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  • Inundações fluviais nas bacias hidrográficas da região Oeste : análise de suscetibilidade e avaliação de fatores condicionantes
    Publication . Filipe Bento Barradas,Rui; Reis,Eusébio Joaquim Marques dos; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    As inundações fluviais (ou cheias) são um fenómeno perigoso, as quais, na maioria das bacias hidrográficas portuguesas, ocorrem frequentemente de forma repentina e inesperada, provocando impactos severos na vida das populações. Com vista à avaliação da incidência do fenómeno no território, em particular num conjunto de onze bacias hidrográficas localizadas na região Oeste, na presente dissertação procedeu-se a uma análise extensiva das condições que potenciam a ocorrência de inundações fluviais, tendo, para tal, sido considerados diversos fatores condicionantes do fenómeno. Assim, com recurso a Sistemas de Informação Geográfica, procedeu-se à análise das características biofísicas das bacias hidrográficas do Oeste, nomeadamente a geometria, a rede de drenagem, o relevo e as três componentes da permeabilidade (solo, geologia e ocupação do solo). Adicionalmente, foram também calculados os tempos de concentração das onze bacias hidrográficas em análise. Por fim, foi realizada uma avaliação da suscetibilidade à ocorrência de cheias na região, procurando-se igualmente avaliar os impactos da evolução da ocupação do solo ao nível da suscetibilidade. Para esse efeito, foram desenvolvidos, para toda a região em estudo, dois modelos de avaliação de suscetibilidade, representativos das condições de permeabilidade em 1995 e em 2018. Adicionalmente, foi calculado um conjunto de índices de suscetibilidade relativa que possibilitaram a avaliação, comparação e hierarquização da propensão à ocorrência de cheias, por parte das diferentes bacias hidrográficas. Com base nesses índices, foram ainda estabelecidas correlações com um conjunto de indicadores representativos das características biofísicas das bacias em estudo, com vista à identificação dos principais fatores explicativos da suscetibilidade evidenciada. O trabalho desenvolvido permitiu estabelecer uma hierarquia regional de suscetibilidade e evidenciar relações consistentes entre a suscetibilidade observada e determinados parâmetros morfométricos, contribuindo para uma compreensão integrada dos fatores que condicionam a ocorrência de cheias rápidas na região do Oeste.
  • New forms of urban governance in motion and mutation : the case of business improvement districts
    Publication . Silva,Diogo António Gaspar e; Cachinho,Herculano Alberto Pinto; Ward,Kevin George; Institute of Geography and Spatial Planning
    Nas últimas décadas, os centros de um número crescente de cidades têm-se tornado epicentros de crises sucessivas e interligadas. Choques como a desindustrialização, a descentralização do capital retalhista, recomposições étnico-sociais e demográficas, os efeitos prolongados da crise económico-financeira global, a digitalização do consumo e dos serviços, catalisada pela pandemia da COVID-19, e, mais recentemente, a crise inflacionária, convergem para reconfigurar o papel dos centros urbanos na nova ortodoxia da governança interurbana. Apesar das suas manifestações variarem no tempo e no espaço, cresce o entendimento de que tais crises constituem uma condição global e persistente da contemporaneidade urbana, com ressonâncias no declínio da vitalidade e viabilidade das áreas centrais. Neste contexto, a urgência em revitalizar as economias urbanas tornou-se central nas arenas mediáticas e políticas. Os decisores políticos enfrentam crescente pressão para formular respostas eficazes à sucessão de crises e aos seus efeitos acumulados. Esta pressão tem impulsionado, em múltiplas arenas e escalas, a consolidação de processos e práticas de construção de políticas públicas de natureza reativa e célere, e orientação extrospetiva. Estas assentam na comparação e referenciação contínuas de “boas práticas” – isto é, políticas que evidenciaram resultados positivos noutros contextos e são discursivamente construídas como fontes de legitimidade, prestígio e replicação. A este repertório juntam-se práticas de experimentação: contextos de crise afiguram-se oportunidades para testar formas inovadoras de ação política e de governança noutras geografias e temporalidades, frequentemente à margem dos quadros institucionais estabelecidos. Os Business Improvement Districts (BIDs) ilustram essa mobilidade transnacional de “boas práticas” adotadas por várias cidades como política de desenvolvimento económico. Representam, também, formas de governança urbana que reconfiguram as relações entre setor empresarial, poder público e gestão da cidade. Embora variem consoante o contexto, os BIDs são parcerias público-privadas em que comerciantes, prestadores de serviços e/ou proprietários de uma área, com os governos locais, votam a criação de uma contribuição obrigatória para financiar serviços públicos complementares, visando melhorar a experiência de consumo e a competitividade da área. Neste enquadramento, não surpreende que os BIDs, cujas geografias remontam às cidades norte-americanas dos anos 1970, tenham emergido em contextos com orientações político-económicas mais empreendedoras e liberais. Mais notável tem sido a sua recontextualização em cidades com arranjos institucionais distintos, suscitando questões sobre adaptação, mutação e tradução destas políticas públicas móveis.
  • A música como ferramenta de interação cultural numa atividade de turismo criativo
    Publication . Sofia Geraldes Sampaio,Andreia; Bakas,Fiona Eva; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    Esta investigação propõe a discussão sobre o aumento do turismo cultural, e do surgimento do turismo criativo que começa a ser visto como uma possível solução para dar resposta à massificação do turismo cultural. Neste contexto o meu trabalho final de mestrado, será o desenvolvimento de um projeto que tem como objetivo propor uma atividade de turismo criativo, com base na aprendizagem das ideias básicas do DJ’ing. A justificação para este modelo assenta na sua capacidade de se alinhar com as tendências emergentes do setor turístico, que se traduzem na busca por experiências autênticas e de aprendizagem por parte dos viajantes contemporâneos, e de gerar benefícios multifacetados e sustentáveis para as comunidades, em contraste direto com as problemáticas associadas à massificação turística. A ideia é proporcionar ao turista a oportunidade de participar na cena musical num encontro com as comunidades locais através de uma experiência de passagem de som numa mesa de mistura. Se, por um lado, a procura de experiências únicas e transformadoras tem vindo a aumentar entre turistas e viajantes, por outro, a busca pela arte do DJ’ing tem vindo igualmente a crescer. Para esta investigação, combinei duas técnicas de recolha de dados, como entrevistas semi-estruturadas e inquéritos por questionário. Com os resultados obtidos foi possível concluir que este projeto tem potencial para o sucesso, através da diversificação e humanização da oferta turística, ao mesmo tempo que promove a participação e beneficiação das comunidades.
  • Imagens de um vulcão silencioso : filmes e fotografias da erupção dos Capelinhos na Geografia portuguesa (1957-1958)
    Publication . Oliveira,Francisco Roque de; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    A erupção vulcânica dos Capelinhos (Ilha do Faial, Açores), em 1957-1958, esteve na base de uma missão de estudo delegada no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa e conduzida no terreno pelos geógrafos Orlando Ribeiro e Raquel Soeiro de Brito, acompanhados pelo fotógrafo e operador de cinema Salvador de Almeida Fernandes. Esta missão científica realizou duas campanhas de trabalho de campo, que somaram cerca de 35 dias, e publicou uma das primeiras notícias sobre o fenómeno eruptivo, num momento em que o mesmo ainda decorria. Entre o material recolhido durante estes trabalhos avulta um conjunto muito significativo de fotografias, assim como muitas horas de filme, que Orlando Ribeiro, Raquel Soeiro de Brito e Salvador Fernandes sintetizaram numa curta metragem que representou uma das primeiras experiências de uso do filme no contexto da Geografia Portuguesa. Neste texto, apresentam-se as circunstâncias em que decorreu este trabalho e se reuniram todos estes elementos visuais, quer fotográficos, quer fílmicos. É destacada a íntima articulação que os geógrafos de Lisboa que acompanharam a erupção dos Capelinhos mantiveram com outras missões e agentes científicos da época, sinalizando uma intensa circulação de saber e, desde logo, de imagens.
  • Traço de fogo : o filme geocientífico e Raquel Soeiro de Brito (Capelinhos, 1957-1958)
    Publication . Albergaria,Gonçalo; Oliveira,Francisco Roque de; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    Este quarto volume dos Cadernos da Fototeca tem por base as diferentes séries fotográficas custodiadas no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa referentes à erupção vulcânica dos Capelinhos (Faial, Açores), de 1957-1958, assim como os filmes desta erupção realizados por Raquel Soeiro de Brito e Salvador Fernandes pertencentes à coleção fílmica do CEG, presentemente à guarda da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. O projeto editorial aqui oferecido tem a originalidade de abordar o contributo dos geógrafos portugueses que acompanharam este importante episódio eruptivo, interrogando o uso experimental da imagem em movimento não apenas como instrumento de trabalho de campo, mas também como veículo de divulgação de conhecimento científico. Enquadrado num estudo mais amplo sobre os recursos e as técnicas do chamado «cinema científico», é destacado o papel pioneiro de Raquel Soeiro de Brito, que consumou no vulcão dos Capelinhos o uso do filme na Geografia portuguesa sem a intermediação de operadores de cinema profissionais, ao mesmo tempo que se afirmou como a primeira vulcanóloga de Portugal.
  • Empreendedorismo imigrante feminino : análise da experiência laboral das mulheres brasileiras em Lisboa
    Publication . Abel Santos Rodrigues,Tiago; Carvalho,Jennifer Leigh McGarrigle Montezuma de; Silva,Adélia Verônica da; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    Nas últimas décadas, o empreendedorismo imigrante assumiu destaque no debate académico e político, devido à sua dupla relevância: por um lado, como meio de integração socioeconómica para aqueles que chegam a um novo país e enfrentam obstáculos no acesso ao mercado de trabalho formal; por outro, como motor do dinamismo económico local nas sociedades de acolhimento. No entanto, a produção científica tem privilegiado as trajetórias de empreendedores do sexo masculino, relegando as experiências femininas para segundo plano. Embora tenham sido realizados estudos importantes sobre a população brasileira em Portugal, que representa o maior grupo de residentes estrangeiros, e se destaca pela elevada taxa de iniciativas empresarias femininas, esta tese tenciona contribuir para essa pesquisa, aprofundando a compreensão das trajetórias migratórias e das motivações para o empreendedorismo entre mulheres brasileiras. Este trabalho analisa as experiências e estratégias adotadas por mulheres empreendedoras brasileiras em Lisboa, buscando compreender seus percursos, aspirações e as razões que as levaram ao empreendedorismo. Para isso, a pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa, resultando em dezassete entrevistas semiestruturadas com mulheres empreendedoras brasileiras residentes em Lisboa e com negócios na cidade. O uso dessa técnica permitiu o acesso a narrativas pessoais e profissionais, possibilitando a análise de dimensões como adaptação, redes de apoio, discriminação, identidade cultural e estratégias de agência. Os resultados mostram que o empreendedorismo muitas vezes surge como resposta às dificuldades de adaptação ao mercado de trabalho formal, mas também assume um papel de autoafirmação, valorização de competências, reconexão cultural e autonomia financeira. Apesar das barreiras estruturais (burocráticas, financeiras e socioculturais) e da ausência de apoio institucional, estas mulheres demonstraram resiliência e capacidade de inovação, contando com redes de apoio. Este estudo contribui, assim, para o debate académico sobre género, migração e empreendedorismo, oferecendo também contributos relevantes para políticas públicas de integração e apoio ao empreendedorismo feminino imigrante.
  • Redescobrir a Serra da Estrela : um itinerário sustentável contado através de lendas
    Publication . Marta Figueiredo de Castro,Ana; Portugal,Inês Sousa e Silva Boavida; Mora,Carla Andreia Silva; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    O turismo é uma área de atividade de elevada e crescente importância para a economia global. No entanto, dela advém igualmente consequências indesejadas. A Serra da Estrela corresponde a um território de planalto montanhoso na região Centro de Portugal, pertencente ao Sistema Central, e tem uma área total de 2216km2 que incluí parcial ou totalmente os concelhos de Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia. A atividade turística da região é caracterizada pela sazonalidade invernal associada à Torre, o seu ponto mais alto (1993m de altitude); estadas de curta duração e um mercado maioritariamente nacional. Estas características colocam em risco não apenas os seus ecossistemas e espécies endémicas, mas também, por conferirem instabilidade aos empreendimentos dependentes da atividade turística, contribuem para uma economia inconsistente, o que potencializa os fenómenos de diminuição e envelhecimento da população decorrentes na região. Dessarte, a oferta proposta é um itinerário produzido e publicado através da ferramenta StoryMaps do ArcGIS, que percorre 7 diferentes concelhos através das narrativas de lendas regionais (recolhidas em entrevistas semiestruturadas com 14 diferentes residentes e/ou naturais da região, realizadas especificamente para esse fim) e pode ser realizado em qualquer época do ano. Recorrendo a um inquérito por questionário elaborado com o propósito de avaliar o projeto final e partilhado pelo método de bola de neve, a principal implicação que se retira deste estudo, a partir das 138 respostas obtidas, é que parece existir interesse de ambos os mercados (nacional e internacional) por esta tipologia de oferta turística. Estudos futuros deverão, assim, realizar pesquisas de mercado com amostras maiores e com maior equilíbrio demográfico, bem como focar-se nas consequências a longo prazo da implementação desta tipologia de projeto nesta e noutras regiões, visando possibilitar conclusões mais precisas sobre a hipótese em discussão.
  • Avaliação da caminhabilidade : entre o potencial e a realidade. Exemplo de duas freguesias em Lisboa
    Publication . Pedro Almeida Santos,João; Costa,Nuno Manuel Sessarego Marques da; Martins,Ana Isabel Matias Louro; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    A caminhabilidade assume atualmente um papel central na construção de cidades mais harmoniosas, sustentáveis e saudáveis, onde a prática de caminhar seja comum. O modelo urbano da “Cidade dos 15 Minutos” valoriza a proximidade e a acessibilidade a bens e serviços essenciais, defendendo que os espaços urbanos devem permitir que os cidadãos se desloquem de forma autónoma, idealmente a pé ou por outro modo ativo, reduzindo a dependência do automóvel. Partindo desta perspetiva, a presente dissertação analisa a caminhabilidade em duas freguesias de Lisboa, Benfica e o Parque das Nações, procurando compreender de que modo as condições do território e a perceção dos utilizadores influenciam o comportamento pedonal. Este estudo, enquadrado no projeto “AccessCity4All - Adapting the 15-Minute City concept to support active mobility in neighbourhoods with different levels of accessibility”, debruçando-se sobre o potencial da caminhabilidade nas freguesias de Benfica e Parque das Nações. A presente dissertação analisa a caminhabilidade através da comparação entre dois modelos complementares, a caminhabilidade potencial, através da criação de um modelo multicritério capaz de representar o potencial pedonal de cada território com base em variáveis estruturais com recurso à ferramenta de análise de redes; e a caminhabilidade real que foi avaliada através de observação real dos utilizadores, recolhidas através de registo GPS dos percursos de um conjunto de entrevistas em modo “walk-along” realizadas, permitindo compreender como as condições físicas se traduzem na experiência pedonal. Observou-se assim que Benfica apresenta uma estrutura pedonal consolidada, com fragilidades pontuais associadas à manutenção e continuidade dos percursos, enquanto o Parque das Nações evidencia boas condições físicas, mas menor vitalidade urbana e atratividade funcional, com impacto nos níveis de caminhabilidade real. A comparação entre os modelos de caminhabilidade potencial e real confirmou que a qualidade do espaço não garante que os pedestres se sintam confortáveis no ato de caminhar.
  • Análise espácio-temporal das descargas elétricas atmosféricas em Portugal com base em sensores instalados na superfície e no espaço
    Publication . Antunes Rodrigues,Guilherme; Fragoso,Marcelo Henrique Carapito Martinho; Mileu,Nelson; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
    A presente dissertação analisa a variabilidade espácio-temporal da atividade elétrica atmosférica em Portugal, com base em três conjuntos de dados complementares: (i) descargas elétricas atmosféricas nuvem-solo (DEA NS) registadas pela rede de deteção do IPMA (2003–2020); (ii) densidade total de descargas (IN e NS combinadas) observada pelo sensor espacial LIS/ISS (2017–2023); e (iii) número médio de dias de trovoada das normais climatológicas 1971–2000. O estudo abrange o território continental, os arquipélagos dos Açores e da Madeira e o Atlântico adjacente, constituindo a análise climatológica mais completa e atualizada das DEA em Portugal. A densidade média anual de DEA NS foi baixa (0.20 DEA/km²/ano), com máximos no interior centro-norte e no Alentejo e mínimos no litoral, refletindo o papel da orografia e da continentalidade na intensificação convectiva. Observou-se elevada variabilidade interanual, sem tendência significativa, e uma distribuição bimodal, com picos em maio e setembro. As DEA negativas foram dominantes, mas verificou-se um aumento gradual da intensidade média das DEA positivas, possivelmente associado a maior instabilidade atmosférica e disponibilidade de humidade. Estas descargas são, em média, mais intensas, com máximos no inverno e durante a noite. O número médio de dias com trovoada foi de 96 por ano, concentrando-se na primavera e no início do outono. Verificou-se ainda uma concentração das trovoadas mais intensas, em termos de corrente de pico, num menor número de dias, refletindo uma maior severidade dos episódios de atividade elétrica. Os dados do LIS/ISS revelaram um gradiente nítido de densidade de DEA do Atlântico para o continente e padrões coerentes nos arquipélagos. Os resultados reforçam o papel determinante da orografia, da continentalidade e da instabilidade sazonal, oferecendo uma base climatológica sólida para compreender como a atividade elétrica atmosférica em Portugal poderá evoluir num clima em mudança e apoiar a gestão do risco e o ordenamento do território.
  • MOSAIC – Multi-site application of Open Science in the creation of healthy environments involving local communities : IGOT-ULisboa Report (M1–M18)
    Publication . Costa,Eduarda Pires Valente da Silva Marques da; Louro,Ana; Abrantes,Patrícia Catarina dos Reis Macedo; Morgado ,Paulo; Franco,Pedro Francisco Duarte; Institute of Geography and Spatial Planning; Centre of Geographical Studies
    The Multi-site application of Open Science in the creAtion of healthy environments Involving local Communities (MOSAIC) project emerges from the notion that the interdependence between environmental integrity and human wellbeing can no longer be treated as an abstract concept. Across the globe, the accelerating pace of environmental degradation, biodiversity loss, and climate instability is producing tangible, measurable, and often devastating consequences for human health. These consequences are not evenly distributed: they are disproportionately borne by communities living in ecologically fragile regions, often in cross border territories where governance is complex, resources are scarce, and vulnerabilities are compounded by socioeconomic marginalisation. In this context, the traditional model of scientific research, where experts collect and analyse data that will then eventually be transposed into policy recommendations, is no longer sufficient. The complex interdependency between environmental, animal, and human health, as posed by the One Health and Planetary Health holistic approaches, and the challenges emerging from it call for a different model: one that is participatory, transdisciplinary, and open. This is the rationale and foundation of the MOSAIC project, placing the involvement of local communities and Open Science as a priority. MOSAIC is a Horizon Europe initiative that explicitly aligns itself with Planetary Health and One Health, recognising that human health, animal health, and the health of ecosystems are inseparable. Furthermore, the project takes the principles of Open Science not only as a technical standard for data sharing, but as a core for project development and contribution, being a vector for transparency, inclusivity, and knowledge cocreation. MOSAIC’s geographical focus is both strategic and symbolic as the project focuses on two ecologically rich, socially diverse, and geopolitically complex bioregions: with one study site encompassing territories in the cross border area between Kenya and Tanzania in East Africa; and two study sites covering territories of the Amazonian cross border areas – one spanning the French Guiana and Brazil border, and another the Brazil, Colombia, and Peru border. These are places where environmental change is not a distant threat but a lived reality, and where communities are already grappling with the health impacts of such phenomena as deforestation, land use change, pollution, and climate driven extreme events. Additionally, with these being country borders, there is also the problem of human-made administrative borders cutting across ecological systems and cultural landscapes, giving rise to governance challenges that require cooperation across jurisdictions, sectors, and stakeholders. At its core, MOSAIC seeks to design and implement open, multimodal, and replicable information ecosystems that empower local and border communities to understand, anticipate, and respond to the health impacts of environmental change. The project’s vision aims to create the conditions to develop and foster collective intelligence, shared capacity to observe, interpret, and act upon complex socioecological dynamics. This vision translates into a set of interlinked objectives.