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Orientador(es)
Resumo(s)
A chegada dos portugueses ao Oriente em finais do século XV traduziu-se por uma implantação que, desde o seu início, se manifestou de
duas formas complementares: enquanto o domínio imperial se ia estabelecendo ao longo de pontos-chave no Oriente, também a presença
informal portuguesa se foi incrementando, encaixando-se na rede
comercial asiática já existente e que frequentemente ficava fora do pretendido monopólio oficial português. Numerosos portugueses foram
conduzindo a sua actividade à margem do Estado da Índia Portuguesa,
por iniciativa própria ou fruto de entidades exteriores ao domínio oficial português.
Muitos deles estabeleceram-se em pequenas comunidades difusas,
que poderiam estar inseridas em povoações governadas por potentados
asiáticos, ou ser relativamente autogeridas, atingindo em alguns casos
grande importância. O comércio e a missionação foram os grandes motes
desta imensa rede informal, paralela ao Estado da Índia, secundada por
outros interesses. O Coromandel foi um destes espaços onde se desenvolveu uma intensa rede comercial e missionária relativamente periférica à esfera oficial do Estado da Índia, originando diversos assentamentos
espontâneos de influência portuguesa, entre os quais Negapatão.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
SANTOS, Joaquim Rodrigues dos. “Aproximação Preliminar a um (Possível) Tipo de Habitação Popular com Influências Portuguesas em Negapatão, Coromandel - Índia”. In: CASTRO, Maria João (ed.). Império e Arte Colonial: Antologia de Ensaios. Lisboa: ArTravel, 2017, pp.79-94
