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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
É tudo preto. As cortinas pretas, o chão preto com panos pretos, uma cadeira preta, um banco preto, um balde preto, duas tábuas pretas. As bailarinas de preto. Sapatos pretos, cuecas pretas, camisolas pretas. Um lenço preto. Tudo o que se vê é preto. Excepto os corpos das duas coreógrafas, membros e rostos que aparecem assim recortados na imensa caixa negra, contornos de pele que sobressaem num fundo oprimentemente monocromático. Uma dimensão
plástica que remete para o teatro de Kantor num espectáculo que parte sobretudo de um imaginário cinematográfico. Inspiradas no burlesco clássico, onde surgem nomes como Jacques Tati, Charlie Chaplin ou Buster
Keaton, transformam um universo masculino num outro feminino, mais elegante e sensual, mais desenvolto e livre. Mathilde Monnier e Maria La Ribot, coreógrafas vindas de trajectórias artísticas distintas, colaboram pela primeira vez em Gustavia para se encontrarem ao vivo num palco negro, cruzando as artes plásticas, o teatro e o cinema, o choro e o riso.
Descrição
Palavras-chave
Gustavia Monnier, Mathilde La Ribot, Maria Dança Performance
Contexto Educativo
Citação
Cine Qua Non, nº 0, 2009, p. 74-79
Editora
Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa
