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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os fluxos que envolvem quadros qualificados, assim como as políticas de inversão de possíveis efeitos negativos deste fenómeno, estão cada vez mais na agenda das estratégias de desenvolvimento, tanto a nível das políticas de integração regionais, como das relações e acordos de cooperação entre países. Esta situação é fruto da tomada de consciência da importância das migrações e redes migratórias no processo de desenvolvimento global. Porém, para além do papel que as redes migratórias podem desempenhar nas dinâmicas migratórias actuais, o capital social e simbólico das próprias redes, bem como o oriundo dos seus países de origem, constituem elementos de apreciação (positiva ou negativa) nos modos de incorporação dos migrantes, nas representações de que são passíveis, assim como nos projectos de desenvolvimento ligados aos países de origem. O capital social e simbólico que aqui consideramos tem a ver com os elementos socioculturais e a capacidade que cada rede migratória e o país de origem têm em se organizar e envolver os seus membros em projectos de agenda comum (tanto na origem como no acolhimento). Com propósitos sublinhados a partir das recomendações da NEPAD (Nova Parceria Para o Desenvolvimento da África), assentes em políticas de inversão da fuga de quadros e desenvolvimento de estratégias que permitam a utilização do know how dos guineenses na diáspora para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, a diáspora guineense qualificada continua à margem dos problemas de subdesenvolvimento e conflitos que afectam a Guiné-Bissau no início do século XXI. Estes obstáculos no contributo ao desenvolvimento são indissociáveis do capital social e simbólico das suas redes e do próprio país, na estrutura global actual. O caso dos fluxos migratórios guineenses demonstra que a cultura e experiência migratórias não são distribuídas da mesma forma para todas as redes migratorias. Assim, as redes da diáspora guineense qualificada (exemplo da Bolanha e Guineaspora) têm apresentado algumas limitações de ordem organizacional e de operacionalização dos seus objectivos, ao contrário de outras de natureza mais étnica e incrustrada.
Descrição
Palavras-chave
diáspora guineense qualificada capital cultural capital simbólico Bolanha Guineaspora quadros qualificados
Contexto Educativo
Citação
Có, João Ribeiro Butiam. 2009. "A diáspora guineense qualificada, uma rede periférica no desenvolvimento do país de origem". Instituto Superior de Economia e Gestão – SOCIUS Working papers nº 8/2009
