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Percursos interrompidos : a interrupção espontânea da gravidez e a experiência emocional numa gravidez posterior

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Resumo(s)

Introdução: A interrupção espontânea da gravidez (IEG) tem consequências psicológicas negativas para a mulher que se mantêm durante um longo período de tempo. É possível que estes efeitos negativos tenham repercussões na vivência psicológica de uma gravidez subsequente a uma IEG. Objetivo: O objetivo é averiguar se as vivências emocionais de mulheres com e sem historial de IEG diferem significativamente. Hipóteses: HG1– A experiência/ausência de IEG dá um contributo significativo para a explicação da variância estatística da ansiedade, da depressão, do stress e da culpa numa gravidez subsequente. HG2– O número de IEG dá um contributo significativo para a explicação da variância estatística da ansiedade, da depressão, do stress e da culpa numa gravidez subsequente. HG3– A experiência/ausência de IEG não dá um contributo significativo para a explicação da variância estatística da vergonha numa gravidez subsequente. HG4– O número de IEG não dá um contributo significativo para a explicação da variância estatística da vergonha numa gravidez subsequente. Instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e Questionário de Sentimentos Pessoais - Escala de Vergonha e Culpa (PFQ-2). Participantes: Mulheres grávidas (N = 47) entre a 1ª e a 13ª semanas de gestação, 30 sem IEG prévias e 17 com historial de IEG. Apenas foram incluídas mulheres com perdas gestacionais prévias ocorridas até às 20 semanas de gestação. As participantes foram entrevistadas para o preenchimento dos instrumentos. Resultados: Foram efetuadas análises de regressão onde a variável independente foi a experiência/ausência de IEG (HG1, HG3) ou o número de IEG (HG2, HG4) enquanto as variáveis dependentes foram a ansiedade, a depressão, o stress, a culpa ou a vergonha. O número de IEG oferece um contributo marginalmente significativo para a explicação da variância da ansiedade e do stress; o mesmo não se passa com a experiência/ausência de IEG. Nenhuma das variáveis independentes contribuiu significativamente para a explicação da variância da depressão e da vergonha. A experiência/ausência de IEG oferece um contributo significativo para a explicação da variância da culpa. No entanto, análises adicionais revelaram que a vergonha aparenta ser uma variável relevante na mediação da culpa e outras reações emocionais negativas numa gravidez subsequente a uma IEG. Conclusão: É necessária a realização de mais investigação sobre a vergonha como consequência de uma IEG, uma vez que esta é uma variável pouco considerada nos estudos sobre este tema.
Introduction: A miscarriage has negative psychological consequences for a woman that can last for a long time. It is possible that these adverse effects may have consequences in the psychological experience of a pregnancy ensuing a miscarriage. Aim: The purpose is to investigate if there are significant differences in the emotional experience of pregnant women with and without history of previous miscarriage. Hypotheses: GH1- Presence/absence of miscarriage gives a significant contribution to explain the statistical variance of anxiety, depression, stress and guilt in a pregnancy ensuing a miscarriage. GH2- Number of miscarriages gives a significant contribution to explain the statistical variance of anxiety, depression, stress and guilt in a pregnancy ensuing a miscarriage. GH3- Presence/absence of miscarriage doesn’t give a significant contribution to explain the statistical variance of shame in a pregnancy ensuing a miscarriage. GH4- Number of miscarriages doesn’t give a significant contribution to explain the statistical variance of shame in a pregnancy ensuing a miscarriage. Instruments: Sociodemographic and Clinical Questionnaire, Depression, Anxiety and Stress Scale (EADS-21) and Personal Feelings Questionnaire (PFQ-2). Sample: Pregnant women (N = 47) between the 1st and the 13th weeks of pregnancy. Of these, 30 had no history of previous miscarriage and 17 had previous miscarriages. Only women with previous miscarriages occurring until de 20th week of pregnancy were included. Participants were interviewed to complete the instruments. Results: Linear regressions were made with the presence/absence of miscarriage (GH1, GH3) or the number of miscarriages (GH2, GH4) as independent variables and anxiety, depression, stress, guilt or shame as dependent variables. The number of miscarriages offers a significant contribution to the explanation of variance of anxiety and of stress; the same does not happens with the presence/absence of miscarriage. None of the independent variables gave a significant contribution to the explanation of the variance of depression and shame. The presence/absence of miscarriage offers a significant contribution to the explanation of variance of guilt. However, additional analysis revealed that shame appears to be relevant in the mediation of guilt and other negative emotions in a pregnancy ensuing a miscarriage. Conclusion: It is necessary further investigation about shame as a consequence of a miscarriage, once this one is a variable with little relevance in the studies about the topic.

Descrição

Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2017

Palavras-chave

Aborto espontâneo Ansiedade Depressão Stress Culpa Vergonha Maternidade Teses de mestrado - 2017

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