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As tendências de transformação do trabalho e a precariedade do emprego em Portugal: uma abordagem sócio-organizacional e jurídica.

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Resumo(s)

A crescente competitividade, instabilidade e imprevisibilidade dos mercados de trabalho fazem emergir novas formas de trabalho, assentes em sistemas de produção e estruturas organizacionais flexíveis e em qualificações polivalentes. Eis os novos desafios que se colocam às empresas, para os quais são fulcrais políticas centradas na valorização e motivação dos recursos humanos, capazes de levar a cabo as estratégias necessárias para as mudanças que emergem. A dominante em Portugal parece ser ainda a utilização dos modelos mais clássicos de gestão, incompatíveis com as actuais exigências de mercado, observando-se predominantemente estratégias que conduzem cada vez mais à instabilidade, à insegurança e à precariedade no mundo do trabalho, com a utilização de formas não permanentes de emprego. Esta situação, desfavorável para muitos trabalhadores, origina desmotivação, desqualificação e falta de envolvimento e de empenho o que compromete as transformações necessárias no campo do trabalho. A presente questão, de incompatibilidade entre as novas formas de trabalho e a precariedade do emprego, é abordada teoricamente do ponto de vista sócioorganizacional e jurídico. Analisa-se, posteriormente, do ponto de vista estatístico, o emprego em Portugal, do qual se concluiu que aproximadamente um terço da população empregada se encontra em situação precária e instável, ou seja, vinculada a contratos de trabalho não permanentes. São também analisadas, estatisticamente, a evolução das qualificações e a situação da formação profissional no nosso país, dado se reconhecer que são vertentes importantes nos processos de mudança organizacional.
The increasing competitiveness, instability and unpredictability of labour markets create new forms of work, based on flexible production systems and organisational structures, and multivalent qualifications. These are the new challenges faced by the firms. Policies focused on the positive valuation and motivation ofhuman resources, able to perform the necessary strategies vis-à-vis the emerging changes, are crucial in this context. The use of more traditional management models, which are incompatible with current market requirements, seem to be dominant in Portugal. Therefore, we predominantly observe strategies increasingly conducing to instability, insecurity, and precariousness in the labour world, since they involve the use of non-permanent job contracts. This environment, adverse to most workers, creates demotivation, deskilling, and lack of involvement and effort, compromising the necessary transformations ofwork. First, we analyse the incompatibility between the new forms of work and the existing employment precariousness, ffom a theoretical social-organisational and juridical point of view. Second, we examine the employment in Portugal ffom a statistical point oí view, and we conclude one third of it is in a precarious and unstable situation, i.e. it is bound by non-permanent labour contracts. Finally, we statistically study the evolution of qualifications and the training situation in Portugal, since they are recognised to be important issues in processes of organisational change.

Descrição

Mestrado em Sistemas Sócio Organizacionais da Actividade Económica

Palavras-chave

Novas formas de trabalho Flexibilidade Novas tecnologias Precariedade do emprego Formação Novas qualificações New forms of work Flexibility New technologies Employment precariousness Training New qualifications

Contexto Educativo

Citação

Faria, Helena Paula Albino (1997). " As tendências de transformação do trabalho e a precariedade do emprego em Portugal: uma abordagem sócio-organizacional e jurídica". Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão.

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