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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em meados do séc. XIX Portugal inverteu o milenar processo de desflorestação e iniciou uma rápida
expansão da área arborizada. No entanto, desde 1970, o equivalente a metade do país foi percorrido
pelo fogo e as estatísticas reflectem um decréscimo da superfície florestal. Para compreender o
presente e prospectivar o futuro, investiga-se a transição florestal e a governança do risco de
incêndio ocorridas nos últimos 100 anos.
Construída a base de dados geográfica da ocupação do solo para 1910, 1960, 1970, 1990 e 2006,
através da análise de clusters identificam-se quatro percursos de transição e discutem-se os
resultados à luz da história agrícola e florestal recente. Conclui-se que existiram condições
necessárias e suficientes para a transição florestal e reflecte-se sobre as condicionantes que a
tornam vulnerável.
Constrói-se uma cronologia da evolução do enquadramento institucional e, por análise de conteúdos
à legislação sobre incêndios publicada entre 1910 e 2013, investiga-se o percurso da governança do
risco. Discute-se como o contexto, a formulação do problema e os actores contribuíram para as
diferentes soluções, em cada época. Conclui-se que o sistema formal de comando único que
administrava um risco simples evoluiu para um sistema tripartido com múltiplos actores que gerem
um risco complexo e ambíguo.
Empregando simulação do comportamento do fogo, evidencia-se que só o contributo dos
tratamentos de combustíveis lineares é insuficiente para a mitigação do risco, da área ardida e
transmissão do fogo entre municípios. Sugere-se esta metodologia para mobilizar as partes
interessadas a cooperar entre si, melhorando o processo de governação de risco.
Nesta dissertação, defende-se a Tese que no Portugal Mediterrânico e Atlântico a expansão florestal
mantém-se enquanto as soluções informais e locais funcionam, estando estas intimamente ligadas à
gestão e ao conhecimento da floresta e do território. Investigados os percursos da transição florestal
e da governança do risco de incêndio, parece ser difícil assegurar uma transição florestal sustentada
Descrição
Doutoramento em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais - Instituto Superior de Agronomia
Palavras-chave
análise de conteúdos alteração do uso do solo governança do risco de incêndios florestais transição florestal Portugal
Contexto Educativo
Citação
Oliveira, T.M. - A transição florestal e a governança do risco de incêndio em Portugal nos últimos 100 anos. Lisboa: ISA, 2017, 248 p.
