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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Self-discrepancy theory predicts that a larger self-discrepancy magnitude - the difference
between what a person believes to be and what they want to be - leads to worse affect, which
is supported by prior empirical evidence. Additionally, self-discrepancy theory, assumes this
association to be present at an early age. The first goal of this study was to empirically test this
assumption for the first time, during middle childhood (8-10 years of age), resorting to a
multidimensional view of self-representations. Moreover, sense of power could act as a
moderator of the aforementioned relation between self-discrepancy, ideal-self-representations
and affect, since ideal-self-representations are usually conceptualized as superordinate personal
goals, and sense of power has been shown to be a facilitator of goal-seeking. The second goal
of this study consisted on testing this possibility. Self-report measures were employed to collect
the data (N = 236), which was analyzed through various multiple regression analyses.
Regarding the results, although self-discrepancy was shown to significantly predict affect, this
was misleading. A separate analysis of self-discrepancy’s components revealed that the
apparent effects of self-discrepancy, were caused by only one of its components - actual-selfrepresentations. Furthermore, sense of power moderated the relation between social ideal-selfrepresentations and affect. More specifically, sense of power seems to be associated to a
general reduction of negative affect. This pattern of results highlights the importance of actualself-representations during middle childhood, calls into question self-discrepancy theory’s
developmental postulates and showcases sense of power as a variable to consider in the context
of self-representations and, particularly, negative affect.
Desde o momento em que acordamos, até adormecer, estamos conscientes de nós próprios. Durante esse período, todos nós produzimos crenças sobre o que somos. Feios, bonitos, estúpidos, espertos, sociáveis ou introvertidos. Estas crenças compõem a parte cognitiva do self e são, usualmente, denominadas de auto-representações (Oyserman et al., 2012). Estas servem um papel motivacional importante, e são conceptualizadas como objetivos pessoais superordenados (Morf & Mischel, 2012), estando organizadas em várias dimensões (Harter, 2012; 2015; Silva et al., 2016). As auto-representações, por sua vez, não dizem respeito apenas ao presente. Estas também podem consistir múltiplos selves possíveis, sejam estes temidos ou idealizados (Higgins, 1987; Markus & Nurius, 1986; Oosterwegel & Oppenheimer, 1993). Para além disto, evidências empíricas já demonstraram que padrões específicos de autorepresentações podem apresentar efeitos detrimentais nas emoções/afeto, em adultos (Mason et al., 2019). A teoria da auto-discrepância (Higgins, 1987; 1989a; Moretti & Higgins, 1990) tem vindo a mostrar-se importante na exploração da relação entre auto-representações e afeto. A formulação teórica desta teoria propõe que maiores diferenças entre o que as pessoas creem ser, no presente (auto-representações atuais), e o que gostariam de ser, idealmente, (autorepresentações ideais), leva a piores níveis de afeto. Ou seja, enquanto que discrepâncias pequenas podem ser úteis para providenciar motivação aos indivíduos, paradoxalmente, magnitudes de discrepância muito elevadas, podem, pelo contrário, produzir desconforto afetivo e diminuir os níveis de motivação (Higgins, 1989b). Inúmeras evidências empíricas atestam a validade desta teoria e verificam a relação entre auto-discrepância e afeto (Barnett et al., 2017). No entanto, esta teoria prevê que a relação entre discrepância e afeto já deveria estar presente durante a infância, pois esta deriva de uma mistura de temperamento (Bowlby, 1969) e de interações precoces entre o cuidador e a criança (Higgins, 1987, 1989b). Se esta proposta for válida, seria de esperar que esta relação e a estrutura do self fosse relativamente estável durante a vida adulta, o que se verifica empiricamente (Strauman, 1996). Porém, os pressupostos desenvolvimentistas desta teoria nunca foram testados, em crianças. Dessa forma, este estudo pretende averiguar se estes já se verificam durante a infância média (8-10 anos de idade; Harter, 2012). Adicionalmente, o papel do sentido de poder, como moderador da relação acima descrita, será, paralelamente, averiguado. A importância desta variável torna-se óbvia quando, tendo em mente a conceptualização de auto-representações ideais como objetivos superordenados (Morf& Mischel, 2012), se verifica que o sentido de poder já mostrou facilitar a procura de objetivos (Guinote, 2007a; Guinote & Kim, 2020) e melhorar o afeto em alguns casos (Berdahl & Martorana, 2006), mas não noutros (Weick & Guinote, 2008). É esperado que o sentido de poder atenue os esperados impactos negativos da magnitude da autodiscrepância e auto-representações ideais, no afeto. Metodologicamente, este estudo distingue-se dos estudos usualmente realizados sobre auto-discrepância, pois, não só recorre a uma abordagem nomotética, como analisa, individualmente, as contribuições distintas de ambas as componentes da auto-discrepância (auto-representações atuais e ideais). Para além disso, recorre a uma medição multidimensional das auto-representações, focando-se nas dimensões relevantes durante a infância média, sendo estas as representações sociais e instrumentais. Por fim, também a variável do afeto, será analisada recorrendo a uma análise das suas componentes positivas e negativas. Estas considerações permitirão obter resultados pormenorizados relativamente às variáveis em estudo. Neste estudo, foi (H1 e H2) hipotetizado que a auto-discrepância e que autorepresentações ideais seriam preditoras de piores níveis de afeto. Pelo contrário, era expectável que (H3) um aumento da positividade das auto-representações atuais, predizesse melhores níveis de afeto. Em relação ao sentido de poder, era expectável que (H4 e H5) um aumento dessa variável levasse a auto-representações atuais e ideais mais positivas. Para além disto, era expectável (H6 e H7) que o sentido de poder moderasse o efeito da auto-discrepância e de autorepresentações ideais no afeto, reduzindo o seu impacto negativo. (H8) Particularmente, no que dizia respeito à componente negativa do afeto. Por fim, a influência do sentido de poder deveria ser superior na (H9) dimensão social de auto-representações, comparativamente à dimensão instrumental das mesmas. A amostra consistiu em 236 crianças, do terceiro e quarto anos do ensino básico. Para além disto, estas habitavam em zonas rurais e urbanas e tinham idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos. Os instrumentos utilizados consistiam em medidas de auto-relato. De forma a medir as auto-representações - atuais e ideais – e a auto-discrepância dos participantes, foi utilizado o Self-Representations Questionnaire for Adolescents (SQRA; Silva et al., 2016). O instrumento utilizado para medir o afeto, tanto a sua componente positiva, como negativa, foi o Positive and Negative Affect Schedule for Children Shortened Version (PANAS-CSV; Ebesutani et al., 2012). Por fim, o instrumento utilizado para medir o sentido de poder dos participantes foi o Relationship-Specific Index of Personal Sense of Power (RSI; Anderson et al., 2012). Possíveis influências de género, escalão social e idade foram controladas. Todos os pais ou guardiães legais dos participantes consentiram à sua participação. As crianças assentiram à participação no início da sessão, tendo sido informadas de que as suas respostas eram anónimas e confidenciais e que poderiam interromper a sua participação a qualquer momento. Em primeiro lugar, de forma a testar as primeiras hipóteses (H1 a H5), relativas às relações diretas, foram realizadas várias regressões lineares múltiplas, consistindo num preditor único e variáveis sociodemográficas relevantes (controlo). De forma a testar as restantes hipóteses, vários modelos de moderação foram analisados. Os resultados obtidos foram os seguintes. No que diz respeito a H1, como previsto, a auto-discrepância demonstrou predizer negativamente o afeto. No entanto, no que diz respeito a H2, ao contrário do que era esperado, as auto-representações ideais não demonstraram qualquer efeito preditor no afeto. Relativamente à H3, as auto-representações atuais mostraram, como hipotetizado, predizer positivamente o afeto. Este conjunto de evidências colocam em causa os pressupostos desenvolvimentistas da teoria da auto-discrepância, pois, apesar de, à primeira vista, o papel da auto-discrepância ser congruente com o previsto, essa evidência é apenas aparente. Aliás, esse efeito deveu-se apenas ao papel das auto-representações atuais, que, sendo, em conjunto com as auto-representações ideais, uma das componentes da autodiscrepância, foi a única a apresentar qualquer impacto. Logo, é possível concluir que, nesta faixa etária, as auto-representações atuais apresentam um papel consideravelmente mais importante do que as representações ideais e que é necessário rever os pressupostos desenvolvimentistas da teoria da auto-discrepância. No que diz respeito às hipóteses relativas ao papel do sentido de poder, verificou-se o seguinte. H4 e H5, que correspondiam às previsões de que, um sentido de poder mais elevado seria preditor de auto-representações atuais e ideais mais elevadas, foram apoiadas pelos dados. Adicionalmente, era expectável que o sentido de poder moderasse, H6 e H7, a relação entre auto-discrepância e auto-representações ideais e afeto. Enquanto que nenhum efeito foi encontrado no que diz respeito à auto-discrepância, o sentido de poder serviu como moderador da relação entre auto-representações sociais ideais e afeto negativo. Em geral, estes resultados apoiam H7, H8 e H9, que previam que o papel do sentido de poder seria maior na dimensão social das auto-representações e para a componente negativa do afeto. Em suma, o padrão de resultados encontrado demonstra que a associação entre autorepresentações e afeto é bastante complexa, mesmo durante a infância média. Os pressupostos da teoria da auto-discrepância foram colocados em questão, enquanto que a importância das auto-representações foi destacada. Efeitos diretos de auto-representações ideais no afeto parecem ser reduzidas. Contudo, moderadores potenciais desta relação não podem ser ignorados, nem as especificidades dessa associação. De facto, este estudo demonstrou que o sentido de poder pode agir como um forte moderador da relação entre auto-representações ideais e afeto negativo, o que pode ser extremamente relevante para futuras intervenções na área do afeto. Por fim, é esperado que este trabalho informe futura investigação nos tópicos da auto-discrepância, afeto e sentido de poder, tanto em crianças como em adultos.
Desde o momento em que acordamos, até adormecer, estamos conscientes de nós próprios. Durante esse período, todos nós produzimos crenças sobre o que somos. Feios, bonitos, estúpidos, espertos, sociáveis ou introvertidos. Estas crenças compõem a parte cognitiva do self e são, usualmente, denominadas de auto-representações (Oyserman et al., 2012). Estas servem um papel motivacional importante, e são conceptualizadas como objetivos pessoais superordenados (Morf & Mischel, 2012), estando organizadas em várias dimensões (Harter, 2012; 2015; Silva et al., 2016). As auto-representações, por sua vez, não dizem respeito apenas ao presente. Estas também podem consistir múltiplos selves possíveis, sejam estes temidos ou idealizados (Higgins, 1987; Markus & Nurius, 1986; Oosterwegel & Oppenheimer, 1993). Para além disto, evidências empíricas já demonstraram que padrões específicos de autorepresentações podem apresentar efeitos detrimentais nas emoções/afeto, em adultos (Mason et al., 2019). A teoria da auto-discrepância (Higgins, 1987; 1989a; Moretti & Higgins, 1990) tem vindo a mostrar-se importante na exploração da relação entre auto-representações e afeto. A formulação teórica desta teoria propõe que maiores diferenças entre o que as pessoas creem ser, no presente (auto-representações atuais), e o que gostariam de ser, idealmente, (autorepresentações ideais), leva a piores níveis de afeto. Ou seja, enquanto que discrepâncias pequenas podem ser úteis para providenciar motivação aos indivíduos, paradoxalmente, magnitudes de discrepância muito elevadas, podem, pelo contrário, produzir desconforto afetivo e diminuir os níveis de motivação (Higgins, 1989b). Inúmeras evidências empíricas atestam a validade desta teoria e verificam a relação entre auto-discrepância e afeto (Barnett et al., 2017). No entanto, esta teoria prevê que a relação entre discrepância e afeto já deveria estar presente durante a infância, pois esta deriva de uma mistura de temperamento (Bowlby, 1969) e de interações precoces entre o cuidador e a criança (Higgins, 1987, 1989b). Se esta proposta for válida, seria de esperar que esta relação e a estrutura do self fosse relativamente estável durante a vida adulta, o que se verifica empiricamente (Strauman, 1996). Porém, os pressupostos desenvolvimentistas desta teoria nunca foram testados, em crianças. Dessa forma, este estudo pretende averiguar se estes já se verificam durante a infância média (8-10 anos de idade; Harter, 2012). Adicionalmente, o papel do sentido de poder, como moderador da relação acima descrita, será, paralelamente, averiguado. A importância desta variável torna-se óbvia quando, tendo em mente a conceptualização de auto-representações ideais como objetivos superordenados (Morf& Mischel, 2012), se verifica que o sentido de poder já mostrou facilitar a procura de objetivos (Guinote, 2007a; Guinote & Kim, 2020) e melhorar o afeto em alguns casos (Berdahl & Martorana, 2006), mas não noutros (Weick & Guinote, 2008). É esperado que o sentido de poder atenue os esperados impactos negativos da magnitude da autodiscrepância e auto-representações ideais, no afeto. Metodologicamente, este estudo distingue-se dos estudos usualmente realizados sobre auto-discrepância, pois, não só recorre a uma abordagem nomotética, como analisa, individualmente, as contribuições distintas de ambas as componentes da auto-discrepância (auto-representações atuais e ideais). Para além disso, recorre a uma medição multidimensional das auto-representações, focando-se nas dimensões relevantes durante a infância média, sendo estas as representações sociais e instrumentais. Por fim, também a variável do afeto, será analisada recorrendo a uma análise das suas componentes positivas e negativas. Estas considerações permitirão obter resultados pormenorizados relativamente às variáveis em estudo. Neste estudo, foi (H1 e H2) hipotetizado que a auto-discrepância e que autorepresentações ideais seriam preditoras de piores níveis de afeto. Pelo contrário, era expectável que (H3) um aumento da positividade das auto-representações atuais, predizesse melhores níveis de afeto. Em relação ao sentido de poder, era expectável que (H4 e H5) um aumento dessa variável levasse a auto-representações atuais e ideais mais positivas. Para além disto, era expectável (H6 e H7) que o sentido de poder moderasse o efeito da auto-discrepância e de autorepresentações ideais no afeto, reduzindo o seu impacto negativo. (H8) Particularmente, no que dizia respeito à componente negativa do afeto. Por fim, a influência do sentido de poder deveria ser superior na (H9) dimensão social de auto-representações, comparativamente à dimensão instrumental das mesmas. A amostra consistiu em 236 crianças, do terceiro e quarto anos do ensino básico. Para além disto, estas habitavam em zonas rurais e urbanas e tinham idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos. Os instrumentos utilizados consistiam em medidas de auto-relato. De forma a medir as auto-representações - atuais e ideais – e a auto-discrepância dos participantes, foi utilizado o Self-Representations Questionnaire for Adolescents (SQRA; Silva et al., 2016). O instrumento utilizado para medir o afeto, tanto a sua componente positiva, como negativa, foi o Positive and Negative Affect Schedule for Children Shortened Version (PANAS-CSV; Ebesutani et al., 2012). Por fim, o instrumento utilizado para medir o sentido de poder dos participantes foi o Relationship-Specific Index of Personal Sense of Power (RSI; Anderson et al., 2012). Possíveis influências de género, escalão social e idade foram controladas. Todos os pais ou guardiães legais dos participantes consentiram à sua participação. As crianças assentiram à participação no início da sessão, tendo sido informadas de que as suas respostas eram anónimas e confidenciais e que poderiam interromper a sua participação a qualquer momento. Em primeiro lugar, de forma a testar as primeiras hipóteses (H1 a H5), relativas às relações diretas, foram realizadas várias regressões lineares múltiplas, consistindo num preditor único e variáveis sociodemográficas relevantes (controlo). De forma a testar as restantes hipóteses, vários modelos de moderação foram analisados. Os resultados obtidos foram os seguintes. No que diz respeito a H1, como previsto, a auto-discrepância demonstrou predizer negativamente o afeto. No entanto, no que diz respeito a H2, ao contrário do que era esperado, as auto-representações ideais não demonstraram qualquer efeito preditor no afeto. Relativamente à H3, as auto-representações atuais mostraram, como hipotetizado, predizer positivamente o afeto. Este conjunto de evidências colocam em causa os pressupostos desenvolvimentistas da teoria da auto-discrepância, pois, apesar de, à primeira vista, o papel da auto-discrepância ser congruente com o previsto, essa evidência é apenas aparente. Aliás, esse efeito deveu-se apenas ao papel das auto-representações atuais, que, sendo, em conjunto com as auto-representações ideais, uma das componentes da autodiscrepância, foi a única a apresentar qualquer impacto. Logo, é possível concluir que, nesta faixa etária, as auto-representações atuais apresentam um papel consideravelmente mais importante do que as representações ideais e que é necessário rever os pressupostos desenvolvimentistas da teoria da auto-discrepância. No que diz respeito às hipóteses relativas ao papel do sentido de poder, verificou-se o seguinte. H4 e H5, que correspondiam às previsões de que, um sentido de poder mais elevado seria preditor de auto-representações atuais e ideais mais elevadas, foram apoiadas pelos dados. Adicionalmente, era expectável que o sentido de poder moderasse, H6 e H7, a relação entre auto-discrepância e auto-representações ideais e afeto. Enquanto que nenhum efeito foi encontrado no que diz respeito à auto-discrepância, o sentido de poder serviu como moderador da relação entre auto-representações sociais ideais e afeto negativo. Em geral, estes resultados apoiam H7, H8 e H9, que previam que o papel do sentido de poder seria maior na dimensão social das auto-representações e para a componente negativa do afeto. Em suma, o padrão de resultados encontrado demonstra que a associação entre autorepresentações e afeto é bastante complexa, mesmo durante a infância média. Os pressupostos da teoria da auto-discrepância foram colocados em questão, enquanto que a importância das auto-representações foi destacada. Efeitos diretos de auto-representações ideais no afeto parecem ser reduzidas. Contudo, moderadores potenciais desta relação não podem ser ignorados, nem as especificidades dessa associação. De facto, este estudo demonstrou que o sentido de poder pode agir como um forte moderador da relação entre auto-representações ideais e afeto negativo, o que pode ser extremamente relevante para futuras intervenções na área do afeto. Por fim, é esperado que este trabalho informe futura investigação nos tópicos da auto-discrepância, afeto e sentido de poder, tanto em crianças como em adultos.
Descrição
Dissertação de Mestrado, Psicologia (Área de Especialização em Cognição Social Aplicada), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2020
Palavras-chave
Afectos Criança Auto representação Infância Teses de mestrado - 2020
