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Almeida Garrett, familiar com Virgílio

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Resumo(s)

No prólogo, claramente encomiástico, da 2.ª edição das Viagens na Minha Terra, afirma-se que o seu autor é um erudito “educado na pureza clássica da antiguidade, e versado depois em todos as outras literaturas”. Em concreto, diz-se que Almeida Garrett é “igualmente familiar com” trinta e quatro escritores e poetas de diversas épocas, correntes artísticas e nacionalidades. Nomeados dicotomicamente ao lado de espanhóis, franceses, ingleses, alemães e italianos (a que se acrescentam os enciclopedistas, “os Santos Padres”, a Bíblia e as “tradições sânscritas”), Homero, Platão, Tucídides, Horácio, Eurípides e Virgílio representam simultânea e exemplarmente a estética e os principais géneros literários e ramos do conhecimento (“Orador e poeta, historiador e filósofo”) em que o romancista português se dizia entendido. Neste texto estuda-se de que modo a literatura clássica aparece figurada e transformada, por meio de virtuosos artifícios discursivos, na obra do primeiro romântico português publicada até àquele ano de 1846. Havendo espaço para uma reflexão alargada sobre outros poetas latinos, a presença de Virgílio na Lírica de João Mínimo e nas Viagens será cuidadosamente analisada.

Descrição

Palavras-chave

Garrett, Almeida, 1799-1854 - Crítica e interpretação Romantismo português Virgílio Tradição clássica Recepção dos clássicos

Contexto Educativo

Citação

R. Nobre (2019). «Almeida Garrett, familiar com Virgílio». In A Literatura Clássica ou os Clássicos na Literatura: Presenças Clássicas nas Literaturas de Língua Portuguesa, coord. Cristina Pimentel e Paula Morão, ed. Maria Luísa Resende, Ricardo Nobre, Rui Carlos Fonseca. Vila Nova de Famalicão: Húmus, pp. 179-192.

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