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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação explora o modo como o bairro de Alphaville, em São Paulo, reflete e perpetua a segregação urbana e a perpetuação das estruturas de poder. Com base nas teorias de Henri Lefebvre e Pierre Bourdieu, a dissertação investiga como o espaço construído reflete e reforça desigualdades sociais. Lefebvre permite olhar Alphaville como uma construção social e um produto da dinâmica de poder, enquanto Bourdieu, em particular, através do conceito de habitus, permite uma análise da reprodução das práticas sociais e das hierarquias no ambiente urbano. A análise do percurso histórico detalha a evolução de Alphaville desde a ocupação colonial, passando pela ditadura militar, até ao desenvolvimento dos condomínios fechados contemporâneos. Destaca-se o papel dos muros como ferramentas simbólicas de domínio e controle social. A pesquisa conclui que o planejamento urbano de Alphaville não constrói apenas um espaço material, mas também um mecanismo de perpetuação de exclusividade e poder, refletindo um ciclo de segregação social que se repete e se renova ao longo do tempo. A dissertação pretende contribuir para o entendimento crítico de como o planejamento urbano de Alphaville molda e é moldado por práticas sociais que favorecem a elite.
Descrição
Dissertação de Mestrado, Arquitetura, 2024, Universidade de Lisboa, Faculdade de Arquitetura
Palavras-chave
Urban segregation Power structures Habitus Gated communities Urban planning Segregação urbana Estruturas de poder Habitus Condomínios fechados Planejamento urbano
