CEAUL/ULICES - CQN - Volume 0 - 2009
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Recent Submissions
- A dimensão do Teatro Nacional D. Maria IIPublication . Palmeirim, Madalena ManzoniQue Teatro Nacional para o século XXI? Foi esta a questão discutida no passado dia 27 de Março (Dia Mundial do Teatro) num debate aberto ao público organizado pelo Teatro Nacional D. Maria II, contando com a presença do convidado Stephen Wilmer, professor e historiador de teatro, com Maria João Brilhante, Presidente do Conselho de Administração do TNDM II e respectivo Director Artístico, Diogo Infante.
- De morrer a rirPublication . Silva, Ana Luisa Valdeira daÉ tudo preto. As cortinas pretas, o chão preto com panos pretos, uma cadeira preta, um banco preto, um balde preto, duas tábuas pretas. As bailarinas de preto. Sapatos pretos, cuecas pretas, camisolas pretas. Um lenço preto. Tudo o que se vê é preto. Excepto os corpos das duas coreógrafas, membros e rostos que aparecem assim recortados na imensa caixa negra, contornos de pele que sobressaem num fundo oprimentemente monocromático. Uma dimensão plástica que remete para o teatro de Kantor num espectáculo que parte sobretudo de um imaginário cinematográfico. Inspiradas no burlesco clássico, onde surgem nomes como Jacques Tati, Charlie Chaplin ou Buster Keaton, transformam um universo masculino num outro feminino, mais elegante e sensual, mais desenvolto e livre. Mathilde Monnier e Maria La Ribot, coreógrafas vindas de trajectórias artísticas distintas, colaboram pela primeira vez em Gustavia para se encontrarem ao vivo num palco negro, cruzando as artes plásticas, o teatro e o cinema, o choro e o riso.
- "The Horror! The Horror!" A violência do indizível em Heart of Darkness e ElephantPublication . Barroso, AnaHeart of Darkness e Elephant, sendo obras formalmente distintas, têm muito em comum, especialmente no tratamento da violência absurda perpetrada pelo ser humano e na incapacidade em compreender tais actos, racionalizá-los ou explicá-los. Um século separa a produção das duas obras e, apesar das diferenças formais e narrativas (a primeira, uma obra literária; a segunda, cinematográfica; uma expõe o mundo dos adultos; outra, o mundo dos adolescentes; uma passa-se numa selva interior e longínqua de África; outra numa escola suburbana de Portland), ambas se constituem a partir de um contexto histórico verdadeiro, embora nenhuma delas se detenha em pormenores documentais, mas simbólicos. Ambas as obras exigem um leitor/espectador atento e activo na construção de sentidos, pois tanto o livro como o filme se recusam a dar explicações para os acontecimentos narrados. Nesse sentido, também as duas obras jogam com as expectativas dos seus respectivos públicos: porque inseridos num determinado contexto histórico, as suas expectativas estão moldadas pela sua época e, por isso, os artistas sabem que podem produzir uma obra consensual e ir ao encontro dessas expectativas ou, pelo contrário, recusarem esse facilitismo e criar uma obra não convencional, rasgando com as expectativas da época. O experimentalismo das duas obras gerou controvérsia e, portanto, granjeou adesão e rejeição, tanto por parte da crítica, como do público.
- A anatomia de Conrad e Coppola: Heart of Darkness e Apocalypse Now ReduxPublication . Silva, Ana Luisa Valdeira daCoppola transpõe visual e sonoramente a fragmentada composição da obra literária escrita por Conrad. Justapostos, livro e filme equivalem-se nas tensões, nos movimentos contrários, nas repetições, nos cruzamentos, nas intersecções, nas suspensões e nas cadências. Equivalências essas decisivas para a composição global das duas obras. Sintetizando nos mesmos termos de John Mosier, estamos perante duas narrativas retrospectivas de uma viagem num rio que resultam no encontro com um homem que tem muito pouco para dizer, contadas por um narrador que tem ainda menos para revelar.
- Pôr em movimento [Editorial]Publication . Silva, Ana Luisa Valdeira daTer uma publicação é um desejo de há muito tempo. Construir uma publicação como esta, numa nova era da sua possível reprodutibilidade digital, é consumar esse mesmo sonho mais antigo somado à forte vontade de reunir alunos de estudos artísticos. Reunir artistas. Reunir as artes. Das universidades, dos teatros, dos estúdios, dos ateliês, das salas de espectáculos, das salas de aula vêm alunos de mestrado e doutoramento, professores e artistas que aqui se reúnem na escrita. Unidos pelas artes, aliando a teoria à prática, cá dentro ou lá fora, do palco ou do público, manifestam as suas ideias, as suas dúvidas, as suas certezas e incertezas. As suas inovações. Criações. Explicações. Interrogações.
- A intertextualidade em Heart of Darkness e Apocalypse Now ReduxPublication . Palmeirim, Madalena ManzoniA intertextualidade é um contínuo processo dialógico. No seu limite, a intertextualidade refere-se à cadeia ilimitada de possibilidades que determinada prática discursiva admite, podendo estabelecer relações com diferentes media e com diferentes artes, tanto eruditas como populares. É neste contexto que se explora a problemática da adaptação de Heart of Darkness em Apocalypse Now Redux, apropriando uma abordagem que não privilegia o texto literário, mas que procura ligações com diferentes textos, inclusivamente, de diferentes media. Concentrando-se, sobretudo, na interacção e no diálogo entre os textos, a adaptação deixa de ser compreendida a um nível linear e passa a ser multidireccional.
