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Abstract(s)
Este estudo analisa a relação entre emoções e variáveis urbanas, a partir de uma abordagem multidisciplinar baseada em Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Para o efeito, foram utilizadas variáveis espaciais como o uso do solo, pontos de interesse, caminhabilidade, índice de vegetação (NDVI), ruído, edifícios em estado de degradação, altura dos edifícios, vulnerabilidade ao calor e temperatura, complementadas por dados emocionais extraídos do Twitter e por 61 inquéritos aplicados a cidadãos. A nível metodológico, recorreu-se a uma análise de correlação de Spearman, à realização de uma análise de regressão linear (OLS), a análises bivariadas e à realização de mapas de calor através de uma Kernel Density Estimation para identificar padrões estatísticos e espaciais entre variáveis urbanas e emoções. Os resultados revelaram a existência de correlações estatisticamente fracas, mas consistentes, sugerindo que fatores como a cobertura vegetal, o conforto térmico e a qualidade do edificado têm impacto na perceção emocional. A análise espacial evidenciou ainda que a expressão emocional se concentra em áreas de centralidade urbana, sociabilidade e lazer. Os inquéritos reforçaram estes resultados, destacando a relevância dos espaços verdes para o sentimento de segurança e o impacto do ruído no bem-estar emocional. Apesar das limitações do estudo, nomeadamente a impossibilidade de integrar métricas de Space Syntax e a reduzida dimensão amostral, os resultados sublinham a importância de considerar a relação entre cidade, ambiente e emoções no planeamento urbano contemporâneo.
Description
Keywords
Emoções Mapa de Calor Análise de Spearman Análise Espacial
