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O impacto das redes sociais nas viagens solo femininas

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Nos últimos anos, a tecnologia e as redes sociais tornaram-se centrais no planeamento de viagens, permitindo o acesso a conteúdos visuais, relatos pessoais e redes de apoio que facilitam a tomada de decisão. Este fenómeno é particularmente relevante para mulheres que viajam sozinhas, cujo número tem crescido significativamente, impulsionado pela autonomia e pelo empoderamento feminino. Apesar da importância das redes sociais neste contexto, poucos estudos analisam a relação entre plataformas digitais e os desafios de género enfrentados por estas viajantes. A presente dissertação tem como objetivo investigar de que forma as redes sociais influenciam o turismo solo feminino, explorando como as questões de género permeiam as interações e narrativas online. Adotou-se uma abordagem metodológica mista, combinando análise quantitativa e qualitativa. Foram aplicados questionários, com 106 respostas válidas, para mapear padrões de utilização e perceção das redes sociais, complementados por 11 entrevistas semiestruturadas, que permitiram aprofundar experiências pessoais, práticas de autoproteção e perceções sobre empoderamento. Os resultados indicam que as mulheres que viajam sozinhas utilizam as redes sociais de forma consciente, seletiva e estratégica, integrando inspiração, planeamento e fortalecimento da identidade pessoal. As plataformas digitais funcionam como fontes de informação, redes de apoio e espaços de referência para modelos de viagem, ao mesmo tempo que proporcionam segurança e senso de comunidade. A investigação evidencia que o turismo solo feminino não é apenas uma experiência de lazer, mas uma prática social e cultural marcada por autonomia, gestão de riscos e construção de identidade. Estes resultados contribuem para a literatura sobre turismo digital, viagens solo femininas e comportamento do consumidor, destacando a necessidade de abordagens de género em estudos sobre turismo e tecnologia, e apontando oportunidades para o setor turístico atender de forma mais eficaz e segura as viajantes solo.
In recent years, technology and social media have become central to travel planning, providing access to visual content, personal accounts, and support networks that facilitate decision-making. This phenomenon is particularly relevant for women who travel alone, whose numbers have grown significantly, driven by autonomy and female empowerment. Despite the importance of social media in this context, few studies have examined the relationship between digital platforms and the gender-related challenges faced by these travelers. This dissertation aims to investigate how social media influences solo female travel, exploring how gender issues permeate online interactions and narratives. A mixed-methods approach was adopted, combining quantitative and qualitative analysis. Questionnaires, with 106 valid responses, were applied to map patterns of social media use and perception, complemented by 11 semi-structured interviews, which provided deeper insights into personal experiences, self-protection practices, and perceptions of empowerment. The results indicate that women who travel alone use social media consciously, selectively, and strategically, integrating inspiration, planning, and personal identity reinforcement. Digital platforms function as sources of information, support networks, and reference spaces for travel models, while simultaneously providing safety and a sense of community. The research shows that solo female travel is not only a leisure experience but also a social and cultural practice characterized by autonomy, risk management, and identity construction. These findings contribute to the literature on digital tourism, solo female travel, and consumer behavior, highlighting the need for gender-sensitive approaches in studies on tourism and technology, and pointing to opportunities for the tourism sector to serve solo female travelers more effectively and safely.estratégica, integrando inspiração, planeamento e fortalecimento da identidade pessoal. As plataformas digitais funcionam como fontes de informação, redes de apoio e espaços de referência para modelos de viagem, ao mesmo tempo que proporcionam segurança e senso de comunidade. A investigação evidencia que o turismo solo feminino não é apenas uma experiência de lazer, mas uma prática social e cultural marcada por autonomia, gestão de riscos e construção de identidade. Estes resultados contribuem para a literatura sobre turismo digital, viagens solo femininas e comportamento do consumidor, destacando a necessidade de abordagens de género em estudos sobre turismo e tecnologia, e apontando oportunidades para o setor turístico atender de forma mais eficaz e segura as viajantes solo.

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Woman Tourism Solo Female Travel Social Media Gender Mulher Turismo Viagem solo feminina Rede Social Género

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