudo permitiu identificar um conjunto de áreas de competência (pedagógica, tecnológica e profissional), bem como competências específicas, que os professores devem ter para que integrem as TIC em contextos educativos e, ao mesmo tempo, identificar um conjunto de estratégias que poderão contribuir para melhorar os processos de ensino e de aprendizagem com as TIC. Actividades que: (i) facilitem a comunicação de ideias; (ii) sejam adequadas quer à individualidade quer à heterogeneidade dos alunos; (iii) facilitem o acesso à informação por parte dos alunos; (iv) integrem uma componente de formação teórica com uma componente de formação prática ; (v) contemplem a realização de testes; (vi) promovam o desenvolvimento das competências necessárias à adaptação a novas situações, nomeadamente capacidades de trabalho autónomo, de comunicação e divulgação de ideias e de colaboração. Estudo 4. Visibilidade das TIC no Currículo Nacional em Portugal. Autoria: Elisabete Cruz Resumo: O trabalho aqui apresentado enquadra-se no Estudo de Implementação do Projecto ‘Competências TIC’, e tem como finalidade determinar em que medida o Currículo Nacional considera a utilização das TIC para o desenvolvimento das aprendizagens dos alunos. Nesse sentido, foram definidas as seguintes questões de investigação: (1) Como é que as TIC se encontram integradas no Currículo Nacional? (2) Que tipo de competências se espera desenvolver nos alunos com as TIC? (3) Que modalidades de organização do trabalho na sala de aula associadas ao uso das TIC são privilegiadas? (4) Que tipo de recursos é necessário mobilizar para a aquisição e desenvolvimento das competências visadas? Privilegiando uma abordagem de investigação de carácter exploratório, o estudo incidiu na análise do Currículo Nacional. O corpus de análise foi constituído pelo Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais e pelos Programas de dez disciplinas integradas no plano de estudos dos cursos científico humanísticos do Ensino Secundário. Para analisar os dados, recorremos à técnica de análise documental, organizando os dados numa matriz de análise de dupla entrada, contemplando seis dimensões sustentadas pela teoria do currículo, e cinco categorias correspondentes a cinco modos distintos de perspectivar o uso das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem. Os dados recolhidos e globalmente analisados revelam que a visibilidade que é dada às TIC no Currículo Nacional: (i) é fruto de menor atenção face à cultura tecnológica que transparece nos mais recentes enunciados políticos; (ii) não é reveladora da integração dos conteúdos das diferentes áreas disciplinares; (iii) não revela de forma consistente uma preocupação em integrar uma vertente de aprofundamento de competências em TIC; (iv) é reduzida em termos de orientações concretas e claras sobre os modos de organizar o trabalho com as TIC; (v) assenta principalmente na valorização do uso da Internet; (vi) manifesta ausência de enunciados sobre formas, métodos e técnicas possíveis de avaliar as competências visadas. Estudo 5. Enquadramento das TIC na Formação Contínua de Professores Autoria: António Moreira e Maria José Loureiro Resumo: O presente texto pretende abordar algumas das condições que devem ser observadas para a implementação de modelos de formação contínua de professores em TIC que tenham em vista os avanços das tecnologias, as necessidades reais da educação e os novos pressupostos da aprendizagem. Considerando que os estudos nesta área não têm sido abundantes e que os seus resultados não são conclusivos, a abordagem adoptada assenta em grande parte em estudos de reflexão teórica e em alguns dos trabalhos empíricos realizados no contexto nacional, bem como em algumas outras realidades observadas noutros países. Traça-se uma breve panorâmica histórica da formação contínua de professores em TIC em Portugal, passando- se à análise das implicações da integração das TIC nas actividades de sala de aula para o desenvolvimento profissional dos professores. No âmbito da investigação nesta área, abordam-se aspectos como os objectivos da integração das TIC na sala de aula, bem com as TIC enquanto objecto de estudo e enquanto ferramentas de aprendizagem. Passa-se de seguida a perspectivar as TIC enquanto parte integrante do conteúdo, da pedagogia e da reforma do ensino, dando-se conta dos seus múltiplos papéis. Finalmente apresenta-se um conjunto de estratégias sistémicas associadas à formação contínua de professores na área, de acordo com dois vectores distintos – estratégias directas e indirectas/não directas, isto é: relativas a infra-estruturas/a aspectos logísticos. É ainda abordada a problemática do reconhecimento e certificação de conhecimentos prévios e competências neste domínio. Em jeito de conclusão apontam-se algumas sugestões/princípios de base à constituição de um plano de formação contínua de professores em TIC que a presente reflexão suscita. Estudo 6. Articulação entre a Formação Inicial e a Formação Contínua de Professores e Educadores na dimensão TIC: Princípios de orientação. Autoria: João Filipe Matos e Neuza Pedro Resumo: Este estudo apresenta uma definição do objecto, contexto e princípios orientadores para a formação em TIC,face às necessidades de integração pedagógica e inovação educacional com as tecnologias. Visando contribuir para a sustentação de opções quer ao nível da formação inicial, quer da formação contínua de professores e educadores, bem como para o estabelecimento de bases para a definição de formas de articulação entre tais modalidades de formação, o estudo desenvolve-se ao longo de cinco pontos temáticos. No primeiro ponto, “Integração plena da dimensão TIC na formação inicial e contínua”, os autores salientam a importância da redefinição estratégica da integração das TIC na formação inicial. No segundo ponto de reflexão, “Qualidade da formação dos formadores”, o estudo evidencia as limitações das políticas de desenvolvimento de competências centradas nas dimensões tecnológicas, e na consequente inadequação e desarticulação com as perspectivas de intervenção pedagógica. No terceiro ponto, “A continuidade estratégica na formação”, identifica-se o princípio de continuidade entre a formação inicial dos professores e os momentos de formação contínua como um eixo estruturante do novo quadro de referência para a formação. No quarto ponto, “Subsidariedade e sustentabilidade da formação inicial e contínua”, sublinha-se o princípio da participação e desenvolvimento do sentido de pertença nas comunidades de profissionais da educação, valorizando-se a responsabilização dos actores no desenvolvimento de uma visão estratégica da formação contínua face às necessidades e condicionalismos locais, suportada pela utilização extensiva de ambientes e plataformas de e-learning. No último ponto deste estudo, “Integração das TIC em órgãos funcionais e a participação em colectivos”, resume-se a problemática da utilização das TIC como artefactos mediadores da actividade educativa, bem como da sua apropriação e naturalização nas práticas funcionais dos grupos de utilizadores e da comunidade de educação, apresentando-se ainda uma síntese dos princípios enunciados ao longo do estudo para o enquadramento integrado da formação inicial e contínua. Destacam-se como principais conclusões: (1) a necessidade de promover uma política de formação inicial no domínio das TIC; (2) o desenvolvimento de uma visão integrada para a formação inicial e contínua que favoreça a articulação e continuidade nas diferentes fases e processos de formação; (3) a qualidade na integração das tecnologias nos processos e práticas pedagógicas; (4) a construção de uma cultura de pesquisa, participação e inovação nas comunidades de professores e educadores. Estudo 7. Comunicar com TIC: Base de trabalho para desenvolvimento de um módulo interactivo de auto-formação. Autoria: Francisca Soares e Sandra Fradão Resumo: Este produto, desenvolvido no âmbito do Estudo de Implementação do Projecto ‘Competências TIC’, visa fornecer uma base de trabalho para a concepção de um módulo de formação interactivo que possa ser disponibilizado online, especialmente numa perspectiva de autoformação. Após uma breve explicação do que se entende por Comunicação/Comunicar e de que forma as Tecnologias de Informação e Comunicação podem ajudar a desenvolver esta competência passa-se de seguida à identificação de ferramentas tecnológicas que podem servir essa mesma competência. O que é? procura explicar de forma sucinta o que são cada uma dessas ferramentas e os locais onde podem ser encontradas e descarregadas. Os 5 passos para começar pretendem ser uma ajuda para todos aqueles que se desejam iniciar na utilização das TIC tanto ao nível da comunicação síncrona como assíncrona. As Potencialidades apresentam algumas das mais-valias e aspectos mais positivos que as referidas ferramentas apresentam em termos do desenvolvimento da competência de comunicação. Os Exemplos e Boas Práticas podem servir de modelo e/ou inspiração dos usos que pode fazer destas ferramentas e das mais-valias que as mesmas poderão trazer. As Dicas e Sugestões assumem-se como um espaço de ajuda e de sugestões práticas e concretas para uma utilização plena das ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona. A Grelha de Verificação pretende funcionar como uma forma de auto-avaliação e tomada de consciência das dificuldades ainda sentidas, bem como dos aspectos já totalmente superados, numa lógica de autoformação e aprendizagem ao longo da vida. Pretende-se, por fim, em E se eu quiser… promover a reflexão em torno de questões relacionadas com o uso destas ferramentas e uma atitude crítica face às mesmas.
- Competências TIC. Estudo de ImplementaçãoPublication . Costa, Fernando Albuquerque; Peralta, Helena; Rodrigues, Ângela; Dias, Paulo; Osório, António José; Gomes, Maria João; Ramos, Altina; Ramos, José Luís; Sebastião, Luís; Maio, Vicência; Valente, LuísA proposta de formação e certificação de professores e pessoal não docente aqui apresentada corresponde ao reconhecimento que, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), é feito sobre a necessidade de investimento no capital social e humano como forma de responder aos objectivos de modernização da escola em Portugal. Constituindo um imperativo que a escola acompanhe e, até, lidere o desenvolvimento verificado nas outras áreas e contextos da vida em sociedade e a par dos recursos disponibilizados, faz sentido, de facto, preparar convenientemente os agentes educativos para usarem regularmente e poderem tirar partido das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas suas actividades quotidianas. É uma proposta que permite responder às metas explícitas previstas no PTE de garantir que, em dois anos, a quase totalidade dos professores (pelo menos 90%) possuam as competências digitais básicas necessárias para poderem operar instrumentalmente com os recursos e tecnologias disponíveis nas escolas, mas, mais do que isso, permite traçar um caminho em direcção à inovação das práticas pedagógicas e de melhoria das aprendizagens dos alunos. Uma vez que, como é sabido, a mudança e a inovação em educação são processos complexos e longos, a equipa responsável pelo estudo quis aproveitar a oportunidade de apresentar um sistema integrado e articulado de formação e certificação, não apenas com um horizonte temporal mais amplo, mas que permitisse também equacionar e tomar em consideração as diferentes variáveis e especificidades que caracterizam o contexto nacional, isto é, a situação em que no nosso país as escolas funcionam e são geridas, o perfil de competências traçado para os professores portugueses e o modelo de avaliação do seu desempenho, a orientação do currículo nacional relativamente à utilização das TIC pelos alunos, as experiências desenvolvidas no terreno na área das TIC, etc. Nessa linha, tomou-se como principal alicerce do sistema a concepção de um referencial de competências em TIC que, beneficiando do conhecimento de alguns referenciais internacionais estudados, se ajustasse à realidade portuguesa e permitisse dar consistência e coerência aos restantes elementos do próprio sistema, isto é, a formação e a certificação. Não só como suporte à organização e desenvolvimento da formação de agentes educativos e à certificação de competências, mas também, de forma mais abrangente, como base de reflexão e de apoio ao seu desenvolvimento profissional, facilitando o processo de análise de necessidades de formação individuais e institucionais, a tomada de decisão sobre processos e percursos formativos, a orientação dos investimentos, a avaliação dos resultados, a investigação sobre a própria mudança de práticas ou melhoria do sistema escolar. A proposta aqui apresentada em respeito pelos normativos que regem a actividade profissional de professores e pessoal não docente, assentou nos resultados de investigação sobre a formação de professores e de adultos em geral e, no caso dos docentes, sobre a proposta de formação relativa à especificidade da integração das TIC na actividade pedagógica, mas também sobre os factores que facilitam ou inibem a utilização das novas tecnologias por parte dos professores. Em articulação estreita com o que nos restantes eixos do Plano Tecnológico da Educação está previsto, mas considerando que a eficácia da formação não é uma questão técnica, dependendo fortemente de variáveis impossíveis de controlar em toda a sua dimensão, como por exemplo a implicação do formando, ou a do próprio formador e o modo como ambos percebem e se envolvem nos processos formativos, a estratégia de formação aqui proposta assenta num conjunto de pressupostos e condições que é necessário assegurar, de forma a viabilizar a aplicação das aprendizagens que ela possibilita e reforcem e desenvolvam os seus efeitos.
- Ensino Artístico Especializado da Música: Para a Definição de um Currículo do Ensino BásicoPublication . Fernandes, Domingos; Ó, Jorge Ramos do; Paz, AnaO presente estudo visa contribuir para uma definição de um currículo do curso básico do ensino especializado da música em Portugal. Se dele se poderá extrair a necessidade de uma mudança, importa-nos sobretudo como seus autores carrear a maior informação possível e lançar sobre ela várias linhas interpretativas, para que as transformações futuras, empreendidas por terceiros, possam ser concebidas com efectivo conhecimento das realidades, dos potenciais que estas transportam e dos bloqueios estruturais que as atingem de há muito em Portugal. Enquanto investigadores comprometidos não deixamos de apresentar análises críticas e recomendações. Com estes objectivos, o presente documento organiza-se começando por fazer o estado da arte relativamente à discussão, à análise e à caracterização das várias soluções de âmbito curricular propostas às autoridades educativas desde meados da década de 90 do século passado até ao presente. Segue-se uma análise das tendências recentes de desenvolvimento do ensino básico, centrando-se sobre os princípios organizativos e curriculares que acabaram por plasmar as suas competências gerais e específicas. A esta discussão acrescenta-se uma reflexão acerca das tendências actuais de desenvolvimento do currículo do ensino básico, tanto regular quanto do especializado da música. Nesse sentido são analisados o projecto de reforma do ensino especializado surgido em 2003 e os planos de estudos actuais. Por fim, re-contextualizar toda esta discussão procurando ver como cada uma das suas variáveis se apresenta no plano internacional, sobretudo nos fora de discussão europeus. Ao longo do documento, e sempre que tal nos for parecendo adequado, faremos observações de pendor crítico, caso a caso, encerrando-se com uma série de recomendações que sistematizam as posições e os comentários que foram sendo tecidos no desenvolvimento deste trabalho O esforço agora empreendido orientou-se fundamentalmente pela ideia de que nos parece central caminhar-se no sentido da construção de um currículo do ensino básico do ensino especializado da música no real e verdadeiro sentido da palavra. O que, obviamente, é substancialmente diferente da elaboração de um qualquer plano de estudos. Neste sentido, este estudo teve como um dos seus objectivos principais contribuir para que se perspective e construa uma visão curricular que possa constituir uma forte referência para as escolas, para os seus professores e para os seus alunos. Para tal é necessário fazer opções que, eventualmente, poderão questionar práticas há muito instituídas. Espera-se que este estudo contribua positivamente para que se tomem as decisões curriculares que melhor se ajustem à efectiva melhoria do ensino especializado da música.
- Uma Avaliação dos Projectos Educativos dos Conservatórios Públicos do Ensino Especializado da MúsicaPublication . Fernandes, Domingos; Ó, Jorge Ramos do; Paz, AnaEste relatório está organizado em quatro partes principais. Esta Introdução, cujo objectivo é dar a conhecer ao leitor os principais contornos do estudo (e.g., enquadramento, propósitos, metodologia), constitui a primeira parte. Na segunda parte, intitulada Principais Aspectos a Destacar, apresenta-se os resultados, as reflexões mais salientes e as recomendações que decorrem do estudo. Na terceira parte, designada Para a Construção de um Referente de Avaliação, apresenta-se e discute-se informação relevante, maioritariamente produzida no âmbito de investigações realizadas no contexto do ensino especializado da Música, destinada a ser utilizada como referente na análise e avaliação dos projectos educativos. Finalmente, na quarta parte, Análise e Avaliação dos Projectos Educativos, desenvolve-se a avaliação dos PE dos conservatórios propriamente dita, apresentando, numa primeira parte a avaliação de pendor mais qualitativo e, numa segunda parte, a avaliação conducente a uma classificação dos PE e, por isso, de natureza mais quantitativa.
- Estudo de avaliação do ensino artísticoPublication . Fernandes, Domingos; Ó, Jorge Ramos do; Ferreira, Mário B.A essência do problema deste estudo de avaliação decorre do facto de ser imprescindível conhecer com rigor as realidades do ensino artístico especializado para que se possam conceber estratégias e medidas de política destinadas a superar as suas eventuais dificuldades e debilidades. Qualquer processo que vise transformar, expandir e/ou melhorar aquela modalidade de ensino deverá apoiar-se em informação credível acerca dos seus processos de funcionamento, dos seus projectos, das ideias dos seus dirigentes e professores, ou dos resultados que é capaz de produzir. Mas também deverá apoiar-se em informações relativas aos processos de funcionamento da própria administração que lhe permitam reflectir e pôr em marcha novas e inovadoras formas de se relacionar com uma modalidade de ensino que, num certo sentido, é pouco e mal conhecida e em torno da qual se foi construindo um conjunto de ideias que urge analisar e compreender com profundidade. Nestas condições, parece óbvio que de algum modo se sentiu que a informação disponível não reunia os elementos relevantes para que qualquer intervenção possa, por exemplo, vir a ter efeitos desejáveis ao nível da integral inserção da educação e do ensino artístico no sistema educativo, da expansão da oferta de certas modalidades de ensino artístico e da qualidade do ensino que é prestado às crianças e aos jovens. Consequentemente, é necessário obter essa informação para que possa ser analisada e interpretada.
