Publicação
O papel das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal na recuperação de profissionais com contextos de trabalho não convencionais
| dc.contributor.author | Mascarenhas, Madalena Fonseca Marques Nunes | |
| dc.contributor.institution | Faculdade de Psicologia | |
| dc.contributor.supervisor | Soares, Maria José Chambel | |
| dc.contributor.supervisor | Carvalho, Vânia Sofia Gomes de | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-16T17:30:06Z | |
| dc.date.available | 2026-02-16T17:30:06Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-11 | |
| dc.description | Tese de doutoramento em Psicologia (Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2025. | |
| dc.description.abstract | A presente tese pretendeu investigar as experiências de recuperação de distanciamento psicológico do trabalho, relaxamento, mestria e controlo durante o tempo livre (Sonnentag & Fritz 2007) em contextos de trabalho não convencionais. Pretendeu-se investigar a relevância das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal enquanto antecedentes do processo de recuperação, bem como explorar o papel da recuperação como mecanismo explicativo da relação entre as fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal e o flourishing destes profissionais. Utilizou-se a Teoria da Conservação de Recursos como modelo teórico de referência neste projeto, pois os seus pressupostos permitem compreender o papel das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal na salvaguarda, reposição e aquisição de recursos essenciais para a reposição e bem-estar. A investigação é constituída por um conjunto de três estudos empíricos e procurou enfatizar a importância de se analisarem diferentes contextos de trabalho não convencionais nas experiências de recuperação, nomeadamente os horários não convencionais e o teletrabalho, bem como o processo através do qual diferentes aspetos das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal impactam nas experiências de recuperação. Tendo este objetivo por base, o primeiro estudo procurou compreender os efeitos dos horários de trabalho não convencionais e do teletrabalho nas experiências de recuperação através de uma revisão sistemática da literatura. Através da análise de 25 estudos, verificou-se que não são concretamente os contextos de trabalho não convencionais que prejudicam diretamente a recuperação, mas sim as características do trabalho, como a imprevisibilidade, disponibilidade excessiva, longos horários de trabalho e a ausência de fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal. O segundo estudo pretendeu explorar o papel do distanciamento psicológico do trabalho na relação entre as violações das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal e o flourishing numa amostra de professores universitários em teletrabalho, durante o confinamento obrigatório causado pela pandemia da COVID-19 (N=921). Pretendemos também analisar o efeito moderados do género neste modelo de análise. Através da análise multigrupo da mediação moderada, verificou-se que o distanciamento psicológico medeia a relação entre as violações das fronteiras e o flourishing. Adicionalmente, verificou-se também que as violações do trabalho na família apenas prejudicam a recuperação das professoras, enquanto as violações da família no trabalho prejudicam mais a recuperação dos professores. O terceiro estudo pretendeu explorar o papel das experiências de recuperação na relação entre os comportamentos de segmentação das fronteiras e o flourishing, bem como o efeito moderador das preferências de segmentação nesta interação, numa amostra de militares da Guarda Nacional Republicana (N=186). Através da análise da mediação moderada, verificou-se que apenas o relaxamento e o controlo medeiam a relação da segmentação das fronteiras com o flourishing. Foi também verificado um efeito inesperado: o de que os efeitos dos comportamentos de segmentação no distanciamento psicológico são mais fortes nos profissionais com baixas preferências de segmentação. Os estudos realizados reforçam a importância das fronteiras nos profissionais com contextos de trabalho não convencionais, representando contribuições teóricas e práticas para a ações de saúde ocupacional. | pt |
| dc.description.abstract | The present thesis aimed to investigate the recovery experiences of psychological detachment from work, relaxation, mastery, and control during leisure time (Sonnentag & Fritz, 2007) in non-standard work contexts. It sought to examine the relevance of work– family/personal‐life boundaries as antecedents of the recovery process, as well as to explore recovery as an explanatory mechanism in the relationship between these boundaries and flourishing. The Conservation of Resources Theory was adopted as the theoretical framework, given that its assumptions allow for an understanding of how work–family/personal‐life boundaries contribute to the preservation, replenishment, and acquisition of resources essential for well-being. This research comprises three empirical studies, each emphasizing the importance of examining different non-standard work contexts, namely, non-standard working schedules and telework, and the processes through which various aspects of work– family/personal‐life boundaries impact recovery experiences. Based on this objective, study 1 conducted a systematic literature review to understand the effects of non-standard working schedules and telework on recovery experiences. Analysis of 25 studies revealed that it is not the non-standard contexts per se that directly impair recovery, but rather specific job characteristics, such as unpredictability, excessive availability, long working hours, and the absence of clear boundaries between work and family/personal life, that undermine recovery. Study 2 explored the role of psychological detachment from work in mediating the relationship between boundary violations and flourishing in a sample of university professors engaged in telework during the mandatory COVID-19 lockdown (N = 921). Gender was tested as a moderator in this model. Through multigroup moderated mediation analysis, psychological detachment was found to mediate the association between boundary violations and flourishing. Additionally, work-to-family boundary violations were more detrimental to recovery among female professors, whereas familyto-work boundary violations more strongly impaired male professors’ recovery. | en |
| dc.format | application/pdf | |
| dc.identifier.tid | 101690398 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.5/117115 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.subject | Recovery | |
| dc.subject | Psychological Detachment | |
| dc.subject | Boundary Segmentation | |
| dc.subject | Boundary Violations | |
| dc.subject | Conservation of Resources Theory | |
| dc.subject | Non-Standard Working Schedules | |
| dc.subject | Recuperação | |
| dc.subject | Distanciamento Psicológico | |
| dc.subject | Segmentação das Fonteiras | |
| dc.subject | Violações das Fronteiras | |
| dc.subject | Teoria da Conservação dos Recursos | |
| dc.subject | Horários Não Convencionais | |
| dc.title | O papel das fronteiras entre o trabalho e a família/vida pessoal na recuperação de profissionais com contextos de trabalho não convencionais | pt |
| dc.type | doctoral thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess |
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