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- Morfologia urbana e emoções : uma análise correlativa e comparativa para os períodos anterior, durante e pós COVID-19Publication . Alexandra Rodrigues Santos,Sara; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Sousa,Paulo Alexandre MorgadoEste estudo analisa a relação entre emoções e variáveis urbanas, a partir de uma abordagem multidisciplinar baseada em Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Para o efeito, foram utilizadas variáveis espaciais como o uso do solo, pontos de interesse, caminhabilidade, índice de vegetação (NDVI), ruído, edifícios em estado de degradação, altura dos edifícios, vulnerabilidade ao calor e temperatura, complementadas por dados emocionais extraídos do Twitter e por 61 inquéritos aplicados a cidadãos. A nível metodológico, recorreu-se a uma análise de correlação de Spearman, à realização de uma análise de regressão linear (OLS), a análises bivariadas e à realização de mapas de calor através de uma Kernel Density Estimation para identificar padrões estatísticos e espaciais entre variáveis urbanas e emoções. Os resultados revelaram a existência de correlações estatisticamente fracas, mas consistentes, sugerindo que fatores como a cobertura vegetal, o conforto térmico e a qualidade do edificado têm impacto na perceção emocional. A análise espacial evidenciou ainda que a expressão emocional se concentra em áreas de centralidade urbana, sociabilidade e lazer. Os inquéritos reforçaram estes resultados, destacando a relevância dos espaços verdes para o sentimento de segurança e o impacto do ruído no bem-estar emocional. Apesar das limitações do estudo, nomeadamente a impossibilidade de integrar métricas de Space Syntax e a reduzida dimensão amostral, os resultados sublinham a importância de considerar a relação entre cidade, ambiente e emoções no planeamento urbano contemporâneo.
- Um olhar crítico sobre os transportes : O trabalho de campo na aprendizagem dos transportes em Geografia no 11ºanoPublication . Marques Gandum,Gonçalo; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Costa,Nuno Manuel Sessarego Marques da; Martins,Ana Isabel Matias LouroEste trabalho centra-se na implementação de modelos colaborativos de avaliação no ensino da Geografia, com foco nos conteúdos relacionados com o tema dos transportes no 11.º ano de escolaridade. Inserido num contexto de inovação pedagógica, o estudo visa repensar a avaliação e as metodologias de ensino, promovendo a centralidade do aluno e o desenvolvimento de competências essenciais, conforme o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória. Face ao desgaste do ensino tradicional, assinalado pelo afastamento entre a escola e o mundo real, adotaram-se práticas mais envolventes, participativas e contextualizadas, procurando formar cidadãos críticos, autónomos e reflexivos. Este estudo baseia-se na Carta da Educação Geográfica e em diretrizes nacionais e europeias, que valorizam as infraestruturas de transporte como elementos chave para a coesão territorial e o desenvolvimento económico, sublinhando a integração de Portugal nas redes transeuropeias. Foram analisadas as redes rodoviárias, ferroviárias, aéreas e portuárias, recorrendo a dados estatísticos e institucionais para avaliar o impacto dos investimentos na redução das desigualdades regionais, no crescimento económico e na modernização da logística. A abordagem pedagógica privilegiou metodologias ativas, nomeadamente ludificação, trabalho colaborativo, trabalho de campo autónomo e o uso de ferramentas digitais como Google Maps e Kahoot, incentivando a participação, criatividade e responsabilidade dos estudantes. O professor assumiu um papel de facilitador e mediador, estimulando a aprendizagem autónoma. Destaca-se a realização do trabalho de campo em Geografia, concebido para ser realizado autonomamente pelos alunos, presencialmente no quotidiano e em formato virtual, ultrapassando limitações logísticas e económicas, assegurando a participação de todos e fortalecendo a ligação crítica e prática ao território e às redes de transporte. Ao longo do percurso, registou-se uma melhoria significativa na motivação, participação e desenvolvimento de competências transversais como a análise crítica, autonomia, argumentação e colaboração, valorizando a integração dos saberes e a experiência local dos alunos.
- O estudo do Meio Natural : uma experiência de aprendizagem cooperativa em Geografia no 7.º ano de escolaridadePublication . Reis Bizarro,Sofia; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Esteves,Maria Helena Mariano de Brito FidalgoA prática de ensino supervisionada assume-se como uma etapa fundamental na formação inicial de professores permitindo a consolidação de competências estruturantes para o seu futuro profissional, tornando-os mais conscientes das exigências do ensino e do seu papel no contexto educativo. Este relatório apresenta uma reflexão sobre a experiência pedagógica obtida na Escola Secundária de Pinhal Novo no acompanhamento de uma turma de 7.º ano de escolaridade, centrando-se no estudo do ‘Meio natural: clima e formações vegetais’. A atualidade e complexidade deste eixo temático requer a adoção de práticas educativas ajustadas à realidade dos alunos, que os conduzam à compreensão crítica da relação entre a sociedade e a natureza no equilíbrio sistémico do planeta, preparando-os com um conjunto de conhecimentos, atitudes e valores fundamentais para responder aos crescentes desafios globais. Tendo em conta estes pressupostos, a conceção das atividades letivas estruturou-se em torno do trabalho cooperativo como dinâmica central de interligação entre as diversas componentes do currículo, privilegiando diversas metodologias ativas de ensino, como o jigsaw, investigação em grupo e a realização de uma campanha de sensibilização. Ao longo deste processo os alunos foram desafiados a analisar, questionar e investigar problemas socioambientais, delineando soluções e quadros de aplicação prática do conhecimento geográfico, tendo em vista a promoção de aprendizagens significativas. Os resultados alcançados evidenciam que a articulação entre os conteúdos curriculares com as dimensões da cidadania e educação ambiental, criam condições para que os sujeitos educativos façam uma leitura mais responsável da sua realidade, demonstrando interesse em participar ativamente na sua transformação. A par das competências transversais estabelecidas através do trabalho cooperativo, esta abordagem estimulou estes jovens a envolver a comunidade escolar na adoção de práticas ecológicas que reforçam a importância da educação geográfica no exercício de uma cidadania global e comprometida com o desenvolvimento sustentável.
- As Pescas em Portugal : oportunidades, debilidades e sustentabilidade. Uma abordagem didática em Geografia, 10ºanoPublication . Alberto David Leão da Silva,João; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Nunes,Sérgio Claudino LoureiroEste relatório, elaborado no âmbito da unidade curricular de Iniciação à Prática Profissional III, do 2.º ano do Mestrado em Ensino de Geografia, apresenta os resultados da prática de ensino supervisionada na Escola Secundária com 3.º Ciclo de Amora. Foi implementada uma sequência didática numa turma de 10.º ano de Geografia A, no âmbito do tema 'Recursos naturais de que a população dispõe: usos, limites e potencialidades', com especial enfoque nos 'Recursos Marítimos'. Procurou-se promover a aprendizagem, pelos alunos, da Política Comum das Pescas, o seu impacto no setor em Portugal e a relevância estratégica da economia do mar como motor da economia nacional, através de atividades didáticas mobilizadoras. As estratégias de ensino foram diversificadas, baseadas na mobilização dos conhecimentos prévios dos jovens, promovendo a construção ativa do saber, a comunicação e o trabalho colaborativo. Aplicaram-se fichas de trabalho, guiões de exploração e ferramentas digitais, verificando-se uma evolução positiva no empenho e desempenho dos alunos. Os resultados da sequência letiva revelaram que estes não só consolidaram a aprendizagem de conceitos fundamentais de Geografia como desenvolveram competências de análise crítica, comunicação e cooperação. De forma transversal, a turma valorizou a ligação entre os conteúdos escolares e os desafios reais do setor das pescas em Portugal, reconhecendo a pertinência do tema para compreender melhor os problemas da sustentabilidade do setor. Mas também existiram limitações na implementação da sequência letiva. A heterogeneidade da turma constituiu igualmente um desafio, exigindo do professor uma mediação constante entre alunos com maiores ou menores dificuldades de aprendizagem. Tal reforça a importância de o professor refletir continuamente sobre a sua prática e adaptar estratégias às condições da escola e da turma, numa perspetiva de melhoria contínua.
- Cidades e diversidade cultural : uma experiência didática na disciplina de Geografia A do 11.º ano de escolaridade.Publication . Filipe de Almeida Casadinho Macedo,André; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Esteves,Maria Helena Mariano de Brito Fidalgo; Vale,Margarida Maria de Araújo Abreu Vilar de Queirós doInserido no Mestrado em Ensino da Geografia no 3.º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, o presente relatório visa explanar o trabalho desenvolvido com os estudantes, do 11.º I, da Escola Secundária Jorge Peixinho, sobre assuntos da disciplina de Geografia A, integrados no subtema “Áreas Urbanas: dinâmicas internas”, como os problemas urbanos e as medidas de melhoria da qualidade de vida urbana, e da área curricular não disciplinar de Cidadania e Desenvolvimento, relativamente aos temas da “interculturalidade” e dos “direitos humanos”. Assim, através de uma abordagem prática e crítica, pretendeu-se que os estudantes investigassem e debatessem questões reais, numa escala local, com particular enfoque no concelho do Montijo. A implementação de metodologias ativas constituiu um dos pilares deste projeto, permitindo, aos estudantes, o desenvolvimento de competências para a análise de dados geográficos. Uma das principais atividades prendeu-se com a construção de questionários, que permitiram aos estudantes recolher dados sobre o território, desenvolver capacidades de análise e apresentar esses dados de forma gráfica, respeitando as normas da cartografia. O trabalho de campo e as palestras promoveram a capacidade crítica dos estudantes, incentivando-os a recolher informação, refletir sobre os problemas e desafios urbanos e aprofundar conhecimentos na área da Geografia. O projeto focou-se, também, no trabalho colaborativo, estimulando a comunicação entre os estudantes, a resolução de problemas e o desenvolvimento de competências interpessoais. A partilha de ideias e o trabalho conjunto reforçaram o processo de aprendizagem, proporcionando uma experiência mais enriquecedora. Com esta abordagem, o professor deixou de ser um mero transmissor de conhecimento, para se tornar num orientador. Nesta sequência, os estudantes investigaram a sua cidade, refletindo sobre problemas urbanos e diversidade cultural. A recolha de informações através de inquéritos e trabalho de campo levou a uma reflexão colaborativa que culminou na criação de uma curta-metragem em pequenos grupos.
- As condições do ambiente térmico no interior de habitações precárias durante o inverno : o caso do Bairro Cova da Moura (Amadora)Publication . Silvestre da Conceição,Catarina; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Fragoso,Marcelo Henrique Carapito Martinho; Viljoen de Vasconcelos, JoãoApesar do inverno ameno Portugal é dos países da Europa onde a população tem mais dificuldade em manter a habitação aquecida, evidenciando a vulnerabilidade dos portugueses às baixas temperaturas interiores, situação agravada em habitações com fraca qualidade construtiva como no caso de habitações precárias. A exposição a temperaturas internas abaixo do limiar de conforto recomendável (18ºC) acarreta consequências para a saúde e bem-estar dos residentes. Este estudo pretende analisar o comportamento da temperatura no interior de habitações no emblemático bairro da Cova da Moura durante o inverno, bem como a perceção dos residentes acerca do conforto proporcionado pelas mesmas. No estudo participaram voluntariamente residentes de seis habitações, na sua realização foram utilizados dois métodos: um quantitativo, através da medição das temperaturas interiores e exteriores, com a colocação de dataloggers nas divisões do quarto e sala; e outro, qualitativo, com a realização de entrevistas narrativas. Os resultados apontam para uma perceção de frio por parte dos residentes, não sendo exagero afirmar que sentem frio nas suas casas; as divisões encontram-se, frequentemente, abaixo dos valores de conforto recomendáveis, mesmo nas habitações com valores de temperatura mais elevados, o que demonstra a exposição ao frio interior a que se encontram sujeitos os residentes. Os resultados são corroborados pelas entrevistas, onde é referido o desconforto sentido durante o inverno nas habitações. Ademais, os comportamentos adaptativos recaem habitualmente no aquecimento individual, devido à falta de recursos financeiros, verificando-se o uso moderado de equipamentos de aquecimento, sendo notório por parte de alguns residentes uma atitude de conformismo em relação ao frio. É de destacar a realização de intervenções (ex: substituição das janelas), que revelaram efeitos positivos na perceção do conforto sentido pelos residentes na sua habitação. Os resultados deste estudo poderão ser uma mais-valia para a criação de soluções a fim de mitigar o desconforto térmico invernal.
- Importância da proximidade para o “Envelhecimento no Lugar" : os casos de Benfica e Parque das NaçõesPublication . Isabel Oliveira Cortes,Dalila; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Costa,Eduarda Pires Valente da Silva Marques daLisboa é uma das cidades portuguesas mais afetadas pelo envelhecimento populacional, onde a permanência dos idosos nas comunidades constitui simultaneamente um desafio e uma oportunidade para reforçar a autonomia, o bem-estar e a inclusão social. Em 2021, 23,4% da população residente tinha 65 ou mais anos (INE, 2021). O conceito de envelhecimento no lugar assume relevância ao valorizar a permanência nos contextos de vida e assegurar participação social (Pani-Harreman et al., 2021; WHO, 2023). Neste debate, o modelo da Cidade dos 15 Minutos surge como proposta pertinente, ao defender a proximidade entre habitação, serviços e espaços de sociabilidade (Moreno, 2024). Esta dissertação integra-se no projeto AccessCity4All – Adapting the 15-Minute City concept to support active mobility in neighbourhoods with different levels of accessibility (HORIZON-CL5-2021-D2-01-16/FCT: DUT/0007/2022) e procura compreender em que medida a proximidade a serviços quotidianos favorece o envelhecimento no lugar, testando a hipótese de que a proximidade territorial não assegura condições de mobilidade efetiva nem de participação social ativa. A investigação adotou metodologia mista, combinando análise estatística, cartografia de acessibilidade e entrevistas walk-along, complementadas por inquéritos a residentes idosos. O estudo incidiu em duas freguesias contrastantes. Em Benfica, bairro histórico, destacam-se as redes comunitárias densas. No Parque das Nações, apesar de habitações modernas e percursos pedonais qualificados, as relações de vizinhança são frágeis. Os resultados mostram que a proximidade espacial não garante acessibilidade. Lisboa constitui, ainda assim, um cenário privilegiado, dado que muitas necessidades quotidianas podem ser satisfeitas num raio de quinze minutos a pé. Políticas municipais, como a Estratégia para o Envelhecimento Ativo e Saudável (CML, 2020a) e o Plano de Ação Lisboa, Cidade Amiga das Pessoas Idosas (CML, 2023b), evidenciam o empenho em promover mobilidade inclusiva e serviços acessíveis. O estudo sublinha que a participação social é determinante para reduzir o isolamento e promover o envelhecimento no lugar.
- O estudo dos contrastes mundiais na Geografia do 12º ano de escolaridade : contributos para a educação para a cidadaniaPublication . Filipa Marques António,Inês; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Esteves,Maria Helena Mariano de Brito FidalgoO presente relatório apresenta a Prática Profissional, no âmbito do Mestrado em Ensino da Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. As aulas supervisionadas descritas no relatório foram desenvolvidas no âmbito da disciplina de Geografia C no 12º ano de escolaridade, do curso de Ciências Socioeconómicas, do Colégio Atlântico, localizado na União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires. Durante a Prática de Ensino Supervisionado foi lecionado o tema 4 do Mundo dos Contrastes, com a supervisão do professor Joaquim Vítor. A Geografia lecionada procurou contribuir para aprofundar diferentes conceitos, com foco nas questões mundiais, nas desigualdades no desenvolvimento e no desenvolvimento sustentável, com a intenção de sensibilizar os alunos a participarem ativamente, tornando-se cidadãos responsáveis. Foram mobilizadas diversas estratégias e recursos importantes para conseguir os resultados desejados. Foram implementados trabalhos de grupo, simulações, debates e discussões, exploração de documentos, utilização de recursos multimédia e icebreakers (quebra-gelos). A avaliação formativa resultou da participação dos alunos, da auto e heteroavaliação, e do feedback da professora. A avaliação sumativa foi realizada através de um trabalho de grupo sobre as cidades sustentáveis e da realização do teste de avaliação como forma de consolidação do que aprenderam ao longo das aulas. As atividades realizadas permitiram que os alunos desenvolvessem uma maior consciencialização e responsabilidade como cidadãos, com conhecimento e autonomia para compreender e tentar resolver alguns os problemas. Isto aconteceu em diferentes momentos, como quando participaram em debates sobre as desigualdades mundiais, no momento que simularam uma carta aberta ao Presidente da República sobre possíveis medidas de apoio à natalidade, ou ainda quando trabalharam sobre as cidades sustentáveis, debruçando-se sobre os problemas e possíveis soluções do concelho do colégio
- Otimização da Cobertura da Rede de Transporte Rodoviário da Carris MetropolitanaPublication . Mendes Dias,Margarida; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Costa,Nuno Manuel Sessarego Marques daO presente relatório de estágio tem como objetivo central analisar as lacunas na cobertura da rede de transporte rodoviário da Carris Metropolitana, identificando zonas com reduzida acessibilidade e propondo medidas para a sua superação. A análise incide sobre a Área Metropolitana de Lisboa, um território marcado por fortes assimetrias demográficas, onde coexistem áreas densamente urbanizadas com áreas de urbanização dispersa. Através da integração de dados demográficos, localização de equipamentos de interesse público e horários de circulação dos autocarros, foi possível identificar zonas do território onde a oferta de transporte apresenta desajustes face às necessidades da população, revelando oportunidades claras de otimização da rede. No âmbito da caracterização da oferta atual, a metodologia baseou-se na análise integrada de dados operacionais em formato GTFS, dados demográficos e localização de equipamentos urbanos estruturantes, como unidades de saúde, centros de emprego, escolas e centros comerciais. Avaliou-se a cobertura territorial da rede, a partir da presença de paragens em zonas residenciais e a proximidade a funções essenciais no quotidiano da população. Foi também analisado o número de passagens previstas por paragem em diferentes períodos do dia, considerando a média diária de circulações por tipo de dia e período do ano. Esta avaliação permitiu identificar situações em que, apesar da existência formal de serviço, se registam blocos horários sem qualquer circulação prevista. O eixo central da análise correspondeu ao cálculo da taxa média de pressão por paragem, definida como a razão entre o número de validações e o número de lugares disponíveis por circulação. Este indicador permitiu aferir o grau de saturação da rede e identificar as situações mais críticas em termos de desequilíbrio entre a oferta e a procura. Foi com base nesta análise que se formularam propostas de reforço de serviço e ajustamento de horários, orientadas para uma mobilidade mais equitativa e territorialmente eficiente.
- O papel do associativismo juvenil na integração dos estudantes internacionais em Lisboa : estratégias, contributos e desafiosPublication . Filipe Marques Ferreira,Miguel; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Malheiros,Jorge da Silva MacaístaA internacionalização do ensino superior português, associada à sua crescente financeirização, tem impulsionado a participação das instituições em programas de mobilidade de crédito, como o Erasmus+, e atraído estudantes internacionais em mobilidade de grau, sobretudo oriundos da União Europeia (UE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Contudo, a integração destes estudantes, em particular dos que realizam ciclos completos de estudos (licenciatura, mestrado ou doutoramento), não tem sido uma prioridade das instituições, levando associações juvenis e estudantis a desenvolver iniciativas, projetos, eventos e ações de advocacy. Esta investigação analisou as estratégias tidas e os desafios enfrentados por associações juvenis na integração de estudantes internacionais em mobilidade de grau em Lisboa. Para tal, recorreu-se à revisão da bibliografia sobre internacionalização do ensino superior, estudante internacional, integração e associativismo juvenil em Portugal, complementada com alguns dados quantitativos de fontes secundárias. A metodologia adotada foi maioritariamente qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas a estudantes internacionais da UE, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Brasil, permitindo comparar dificuldades de integração e interações com associações numa lógica Norte–Sul Global. Seguiram-se entrevistas a cinco associações, de modo a compreender os seus modi operandi e constrangimentos, culminando na elaboração de um Guia Orientador para associações juvenis. Os principais obstáculos enfrentados pelos estudantes são a barreira linguística, dificuldades de alojamento e custo de vida, acrescidos de questões como background académico, saudades de casa e entraves burocráticos, especialmente no caso dos oriundos do Sul Global. As associações procuram responder através de atividades de integração e advocacy junto de instituições de ensino e entidades estatais, mas deparam-se com limitações estruturais, como falta de recursos humanos, infraestruturas, financiamento e reconhecimento institucional.
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