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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O ensino das Ciências continua a privilegiar, fundamentalmente, o desenvolvimento de capacidades de baixo nível, relativas à memorização de factos, conceitos e leis. Existe uma necessidade premente de alteração das práticas, atribuindo ao aluno um papel social relevante na construção do conhecimento e permitindo criar uma imagem dinâmica da construção da Ciência. No contrato didáctico habitual, os professores ensinam/questionam e os alunos aprendem/respondem.
Quando pretendemos implementar um contrato didáctico inovador, algumas regras necessitam ser explicitadas, promovendo uma ruptura relativamente às regras anteriormente apropriadas pelos alunos.
Numa investigação-acção baseada numa metodologia de inspiração etnográfica, procurou-se compreender a realidade complexa e dinâmica das
interacções em sala de aula. Este estudo foi desenvolvido com uma turma
do 10º ano (22 alunos), na disciplina de Ciências da Terra e da Vida. Os
dados foram recolhidos através de observação participante (incluindo
gravação áudio de interacções entre alunos), entrevistas, questionários e
recolha documental. Procedeu-se à sua análise qualitativa, criando
categorias indutivas.
Os resultados iluminam que a adesão a contratos didácticos inovadores
não é imediata. Alunos e professor tornaram-se progressivamente mais
autónomos e críticos, passando a actuar como participantes legítimos de uma comunidade de aprendizagem, respondendo aos desafios das práticas pedagógicas implementadas e melhorando os seus desempenhos.
Descrição
Palavras-chave
Contrato didáctivo Trabalho colaborativo Ensino das ciências Socioconstrutivismo
Contexto Educativo
Citação
Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciências, Artigo 9, volume 5, número 2
