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Missão de impregnar “alma” numa enxada: entre a cruz processional cristã e o pau de chiru destaca-se a pessoa “adornada” (“nua”) que abre (“Dada”) uma brecha no presente

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Orientador(es)

Resumo(s)

Reflexão desenvolvida por uma artista visual em busca de discernir formas práticas — plásticas — de instaurar eixos favoráveis à causa urgente dos ameríndios guarani-kaiowá, que vivem numa atmosfera trágica no estado do Mato Grosso do Sul, Brasil. Para tanto, comparam-se dois objetos litúrgicos em forma de cruz, a cruz processional cristã e o pau de chiru — manejado por rezadores indígenas. Destaca-se, com isso, a noção de pessoa “adornada” (“nua”), a qual é relacionada à circunstância de “abrir brechas no tempo presente”. Esta sintaxe é averiguada em práxis dadaístas e, também, em opera- ções realizadas nos anos 60, numa corrente chamada por Hal Foster de Neovanguardismo.

Descrição

Palavras-chave

Cruz Guarani Indigenismo Arte pós-colonial Monotipia Ready-made

Contexto Educativo

Citação

In: Convocarte, nº8 (set. 2019): Arte e Tempo, p. 292-314

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Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

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