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- Tempo, cultura e criação artísticaPublication . Veiga, Leonor
- Un autre rapport au temps colonialPublication . Bourne Farrell, CecileEn fonction d’où on se place, le temps prends différentes valeurs. Que l’on soit à l’Est, au Nord ou au Sud de l’hémisphère, le tempssevitdifféremment.Pourenvisagerdecomprendreces différentes conceptions du temps, le théoricien Walter Mignolo nous renvoie à l’idée de savoir d’où on parle ? Depuis quelles situations géographiques, sociales et politiques observe-t-on la question du temps tout particulièrement durant les périodes coloniales et après ? D’où se place-t-on pour parler de quelle temporalité me semble un axe intéressant pour envisager la portée de certaines œuvres artistiques qui évoquent cette période et leur réception aujourd’hui. Cet article est à l’écoute d’artistes contemporains d’Angola, du Mozambique ou du Portugal et leur donne la parole sur leur ressenti autour de cette période de la guerre coloniale portugaise qui, a posteriori laisse encore des traces conséquentes aujourd’hui. Les marques de cette période des guerres coloniales portugaises parlent à leurs contemporains à un moment où ce passé récent véhicule certains malentendus au présent.
- O processo criativo do artista em “O Sol do Marmeleiro”: tempo, inacabamento, autobiografia e sonhoPublication . Baptista, MónicaO presente trabalho problematiza os processos criativos do artista e a sua relação com a intenção de fixar o tempo num objecto de arte. Tendo como ponto de partida “O Sol do Marmeleiro”, de Victor Erice, são analisados os processos criativos que envolvem a tentativa do pintor Antonio López para fixar num quadro a luz de um marmeleiro e a consequente tentativa do realizador para registar em imagens-em-movimento esse esforço. Com este estudo pretende-se alcançar uma compreensão aprofundada da ligação que um artista mantém com as suas fantasias, a natureza da sua arte e a possibilidade de deixar o objecto final inacabado. O filme permite desenvolver uma reflexão em torno da questão da materialização do tempo no cinema e na pintura; discernindo-se que, em última análise, este desejo de fixar o tempo é sempre ilusório, mas uma eterna fantasia que permite ao artista perseverar nessa missão de registar a fugacidade do momento presente numa obra de arte.
- Entrevista com Jorge LealPublication . Leal, Jorge
- Porfírio & Santa Rita, Ld.a. Um exame à produção de Portugal FuturistaPublication . Macdonald, JoãoA história do chamado Primeiro Modernismo Português exige um olhar de proximidade sobre actores menos evidentes mas de importância estrutural na inquietação manifestada entre 1911 e 1918 em Lisboa. Este texto centra-se na relação do pintor e escritor (e mais tarde realizador de cinema) Carlos Filipe Porfírio com o artista Guilherme de Santa Rita. Porfírio ocupou a direcção da importante revista Portugal Futurista (1917), concebida por Santa Rita, mas não é claro porquê. Procura-se também fazer a arqueologia do pragmatismo que levou ao surgimento dessa publicação, expondo as ego-estratégias de Santa Rita Pintor.
- The “transience of things” in Vajrayana Buddhist visual culturePublication . Oliveira Lopes, RuiThe idea of impermanence (anitya) is known as a critical concept found in Buddhism, regarded as one of the three marks of existence (trilaksana), along with suffering (duhkha) and non-self or self-annihilation (anātman). Buddha propagated the law of dependent arising (pratītyasamutpāda), which presents the idea that any phenomena arise in dependence on outer conditions and because of the natural flow of these conditions. Therefore, no worldly phenomena have a permanent essence or existence. The transience of all things deals with the awareness to ephemera, like ageing, illness, death, and rebirth, admitting that all conditioned things are in a constant state of flux. The notion that time is an illusion has been discussed more recently by physicists such as Julian Barbour, Carlo Rovelli, among others. However, this is a well-known concept in religious thought extant not only in Dharmic religions but also in Abrahamic and Taoic religions. Religious thought demonstrates different perspectives toward the impermanent nature of life, manifested in the sacred scriptures, in the classical spiritual literature, as well as in the religious arts. This paper examines the representation of the doctrines of impermanence and momentariness in Vajrayana Buddhist visual culture as a form of self-expression of the transient nature of the worldly existence. Ancient art treatises deal with the subject of artistic creativity as a form of self-expression and a means by which one could achieve another state of mind, transcending his human temporal condition. Therefore, the act of creating an image is often considered a process of visualisation to pursuit spiritual edification and meditation, leading to a way of living or a form of spiritual liberation. This paper argues that the religious concept of impermanence is represented in Buddhist visual culture in two ways: first, by the mnemonic function of the image as a reminder of our transient condition, through expressions of momentaneous existence, material detachment and emptiness; and second, by the intrinsic tempos involved in the creation of images and ritual implements, which emulates the constant state of flux of all conditioned things.
- Reconstituting art in Life Artist Residency ChronotopiaPublication . Gielen, PascalThis article presents a typology of artist residencies. Residencies attract artists by evoking time and space for creation and inspiration in an ideal or utopian way. Time and space are interdependent and residencies generate a specific chronotopy (Bakthin, 1978) with this interdepency. This appeals to the imagination of artists as an ideal time-space for creation, for which the neologism “chronotopia” is introduced. By using this concept four ideal-types are distinguished. (1) The My Chronotopia which evokes the time and space for introspection; (2) the Rhizome Chronotopia in which the career of the artist is central; (3) the Alter Chronotopia where time and space serve to get to know the other; and finally (4) the Embedded Chronotopia where the integration of art into society and ordinary life forms the ambition.
- Ecos de Modernismo no Cinema de Carlos PorfírioPublication . Gameiro, LuísDe entre uma geração de modernistas, emergem alguns artistas que, em Portugal, vão também realizar cinema. Entre estes, Carlos Porfírio sugere uma particular leitura no universo desta época do cinema português. Como vários deles, será um artista plástico que também passa pela cinematografia. No entanto, nenhum dos restantes terá absorvido conhecimento, viajado ou participado em manifestações artísticas – também cinematográficas – como Carlos Porfírio. Esta súmula de experiências fará deste artista um caso singular na sua actividade como realizador de cinema.
- «Estética Frankenstein»: um método prático-teórico para a projeção de futurosPublication . Raposo, SílviaO presente artigo parte de uma investigação em artes sobre o espectáculo Não Kahlo para evocar o lugar da Estética Frankenstein enquanto lugar por excelência da incorporação de imagens, questionando e compreendendo os conceitos de contemporaneidade, hibridismo e micro-história da arte; bem como a teoria do pós-Modernismo e o advento do «fim da arte» através do seu cruzamento com a teoria da imagem na acepção de Jean Pierre Vernant. Resgatam-se os conceitos de matéria- fantasma» e «cripto-história da arte» para reivindicar uma arte que não se limita a criar numa relação passado-presente, mas projeta futuros através da criação. Partindo do objeto artístico Não Kahlo, assente na «técnica de Lecter» e numa canibalização da linguagem cinematográfica, defende-se que o hibridismo artístico poderá estar na frente de uma reorientação histórica da vanguarda.
- O Tempo no Interior do Diário GráficoPublication . Leal, JorgeOs diários gráficos são um modo de aceder à componente privada do trabalho dos artistas. Todas as hesitações e sucessos existem numa sequência não filtrada. O conjunto revela uma narrativa que por vezes é do campo da ficção quando não coincide com o tempo cronológico da sua realização. Os meus cadernos permitem, através do registo de datas de início e fim, ou pela activação de memórias ao observá-los, aceder ao desenrolar dos meus dias. Neles estão descritos rituais de trabalho, estão registadas ideias recorrentes que se desenvolvem ou se dissipam ao longo das suas folhas. Há cadernos que são terminados em menos de uma semana enquanto outros permanecem incompletos por mais de uma década. Os diários gráficos são, igualmente, o registo das minhas movimentações físicas. As deslocações no espaço decorrem em tempos desiguais. Um pequeno passeio pode dar origem a um grande número de desenhos, ao passo que uma caminhada que dura um dia inteiro pode resultar infrutífera.
