FC - Teses de Doutoramento
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- Social class, pedagogic practice and achievement in science : a study of secondary schools in PortugalPublication . Morais, Ana; Bernstein, Basil, 1924-2000The thesis is concerned to investigate differential patterns of achievement in the sciences in middl e and upper sections of eight Portuguese secondary schools selected according to location (city, country) and social class composition of pupils. The total sample of pupils is 1300. Achievement is measured by the scores obtained over a period of one year in science tests created .and given by the eleven teachers of the classes of the pupils. These tests are obliged by the Government to measure achievement in two ways. Firstly by questions testing the pupil' s understanding of basic definitions and factual knowledge (A competencies) and secondly by questions testing pupil's powers to apply and generalis e scientific knowledge to a range of problems (U competencies). The thesis presents an analysis of the teacher's competence in distinguishing between these two types of competencies and an analysis of the pedagogic classroom competence of the teachers in transmitting the required skills. The results show that the effectiveness of the pedagogic practice of the teachers is related to the social class background of the pupils. Analysis of the pupils' scores (A and U) reveals a strong relation with social class and within social class to the gender of the pupil. These relations are especially strong in the cas e of U competencies. A more delicate analysis was undertaken to examine the inter-relations between teacher's pedagogic practice, location of school, social composition of school's pupils and gender in order to isolate the conditions under which the school exerts a stronger influence upon achievement in science than the influence of the pupil's family background. A model derived from Bernstein's theory of cultural reproduction is used to interpret the results and to explore the possibilities for increasing the effectiveness of pedagogic practice.
- Estudos fisiológicos e microbiológicos da associação da alfarrobeira (Ceratonia siliqua L.) com bactérias de RhizobiaceaePublication . Martins-Loução, Maria Amélia
- Comparison of the effects of two models of instruction on the problem-solving perfomance of preservice elementary school teachers and on their awareness of the problem-solving strategies they employPublication . Fernandes, Domingos, 1953-; Kansky, Robert J.This eight-week study compared the effects of two heuristic models of instruction in mathematical problein solving on preservice elementary school teachers' problem-solving performance, on their awareness of the problem-solving strategies they employ, and on their perceptions about specific problem-solving issues. Sixty-eight subjects were randomly assigned to one of two treatments. Treatment 1 subjects were expose'd to an implicit method of instruction in problem solving which made organized use of specific problem-solving strategies to solve problems but did not overtly identify or reflect upon the selection or application of those strategies. Treatment 2 subjects were exposed to an explicit model of instruction which named, discussed, purposefully applied, and reflected upon the organized use of specific problem-solving strategies to solve problems. Both treatments taught four problem-solving strategies and employed Polya's four-step model of problem solving; each subject solved or saw the solutions to the same'24 experimenter-selected process problems. Four experimenter-developed instruments were used to collect both quandtative and qualitative data. Analysis of covariance, t-test for independent groups, and chi-square tests were performed to test the three hypotheses of the study at the 05 level. No significant differences were found between the two treatment groups on problem-solving performance, on awareness of the use of problem-solving strategies, or on eight of nine observed small-group problem-solving behaviors. Study findings suggest that preservice elementary school teachers can learn to use problem-solving strategies effectively to solve process problems. Both models of instruction significantly improved preservice teachers' problem-solving performance; the explicit model appeared to be more effective in promoting organization of problem solutions and description of problem-solving procedures. Also, only explicit instruction on Polya's four-step model of problem solving resulted in its conscious use. Study results and conclusions yielded recommendations on the use of the focused holistic scoring, on the study design, and on teacher education in mathematical problem solving.
- Autoconceito e disrupção escolar dos jovens : conceptualização, avaliação e diferenciaçãoPublication . Veiga, Feliciano Henriques; Musitu Ochoa, Gonzalo; Dias, Ester Luísa RodriguesA investigação realizada teve como objectivo principal o estudo da relação entre o autoconceito e a disrupção escolar dos jovens estudantes portugueses, atendendo aos efeitos de factores sociodemográficos. Os objectivos do trabalho fizeram sentir a necessidade de adaptação e de elaboração de instrumentos adequados à análise da relação entre o autoconceito e a disrupção escolar nos jovens. Foi criada a Escala de Disrupção Escolar Professada pelos Alunos (EDEP) e a Escala de Disrupção Escolar Inferida pelos Professores (EDEI). Para se proceder à avaliação do autoconceito, foram adoptados dois instrumentos, especificamente o Piers-Harris Children´s self-concept Scale (PHCSCS) e um outro, de natureza mais académica, o Self-concept as a Learner Scale (SCAL). A amostra foi constituída por 915 alunos entre o 7º e o 9º ano de escolaridade, de variadas regiões do país. Os resultados indicaram um autoconceito superior nos alunos com menor disrupção escolar, de nível socioeconómico médio-alto, residentes no Litoral, e do sexo masculino. A disrupção escolar foi menor nos grupos do sexo feminino, do Interior e de nível socioeconómico médio e alto. Embora, numa primeira análise dos resultados, tenha sido encontrada uma diminuição do autoconceito e um aumento da disrupção escolar em função da idade ou do ano de escolaridade, posteriores análises, com o controlo da variável “número de reprovações”, permitiram encontrar a não diferenciação do autoconceito e da disrupção escolar, em função de tais variáveis relativas ao tempo (idade e ano de escolaridade). Foram detectadas correlações, no sentido esperado, do autoconceito e da disrupção escolar com o número de reprovações. O significado dos valores obtidos poderá traduzir um afastamento da perspectiva clássica da adolescência (PCA), sugerindo que, na maioria dos jovens, as especificidades do processo de desenvolvimento psicológico não se reflectem negativamente na generalidade das dimensões do autoconceito ou da disrupção escolar, havendo, no entanto, a possibilidade de algumas destas dimensões da personalidade irem sofrendo a influência de factores adversos (reprovações escolares), o que contribuiria para a formação de um subgrupo de adolescentes com características próprias, estas sim explicáveis pela PCA. Os dados configuram uma nova perspectiva cognitivo-social da adolescência — encarada como uma idade de mudanças equilibradas que requerem apoio familiar e escolar —, em oposição às teorias tradicionais, que conceptualizam a adolescência como um tempo de rebeliões e conflito de gerações. Numa integração da informação obtida, verificou-se, por um lado, que os alunos percepcionados pelos professores como mais disruptivos apresentaram, quando comparados com os menos disruptivos, níveis inferiores de autoconceito e, por outro, que o autoconceito apareceu associado à disrupção professada pelos alunos, ou seja, que os alunos com menor autoconceito se descreveram como mais disruptivos que os alunos com maior autoconceito. A globalidade dos resultados parece abonar a ideia de que os comportamentos disruptivos apresentados pelos alunos no dia-a-dia poderiam ir contribuindo para que se desenvolvessem nos professores percepções negativas acerca desses sujeitos; face a tais percepções, os alunos tenderiam a ver-se a si próprios como menos conceituados, o que os levaria a ser mais disruptivos. Por último, os resultados sugerem a alteração dos contextos que discriminam os alunos pelo grupo de pertença, bem como a realização posteriores estudos, sobretudo longitudinais e de intervenção psico-educacional.
- Práticas pedagógicas diferenciais na família e suas implicações no (in)sucesso em ciências : fontes de continuidade e de descontinuidade entre os códigos da família e da escolaPublication . Neves, Isabel P.; Morais, Ana Maria, 1939-A tese teve como objectivo central a pesquisa de componentes sociológicas do contexto pedagógico familiar que permitissem explicar a relação da classe social, raça e sexo com o aproveitamento diferencial dos alunos. Partindo de resultados evidenciados por trabalhos no âmbito da sociologia da educação que responsabilizam a familia ou a escola pelo (in)sucesso dos alunos socialmente diferenciados, a presente investigação pretende ampliar e aprofundar o significado daqueles resultados através do estudo da influência da interacção dos contextos de socialização primária (familia) e de socialização secundária (escola) no aproveitamento em ciências. O estudo incidiu sobre uma população heterogénea (classe social, raça e sexo) de 80 alunos alunos (e respectivos pais e mães) de uma escola preparatória da periferia de Lisboa que, no decurso do 5º e 6° anos de escolaridade (1988-1989 e 1989-1990), se mantiveram distribuidos, na disciplina de Ciências da Natureza, por três práticas pedagógicas distintas, mas implementadas pela mesma professora. Da teoria de Bernstein, particularmente dos modelos de reprodução cultural e do discurso pedagógico, retirámos os conceitos operativos que possibilitaram a análise dos contextos familiar e escolar dentro de um mesmo quadro conceptual. A um nível mais geral, o conceito de código e, a um nível mais especifico, os conceitos de classificação e de enquadramento, constituíram os instrumentos teóricos que serviram de base à construção de indicadores empíricos necessários às análises relacionais pretendidas. A aplicação da teoria, quer ao nivel das interacções que consubstanciam as relações de poder e de controlo na familia e na escola, quer ao nível das representações simbólicas que definem os contextos, discursos e práticas na família e na escola, envolveu uma especificação dos seus conceitos demasiado abstractos, de forma a torná-los operacionais no âmbito de uma análise subtil da relação família-escola. A construção e aplicação de instrumentos conceptuais de análise, baseados na teoria de Bernstein, constituiu, assim, outro dos objectivos da investigação. A pesquisa integrou, no seu conjunto, várias análises, com metodologias especificas, em que se pretendeu articular dados de natureza quantitativa com outros de carácter qualitativo. O trabalho realizado mostra a importância que deve ser atribuída, na investigação educacional, aos múltiplos factores envolvidos na socialização primária e secundária da criança que podem ser responsáveis pelo aproveitamento deferencial em ciências. Os resultados obtidos dão um contributo na validação da teoria de Bernstein, sugerindo que o posicionamento diferencial adquirido pela criança na família/comunidade e que o seu acesso, na família, a ordens diferentes de significados e a formas distintas de realização desses significados (nos contextos instrucional e regulador), constituem factores que intervêm na relação entre classe social/raça/sexo e o (in)sucesso em ciências. Os resultados apoiam a hipótese que o (in)sucesso escolar pode ser explicado pela (des)continuidade nas relações de poder e de controlo que caracterizam as práticas instrucional e reguladora da família e da escola. De um modo geral, os resultados sugerem que as famílias dos grupos sociais mais baixos tendem a privilegiar práticas pedagógicas reguladas por enquadramentos fortes e que, inicialmente, uma prática pedagógica escolar com estas características tende a ser mais favorável ao aproveitamento, em ciências, das crianças pertencentes a esses grupos. Contudo, ao considerarmos o aproveitamento em ciências ao fim de dois anos de escolaridade, temos razões para crer que prática(s) pedagógica(s) escolar(es) de enquadramentos mais fracos, ainda que colocando inicialmente os alunos mais desfavorecidos em situação de desvantagem (dada a descontinuidade relativamente à prática pedagógica familiar), se revela(m), após um certo período de adaptação dos alunos, mais favorável(eis) para esbater o fosso inicialmente existente entre grupos socialmente distintos.
- Logo na educação matemática : um estudo sobre as concepções e atitudes dos alunosPublication . Matos, J.F.; Ponte, João Pedro da, 1953-Este estudo incide sobre as concepções e atitudes dos alunos de 8º ano em relação à Matemática, no contexto de actividades de projecto e investigação com utilização da linguagem Logo. Tem como duplo objectivo (a) investigar em profundidade as atitudes dos alunos através da compreensão das suas concepções sobre a Matemática, e (b) iluminar a compreensão acerca da eventual contribuição dos computadores na promoção de atitudes positivas dos alunos em relação à Matemática. Neste estudo é assumida a perspectiva de que o aluno é um elemento activo na construção do seu conhecimento e das suas concepções acerca da Matemática. As suas acções são dirigidas por uma interpretação construtiva da realidade do seu meio ambiente, nomeadamente na aprendizagem da Matemática. Esta interpretação influencia - e é influenciada - pelas concepções que os alunos possuem sobre a Matemática. O balanço valorativo destas concepções dá expressão à sua atitude em relação à Matemática. Em face dos objectivos da investigação, foi decidido realizar estudos de caso de quatro alunos, em que o investigador assumiu um papel de observador participante testemunhando presencialmente a maioria das sessões de trabalho dos alunos. Essas sessões, orientadas pela professora de Matemática, foram realizadas no Núcleo do Projecto MINERVA de uma escola da zona de Lisboa, e concretizaram-se com o desenvolvimento de projectos e investigações com base no uso do computador e com utilização da linguagem LOGO. Foi privilegiada a recolha de dados de ordem qualitativa, durante um ano lectivo, através de (a) gravação em vídeo das sessões de trabalho dos alunos, (b) registos e notas feitas presencialmente pelo investigador em relação a acontecimentos relevantes, e (c) gravação em vídeo de entrevistas semi-estruturadas realizadas aos pais, professores e, em três momentos, aos quatro alunos escolhidos para estudos de caso. Este dados foram analisados a partir de um conjunto inicial de categorias definidas pelo investigador em função dos objectivos do estudo. Relativamente às concepções dos alunos, há a salientar como conclusões que: (a) tende a existir um carácter dual na visão que os alunos têm da Matemática: a Matemática prática ou automatizada e a Matemática de elaboração ou raciocínio; (b) apesar de coexistirem, aquelas duas concepções assumem importância relativa que é distinta em cada aluno; (c) estas concepções estão relacionadas com a actividade matemática realizada pelos alunos mas tendem a ser vistas como características da própria Matemática; (d) a concepção da Matemática como um conjunto de regras que se aplicam em situações bem definidas - e formuladas por terceiros - surge ligada à ideia da Matemática como algo que é imposto do exterior; (e) quando entendida como forma de expressão da individualidade, a Matemática é conceptualizada como algo que se elabora e pensa; (f) uma grande fixação nas preocupações de índole escolar, nomeadamente com a avaliação, têm tendência a reforçar uma visão pragmática da Matemática, dificultando a evolução das ideias acerca dos limites e âmbito da actividade matemática; (g) a evolução da visão dos alunos sobre a Matemática, no sentido da integração da concepção prática numa concepção de elaboração ("o pensar"), parece estar ligada a experiências em que o carácter aplicativo da Matemática se orientou para a explicação de situações, quer da realidade (nalguns dos projectos) quer da própria Matemática (nas investigações). No que respeita à aprendizagem da Matemática, (a) a emergência ou o reforço da concepção de que os alunos têm um papel fundamental na sua aprendizagem em Matemática, surge associada à compreensão duma vertente ligada à construção pessoal das ideias matemáticas; (b) o carácter penoso e difícil da aprendizagem é associado a uma dedicação intensa às actividades repetitivas de resolução de exercícios; (c) esta ideia surge relacionada com a noção de que existem dois estados em relação ao saber: zero e um; (d) a concepção acerca da Matemática associada à capacidade de elaboração mental parece levar os alunos a admitir implicitamente que o conhecimento matemático pode ser construído de uma forma progressiva, e que essa construção passa em larga medida pela sua actividade; (e) um dos elementos que parece influenciar a relação dos alunos com a Matemática é a sua interpretação das dificuldades. Acerca do papel do computador, (a) a possibilidade dos alunos realizarem experiências no computador, com grande facilidade e rapidez, permite obter um feedback extremamente rápido para as sua conjecturas, quando eles estão em situação de exploração ou investigação de um problema; (b) este facto encoraja os alunos a realizar um grande número de experiências e proporciona que tomem decisões cada vez mais reflectidas em relação às experiências a realizar; (c) apesar dos alunos que foram estudados revelarem diferentes graus de iniciativa e envolvimento nas actividades de investigação, pode afirmar-se que, em geral, o computador teve um papel catalisador deste tipo de actividades; (d) a relação que os alunos estabeleceram com a programação em Logo - através do desenvolvimento de projectos - parecem constituir um factor mobilizador do seu interesse pela actividade de resolução de problemas; (e) a definição de objectivos próprios parece constituir um elemento importante na a actividade realizada com o computador. As actividades desenvolvidas durante o estudo contribuíram para a emergência ou evolução de algumas das suas concepções sobre a Matemática. Apesar disso, não se pode concluir acerca de alterações notáveis nas suas atitudes. Porém, deve acrescentar-se que, apesar da estabilidade que de certa forma caracteriza as atitudes, todos os alunos tendem a sugerir atitudes favoráveis em relação ao trabalho em Matemática quando encaram situações de sucesso.
- A criatividade, o pensamento crítico e o aproveitamento escolar em alunos de ciênciasPublication . Oliveira, Maurícia Maria Marques Mano de, 1951-; Valente, Maria Odete, 1943-O estudo tem por finalidade investigar a influência da Criatividade é do Pensamento Crítico no Aproveitamento Escolar em alunos de Ciências. A amostra seleccionada foi constituída por 344 alunos do ensino secundário e do ensino superior. Os alunos do ensino secundário frequentavam o 11º ano de escolaridade com a disciplina curricular de Física e Química e o 12° ano com as disciplinas de Física e/ou Química. Os alunos do ensino superior pertenciam aos cursos de Física e de Química da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Aplicaram-se dois instrumentos: o Teste de Criatividade de Torrance e o Teste de Pensamento Crítico de CornelI, para medir respectivamente a Criatividade e o Pensamento Crítico. Considerou-se o Aproveitamento Escolar de um aluno numa disciplina ou num determinado ano lectivo com o a apreciação quantitativa traduzida em termos da aprovação ou reprovação no final do ano e resultante das classificações obtidas na disciplina ou na globalidade das disciplinas. Não existindo qualquer versão destes instrumentos validada para a amostra, a autora efectuou a tradução e a validação dos instrumentos, realizando o estudo das suas características psicométricas. Este trabalho conduziu à criação do manual de cotação do Teste de Criatividade de Torrance para esta amostra. A fim de identificar a natureza e a extensão da relação existente entre o Aproveitamento Escolar e o nível da Criatividade e do Pensamento Crítico, fizeram -se análises de variância e também análises de regressão múltipla, tendo as classificações escolares como variável dependente e o nível de Criatividade ou de Pensamento Crítico como variável independente. Foram também calculadas correlações múltiplas. Verificou-se que os níveis de Pensamento Crítico e de Criatividade de um aluno não influenciam o Aproveitamento Escolar no mesmo sentido e com a mesma importância. Concluiu-se que o Pensamento Crítico é o melhor previsor do Aproveitamento Escolar global, da Formação Vocacional e nas disciplinas de Física e Química, Matemática, Português e ainda da Prova Geral de A cesso. A Criatividade, medida pelas variáveis Originalidade, Fluência e Flexibilidade, parece não ter contribuições significativas tanto lineares com o não lineares para o Aproveitamento Escolar nas disciplinas referidas ou para a classificação na Prova Geral de Acesso. Também se investigou a relação existente entre a Criatividade e o Pensamento Crítico. Os provisores, Originalidade, Fluência e Flexibilidade, em termos do Pensamento Crítico, formam um grupo fraco, mas estatisticamente significativo. Colocam-se algumas das questões surgidas em consequência da constituição da própria amostra, da aplicação dos instrumentos utilizados e dos resultados obtidos. Registam-se as conclusões e ensaiam-se interpretações. Emergem algumas implicações para o currículo e para as práticas docentes, de onde despontam futuras investigações para o Ensino das Ciências.
- Direito Internacional da Educação : nova disciplinaPublication . Monteiro, A. Reis; Best, FrancineA educação é um fenómeno humano essencial: é um segundo nascimento, um renascimento. Depois da segunda guerra mundial, a proclamação do direito do homem á educação e a revalorização da educação como investimento traduziram-se, nomeadamente, nos princípios de democratização do ensino e de educação permanente. A progressiva redescoberta do poder da educação fez dela um recurso para todas as causas. designadamente para a cultura da paz, dos direitos do homem, da democracia e da qualidade da vida humana. Todavia, a educação é, ela própria, um grande problema, senão o maior. Na realidade, a educação continua a ser amplamente co-responsável por uma patologia cujos efeitos pessoais e sociais são devastadores: agressividade intra-familiar, insucesso escolar, desgosto cultural, consumo de drogas, delinquência, violência, morte, etc. Em 1946, a Comissão preparatória do Programa da Unesco acreditava numa espécie de ética do conhecimento de que a educação seria instrumento: Durante os últimos cinquenta anos, os esforços dos psicólogos e dos sociólogos trouxeram à luz uma massa de novos conhecimentos que, bem aplicados, permitiriam aos educadores formar uma nova geração suficientemente equilibrada e sã para não se sentir votada aos mesmos erros da precedente. - uma geração capaz de utilizar os melhores comportamentos e as melhores intenções do homem para dar forma a um modo de vida cuja nobreza ultrapassa tudo quanto vimos ou pudemos conceber até aqui. Além disso, se aplicássemos de um modo sadio esses conhecimentos ao ensino, aprender tornar-se-ia, para as crianças, uma aventura feliz: e se a educação deixasse de ser o que ela é, ainda, com demasiada frequência, uma tarefa monótona e acabrunhante, para se tornar uma experiência libertadora, o progresso da humanidade para um futuro mais feliz estaria singularmente mais assegurado. O grande serviço que a Unesco pode prestar é difundir esses conhecimentos para facilitar a sua aplicação fecunda. (Unesco, 1946 : 45) O tempo e os factos desmentiram esta fé e esta esperança. A difusão das 'ciências da educação', a interdisciplinaridade, o trabalho em grupo, os audiovisuais, as politicas de combate ao insucesso escolar, o computador, as alterações de programas, de métodos, de avaliação, de terminologia e outras reformas, revelaram-se largamente estéreis. A questão continua a ser de conhecimentos bem aplicados, mas a bondade da aplicação é sobredeterminada por um paradigma, isto é, está contida em coordenadas axiológicas, epistemológicas e politicas. Ora o paradigma da educação predominante parece esgotado e torna-se cada vez mais claro que a crise está na própria concepção da educação como direito do homem. (…)
- Teachers as innovators : a case study of implementing the interactive videodisc in a middle school science programPublication . Chagas, Isabel; Abegg, Gerald L.The purpose,of this study was twofold: first, to provide an extensive and detailed description of two middle school science teachers implementing Interactive Videodisc (IVD) in their sixth grade classes, and second, to interpret the data in terms of the role played by IVD as a vehicle for educational change. Using a qualitative case study methodology, the data collection procedures consisted of semi-structured interviews, participant observation, and document analysis. Data were collected in four phases: Phase I provided a characterization of the two teachers before they starte using IVD and the expert teacher who supported their project. Phase II consisted of the training of both teachers on IVD use directed by . the expert. Phase III corresponded to the implementation of IVD. Phase IV occurred after IVD implementation and provided an overview of both teachers' perspectives on their experience. . The characteristics of' the school emerged as an important factor in explaining why the two teachers engaged in such an innovative process. The school's philosophy supported innovation and it was a "computer-experienced" school in which computers are regarded as tools to facilitate the work of both students and faculty Several constraints on the use of IVD were detected: difficulties in integrating the content of the selected IVD program with the content of the unit under study, difficulties in justifying the activity to students in such a way that they approached it seriously, and difficulties in organizing the classroom to accommodate the characteristics of IVD. The IVD worked as an additional strategy to encourage the students' active participation in their own learning and not as a substitute for any other strategy commonly used in science teaching. The students engaged in lively interactions that were not observed in the other activities. Conclusions were organized according to three themes identified during the study: teachers as innovators, peer collaboration, and IVD in the science classroom. Implications were discussed according to the generalizability of the study's results, suggestions for future research, and recommendations for teacher training programs.
- O trabalho de projecto e a relação dos alunos com a matemática : a experiência do projecto mat789Publication . Abrantes, Paulo, 1953-2003; Ponte, João Pedro da, 1953-O principal objectivo do estudo é a análise dos contributos do trabalho de projecto na aprendizagem da Matemática, num ambiente de inovação curricular, focando em especial (i) a aptidão e disposição dos alunos para abordar problemas envolvendo relações da Matemática com a realidade, e (ii) o modo como vêem a Matemática e a aprendizagem desta disciplina e como se relacionam com ela. Procuram-se identificar relações entre (i) e (ii) e, de um modo geral, entre a evolução dos alunos e a natureza das experiências de aprendizagem que lhes são proporcionadas. O estudo refere-se ao currículo experimental que o Projecto MAT789 desenvolveu para a Matemática dos 7º, 8° e 9º anos. O currículo baseou-se numa abordagem que coloca no primeiro plano a actividade intencional dos alunos e que salienta a natureza interactiva, cooperativa e reflexiva da aprendizagem da Matemática. A resolução de problemas, as relações Matemática-realidade, a integração da tecnologia e o trabalho de grupo foram aspectos fundamentais na concretização dessa abordagem. Uma base do estudo são as propostas de reorientação do ensino da Matemática no sentido de o dirigir para todos os alunos numa perspectiva integradora de (i) capacidades de ordem superior e competências básicas, (ii) aspectos cognitivos e não cognitivos, e (iii) tópicos matemáticos e o seu uso em contextos de aplicação. Outros fundamentos teóricos situam-se nos domínios da aprendizagem experiencial e cooperativa, com ênfase nas questões relativas à autonomia e motivação dos alunos. O trabalho segue uma abordagem de investigação qualitativa, baseada em estudos de caso, e concretiza-se em três níveis: o currículo, uma das turmas experimentais e quatro alunos. A observação participante é uma metodologia privilegiada mas usa-se uma grande variedade de fontes de informação incluindo entrevistas, documentos e questionários. A natureza problemática e exploratória das situações de aprendizagem e o carácter intencional e a autenticidade do trabalho dos alunos são aspectos decisivos da experiência do Projecto MAT789, tomados possíveis por uma estrutura curricular flexível e baseada em temas e actividades (e não em objectivos específicos). A natureza das situações, o trabalho de grupo e as produções dos alunos ajudaram a promover mais reflexão, permitiram que processos informais fossem patamares para aprendizagens formais e levaram os alunos a questionar a sua visão, inicialmente pobre, da actividade matemática. O progresso na confiança pessoal em usar a Matemática está ligado a sucessivas oportunidades para ter êxito e a um clima de liberdade e responsabilidade. A cooperação entre os alunos foi crucial para esse ambiente mas o estudo sugere a importância da articulação do trabalho de grupo com a reflexão e a produção individuais. O computador teve um papel significativo, ao contribuir para dar aos alunos confiança e sentido de poder. O trabalho de projecto tomou-se, para muitos, a melhor recordação das actividades escolares, influenciando fortemente a sua relação com a Matemática, e constituindo uma oportunidade privilegiada para fazerem uso das suas aptidões e progredirem em aspectos em que revelavam dificuldades. Por outro lado, o estudo revela casos concretos de relação estreita entre as concepções e aspectos cognitivos e afectivos, sugerindo que a evolução dos alunos pode estar ligada à coerência entre uma dada visão de Matemática e o modo pessoal de trabalhar nesta disciplina. As recomendações emergentes do estudo apontam no sentido de se rever a estrutura tradicional do currículo, investir fortemente na riqueza e variedade das situações de aprendizagem e no ambiente cooperativo na sala de aula, reconceptualizar as práticas de avaliação, e integrar o trabalho de projecto como componente, não única mas insubstituível, da Matemática escolar. Por outro lado, sugerem também a importância do envolvimento efectivo dos professores nos processos de desenvolvimento curricular e em projectos prolongados de investigação.
