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Orientador(es)
Resumo(s)
In this thesis, we will look into a work of philosophy and a work of literature as allies when it
comes to discussing particular issues, namely self-knowledge. Thus, the idea that we are self-reliant
when it comes to knowing ourselves will be disproven through the analysis of James Joyce’s
Ulysses and William James’s The Varieties of Religious Experience. In what follows, we will argue
that despite people understanding each other or not, the two chosen authors show us that it is only
through our interactions with others and our trying to comprehend them that we can ever hope to
understand ourselves. However, James and Joyce do not provide us with a recipe that — should we
follow it through — will inevitably lead us to achieve self-knowledge. Instead, we have two
pseudo-solutions, for none of their ways of thinking about this offers any guarantee of success.
However, both James and Joyce indicate that there is no other way of knowing oneself than the one
each of them presents. The risk we take is misunderstandings or even total blindness when it comes
to comprehending others. Precise formulas for knowing oneself are inexistent, and all that we can
do is either settle or keep going, hoping for the best possible result.
Nesta tese, iremos ler um texto filosófico e um texto literário, considerando-os aliados quando se trata de discutir determinados assuntos, nomeadamente questões de autoconhecimento. Assim, a ideia de que somos auto-suficientes quando se trata de nos conhecermos a nós próprios será contestada através da análise de Ulysses, de James Joyce, e de The Varieties of Religious Experience, de William James. No decurso desta tese, argumentaremos que independentemente de as pessoas se compreenderem umas às outras ou não, os dois autores escolhidos mostram-nos que é apenas através das nossas interacções com outras pessoas, bem como das nossas tentativas no sentido de as percebermos, que podemos esperar sequer esperar conhecermo-nos a nós próprios. Porém, James e Joyce não nos oferecem uma receita que, caso a sigamos com atenção, nos leva inevitavelmente ao auto-conhecimento. Em vez disso, o que ambos nos apresentam são pseudosoluções, já que nenhum dos modos como se debruçam acerca deste assunto oferece qualquer garantia de sucesso. Ainda assim, tanto James como Joyce indicam que não há outra forma de nos conhecermos a nós próprios que não aquela que cada um apresenta. O risco que corremos implica mal-entendidos ou até uma cegueira total quando se trata de compreender os outros. Apesar de fórmulas precisas que levem ao auto-conhecimento serem inexistentes, tudo o que podemos fazer é resignar-nos ou continuar em frente, na esperança de chegar ao melhor resultado possível.
Nesta tese, iremos ler um texto filosófico e um texto literário, considerando-os aliados quando se trata de discutir determinados assuntos, nomeadamente questões de autoconhecimento. Assim, a ideia de que somos auto-suficientes quando se trata de nos conhecermos a nós próprios será contestada através da análise de Ulysses, de James Joyce, e de The Varieties of Religious Experience, de William James. No decurso desta tese, argumentaremos que independentemente de as pessoas se compreenderem umas às outras ou não, os dois autores escolhidos mostram-nos que é apenas através das nossas interacções com outras pessoas, bem como das nossas tentativas no sentido de as percebermos, que podemos esperar sequer esperar conhecermo-nos a nós próprios. Porém, James e Joyce não nos oferecem uma receita que, caso a sigamos com atenção, nos leva inevitavelmente ao auto-conhecimento. Em vez disso, o que ambos nos apresentam são pseudosoluções, já que nenhum dos modos como se debruçam acerca deste assunto oferece qualquer garantia de sucesso. Ainda assim, tanto James como Joyce indicam que não há outra forma de nos conhecermos a nós próprios que não aquela que cada um apresenta. O risco que corremos implica mal-entendidos ou até uma cegueira total quando se trata de compreender os outros. Apesar de fórmulas precisas que levem ao auto-conhecimento serem inexistentes, tudo o que podemos fazer é resignar-nos ou continuar em frente, na esperança de chegar ao melhor resultado possível.
Descrição
Palavras-chave
Joyce, James - 1882-1941 . Ulysses James, William - 1842-1910. The Varieties of Religious Experience Romance irlandês de língua inglesa - séc.20 - História e crítica Filosofia - Estados Unidos - séc.19-20 Conhecimento de si mesmo Tolerância Transmigração Solipsismo Teses de doutoramento - 2022
