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  • MOSAIC – Multi-site application of Open Science in the creation of healthy environments involving local communities : IGOT-ULisboa Report (M1–M18)
    Publication . Costa,Eduarda Pires Valente da Silva Marques da; Louro,Ana; Abrantes,Patrícia Catarina dos Reis Macedo; Morgado ,Paulo; Franco,Pedro Francisco Duarte; Institute of Geography and Spatial Planning; Centre of Geographical Studies
    The Multi-site application of Open Science in the creAtion of healthy environments Involving local Communities (MOSAIC) project emerges from the notion that the interdependence between environmental integrity and human wellbeing can no longer be treated as an abstract concept. Across the globe, the accelerating pace of environmental degradation, biodiversity loss, and climate instability is producing tangible, measurable, and often devastating consequences for human health. These consequences are not evenly distributed: they are disproportionately borne by communities living in ecologically fragile regions, often in cross border territories where governance is complex, resources are scarce, and vulnerabilities are compounded by socioeconomic marginalisation. In this context, the traditional model of scientific research, where experts collect and analyse data that will then eventually be transposed into policy recommendations, is no longer sufficient. The complex interdependency between environmental, animal, and human health, as posed by the One Health and Planetary Health holistic approaches, and the challenges emerging from it call for a different model: one that is participatory, transdisciplinary, and open. This is the rationale and foundation of the MOSAIC project, placing the involvement of local communities and Open Science as a priority. MOSAIC is a Horizon Europe initiative that explicitly aligns itself with Planetary Health and One Health, recognising that human health, animal health, and the health of ecosystems are inseparable. Furthermore, the project takes the principles of Open Science not only as a technical standard for data sharing, but as a core for project development and contribution, being a vector for transparency, inclusivity, and knowledge cocreation. MOSAIC’s geographical focus is both strategic and symbolic as the project focuses on two ecologically rich, socially diverse, and geopolitically complex bioregions: with one study site encompassing territories in the cross border area between Kenya and Tanzania in East Africa; and two study sites covering territories of the Amazonian cross border areas – one spanning the French Guiana and Brazil border, and another the Brazil, Colombia, and Peru border. These are places where environmental change is not a distant threat but a lived reality, and where communities are already grappling with the health impacts of such phenomena as deforestation, land use change, pollution, and climate driven extreme events. Additionally, with these being country borders, there is also the problem of human-made administrative borders cutting across ecological systems and cultural landscapes, giving rise to governance challenges that require cooperation across jurisdictions, sectors, and stakeholders. At its core, MOSAIC seeks to design and implement open, multimodal, and replicable information ecosystems that empower local and border communities to understand, anticipate, and respond to the health impacts of environmental change. The project’s vision aims to create the conditions to develop and foster collective intelligence, shared capacity to observe, interpret, and act upon complex socioecological dynamics. This vision translates into a set of interlinked objectives.
  • For a proactive geographic education : the «we propose» project and the praxis of territorial citizenship
    Publication . Mendes,Luís
    In this paper, we start from a theoretical-conceptual problematization around the grammar of critical spatial thinking, activism and territorial citizenship, underlying a geographical education that aims to be more critical, emancipatory and transformative of reality. It is argued that the typologies of critical spatial thinking presented and discussed in the literature very often forget the propositional aspects that are, after all, essential to the development of the praxis of territorial citizenship. Following a hypothetical-deductive methodology, the construction of this essay starts from postulates or concepts already established in the literature consulted, through a logical work of relating explanatory hypotheses, which configures, in our view, a possible reading of the phenomena we address. We will see how the We Propose project (PWP), as a case study, promotes territorial citizenship by involving students in identifying and solving local problems, encouraging active participation in urban planning and the sustainable development of their communities. We will discuss the conceptual and methodological contributions of the Project for a reconfiguration of the student’s role as a geographically competent citizen, on the path of social and spatial justice, in a Geographic Education for the Common Good.
  • Tarefas interdisciplinares : conceções de professores de 1. º ciclo do ensino básico
    Publication . Caseiro,Ana; Valente,Bianor; Estrela,Antónia; Mendes,Luís
    A interdisciplinaridade é um tema abordado na literatura das ciências da educação há várias décadas. Apesar de pertinente e relevante, na prática do ensino-aprendizagem ainda não é mobilizada de forma significativa em experiências educativas. Esse aspeto assume uma importância acrescida sobretudo ao nível do 1.º ciclo, pois as suas especificidades, sobretudo a da monodocência, parecem permitir uma maior articulação interdisciplinar, que, segundo a literatura, acaba por não acontecer com tanta frequência como seria expectável. No entanto, várias continuam a ser as dificuldades apontadas para a sua realização, sendo que a própria definição de interdisciplinaridade pode levar a múltiplos significados entre o corpo docente, assim como dificuldades na sua concretização. Com o objetivo de compreender as conceções dos professores do 1.º ciclo sobre tarefas interdisciplinares, foi realizado um inquérito por questionário a 74 professores portugueses desse nível de ensino. Os resultados revelam a existência de conceções diversas acerca do que é interdisciplinaridade. Além disso, mostram que existem áreas nas quais os professores veem com mais facilidade a concretização de tarefas interdisciplinares.
  • Imigração e vulnerabilidades habitacionais : dimensões, contradições e recomendações de política
    Publication . Mendes,Luís Filipe Gonçalves
    Este artigo analisa as múltiplas vulnerabilidades habitacionais que afetam imigrantes em Portugal, identificando condições marcadas por sobrelotação, informalidade, insalubridade, discriminação racial e segregação territorial. O estudo propõe uma tipologia abrangente destas vulnerabilidades, evidenciando como fatores estruturais – políticas públicas insuficientes, especulação imobiliária, falta de habitação acessível e falhas de fiscalização – se articulam com desigualdades socioeconómicas e étnicas para produzir exclusão residencial persistente. O texto faz referência breve aos casos paradigmáticos, tais como: Odemira, Cova da Moura e Talude Militar, demonstrando que a precariedade habitacional compromete a saúde, a integração e direitos fundamentais. Por fim, apresenta recomendações de política centradas em habitação pública, regulação, requalificação urbana e programas inclusivos de apoio aos imigrantes.
  • A urbanização de Pernambuco (Brasil) na primeira metade do século XIX : redes político-administrativa, judiciária e eclesiástica
    Publication . Cargnin Gonçalves ,Tiago; Oliveira,Francisco Roque de; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    metade do século XIX. Apresenta um panorama das nucleações urbanas presentes em Pernambuco em 1849, suas principais funções e as relações hierárquicas estabelecidas entre elas com base nas compreensões de urbanização e rede urbana propostas por Reis Filho (1968), Corrêa (2006) e Fridman (2022). A pesquisa foi feita com base em seis fontes documentais, sendo três coetâneas ao período estudado (o Dicionário Histórico, Geográfico e Descritivo do Império do Brasil, de Jean Claude-Rose Milliet de Saint-Adolphe, publicado em 1845; a Carta Topográfica e Administrativa das Províncias do Pernambuco, Alagoas e Sergipe, elaborada pelo Visconde J. de Villiers de L’ile-Adam e publicada em 1848; e o Ensaio sobre a Estatística Civil e Política da Província de Pernambuco, escrito pelo Desembargador Jeronymo Martiniano Figueira de Mello, publicado em 1852) e três mais recentes (o volume XVIII, referente a Pernambuco, da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1958; o portal Cidades@, organizado pelo IBGE, que dispõe de informações históricas e estatísticas de todos os municípios e unidades da federação do país; e o Atlas Digital da América Lusa, uma plataforma colaborativa organizada pelo Laboratório de História Social (LHS) da Universidade de Brasília (UnB). O levantamento mapeou a existência de 13 comarcas, quatro cidades, 18 vilas, 56 freguesias e 80 povoações e lugarejos. Os núcleos são analisados conforme suas funções, que constituem três redes: político-administrativa, judiciária e eclesiástica. O período é marcado pela consolidação das áreas ocupadas desde o primeiro século de colonização portuguesa, com destaque para uma rede adensada de núcleos urbanos estruturada em torno da atividade açucareira na Zona da Mata e no litoral, e pela emergência de novas povoações ligadas às fazendas de gado e à atividade algodoeira no Sertão e no Agreste. As três redes se sobrepunham territorialmente, tendo em vista que as vilas e cidades, na maioria dos casos, eram também cabeças de comarca, assim como abrigavam diversas freguesias. Destaca- se o caráter urbano dessas aglomerações que, por meio das atividades que desempenhavam, contribuíam para a acumulação de riquezas e a circulação de pessoas, mercadorias, ordens e capitais.
  • A revista Geographica e Raquel Soeiro de Brito
    Publication . Oliveira,Francisco Roque de; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    A Geographica: Revista da Sociedade de Geografia de Lisboa foi publicada regularmente entre janeiro de 1965 e outubro de 1973, totalizando 36 números. Os três primeiros números foram codirigidos por Raquel Soeiro de Brito e Avelino Teixeira da Mota, tendo Raquel Soeiro de Brito assumido por inteiro a direção da Geographica durante os seis anos seguintes, para depois a revista passar a ser dirigida por João Pereira Neto. À evidência, trata-se de um projeto editorial que acompanhou a presidência de Adriano Moreira na Sociedade de Geografia de Lisboa (1964-1974). Entre muitos dos mais de 100 nomes que aqui publicaram, reconhece-se uma particular relação com os vários Centros de investigação do então designado Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU), assim como com as missões de trabalho de campo em terreno colonial financiadas pela Junta de Investigações do Ultramar, sobretudo nos domínios da Antropologia Cultural e da Etnologia. O Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa foi outra das instituições de ciência usadas no recrutamento preferencial de autores.
  • Imagens da Geografia em arquivo : curadoria e usos contemporâneos dos fundos da Mapoteca e da Fototeca do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
    Publication . Oliveira,Francisco Roque de; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    A Mapoteca e a Fototeca do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG-IGOT-ULisboa) custodiam um conjunto de mais de 10.000 documentos, correspondendo à parcela iconográfica do vasto espólio científico reunido por esta unidade de investigação fundada em 1943, por iniciativa do então Instituto para a Alta Cultura. Apesar de organizados em seções autónomas em função da natureza específica dos respetivos materiais e em respeito ao arranjo original do arquivo, estes fundos cartográfico e fotográfico constituem um todo arquivístico e representam um repositório único quer da investigação científica realizada no âmbito do CEG, quer do ensino da Geografia na Universidade de Lisboa ao longo do século XX.
  • Uma geografia do equador : a Ilha de São Tomé de Francisco Tenreiro (1961)
    Publication . Oliveira,Francisco Roque de; Muñoz i Torrent, Xavier; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Centro de Estudos Geográficos
    Em 1961, o geógrafo Francisco Tenreiro (1921-1963) publicou na colecção “Memórias” da Junta de Investigações do Ultramar a dissertação de doutoramento em Geografia que apresentara nesse mesmo ano à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: A Ilha de São Tomé (Estudo Geográfico). Incontestavelmente a mais importante obra da sua breve mas intensa carreira académica, este trabalho representou a quarta monografia de uma ilha atlântica produzida pela escola de Geografia de Lisboa e a primeira que esta mesma escola dedicou a um território insular africano de clima equatorial. Tendo presente a originalidade do percurso científico de Tenreiro – o mais sociológico dos geógrafos portugueses da sua geração – analisamos aqui o modo como este facto se manifesta na estrutura e no conteúdo de uma obra coerente com as preocupações da análise e da descrição regionais inauguradas na transição do século XIX para o século XX pela Geografia Humana clássica de matriz vidaliana. Simultaneamente, indagamos as práticas institucionais que favoreceram a sua elaboração, num contexto marcado pela omnipresença das preocupações africanas na investigação científica colonial portuguesa. A identificação do lugar específico que esta obra ocupa no “largo horizonte das curiosidades tropicais” da discreta Geografia portuguesa da época, conduzir-nos-á a um inquérito paralelo à Geografia colonial francesa e espanhola, os dois âmbitos europeus de produção científica que mais vínculos teceram com a Geografia praticada em Lisboa no momento em que Tenreiro descreveu a fisionomia de São Tomé. Como último ponto de inquérito, avaliamos as possibilidades e os limites da recuperação para um contexto contemporâneo.
  • Vidalian Lusophone geography and the reception of new perspectives from the Anglophone world : Aroldo de Azevedo and Orlando Ribeiro
    Publication . Paiva,Daniel André Fernandes; Oliveira,Francisco Roque de; Institute of Geography and Spatial Planning; Centre of Geographical Studies
    Between 1940 and 1970, Lusophone geography was dominated by the Vidalian paradigm and resisted new perspectives from other scientific communities. During the 1970s, a new generation of geographers brings new perspectives from the Anglophone world. In Brazil, it is especially the work of Milton Santos and his radical geography that causes impact. In Portugal, the transition occurs with the advent of Theoretical Geography through the work of Jorge Gaspar and others. These new perspectives led to a rupture between the Brazilian and Portuguese communities that would only re-establish a continuous dialogue again in the 1990s. In this communication, we will address the reception of Anglophone perspectives by the Vidalian Lusophone geographical community. We will focus on the work of Aroldo de Azevedo, Brazilian geographer of the University of Sao Paulo, and Orlando Ribeiro, Portuguese geographer of the University of Lisbon. We choose these two authors due to the proximity and exchange of ideas between the two, as well for the recognized visibility of their work in both Brazilian and Portuguese geography. We will focus on their work in urban geography and their arguments against new perspectives in this field.
  • Geotecnologias aplicadas à localização ótima de parques eólicos : uma abordagem não-linear baseada em modelos complexos
    Publication . Belgas Alves,Simão; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território; Rocha,Fernando Jorge Pedro da Silva Pinto da
    A presente dissertação propõe a aplicação de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para a otimização da decisão na localização de parques eólicos em Portugal continental, respondendo a desafios ambientais, energéticos e socioeconómicos. O estudo integra um conjunto de variáveis: declive, altimetria, proximidade à rede de transmissão de energia, proximidade à rede viária, velocidade média do vento e zonas de adequação a centros urbanos. O trabalho engloba a combinação de dois modelos distintos, nomeadamente uma análise multicritério e uma modelação por Máxima Entropia. A análise multicritério é amplamente utilizada em estudos de ordenamento do território, assente numa abordagem determinística, permitindo a combinação de variáveis heterogéneas em escalas comparáveis. Por outro lado, a modelação por Máxima Entropia (MaxEnt) oferece uma abordagem probabilística e não linear, baseada em modelos complexos e algoritmos de machine learning, permitindo estimar a distribuição de adequação espacial com base em dados de presença. Os resultados obtidos pelos dois modelos foram integrados através de uma média ponderada, conduzindo à avaliação final do potencial eólico na área de estudo. Através da aplicação de dois modelos distintos, a metodologia adotada viabiliza uma avaliação integrada das interações entre variáveis técnicas, económicas, sociais e ambientais, contemplando a variabilidade meteorológica e a eficiência das redes de distribuição de energia. A integração destas abordagens, enquadradas com normas internacionais, reforça o processo de seleção de locais e contribui para o desenvolvimento de um sistema de planeamento mais adaptativo e resiliente, ultrapassando limitações associadas a abordagens estritamente lineares. Os resultados esperados visam contribuir para o cumprimento de políticas nacionais, como o Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC2050) através do fornecimento de recomendações práticas para a expansão sustentável da energia eólica em Portugal.