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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste artigo, procura-se analisar criticamente a perspectiva política da Aprendizagem ao
Longo da Vida, tendo como referência as políticas e práticas orientadas para os adultos
pouco escolarizados, em Portugal. Considera-se que, contrariamente ao discurso político
da Agenda Europeia e das orientações políticas nacionais, a perspectiva da Aprendizagem
ao Longo da Vida não visa uma educação para todos, nem todo o tipo de educação. A
análise que se apresenta resultou de uma investigação de natureza qualitativa, que se
baseou na recolha documental e estatística. Estes dados foram complementados com
informação recolhida através de entrevistas, num território do sul de Portugal, composto
por cinco municípios. Os dados empíricos recolhidos evidenciam que as orientações
políticas referentes à perspectiva da Aprendizagem ao Longo da Vida dão lugar a práticas
muito circunscritas de formação, que não atendem à riqueza e diversidade dos processos
educativos e que, por esse motivo, não envolvem a globalidade dos cidadãos. A maior
parte da formação realizada no território em estudo é orientada para adultos activos e
baseia-se na forma escolar, o que dificulta a participação dos adultos pouco escolarizados.
Descrição
Palavras-chave
Educação de adultos Política de educação de adultos Adultos não escolarizados
Contexto Educativo
Citação
Cavaco, C. (2013). Formação de adultos pouco escolarizados: Paradoxos da perspectiva da aprendizagem ao longo da vida. Perspectiva, 31(2), 449-477. doi: http://dx.doi.org/10.5007/2175-795X.2013v31n2p449
Editora
Universidade Federal de Santa Catarina
