| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 552.12 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste ensaio sobre o diálogo entre escrita e cinema, Amândio Reis considera que o prefixo crucial do termo reescrita nunca remete em Ana Teresa Pereira, para um gesto simplificado do que nos estudos interartísticos contemporâneos se tem vindo a denominar “remediação”, pelo que se entenderia, neste caso, e num primeiro entendimento do fenómeno, a passagem à escrita de enredos e personagens cinematográficos. Ele representa, antes, uma transfiguração dos filmes em causa, cujos resultados assumem contornos por vezes quase irreconhecíveis, colocando-nos perante textos derivativos que, ainda assim, são pouco correlacionáveis, ou relacionáveis apenas de viés, com o original fílmico. A um nível mais profundo deste processo, a volta que marca a reescrita de Ana Teresa Pereira figura-se também como uma resposta, ou, mais concretamente, como uma réplica a obras precedentes, na expressão de um mecanismo criativo que, claramente, toma o discurso literário e a forma ficcional, em alternativa à crítica ou ao ensaio, como meio de comentário, isto é, como forma de reflectir sobre si mesmo e sobre essas obras pensando com elas.
Descrição
Palavras-chave
Adaptação Estudos interartes Literatura e cinema Pereira, Ana Teresa, 1958- - Crítica e interpretação Hitchcock, Alfred, 1899-1980 - Crítica e interpretação Du Maurier, Daphne, 1907-1989 - Crítica e interpretação
Contexto Educativo
Citação
REIS, Amândio (2019) - Reviver o futuro em Manderley: Ana Teresa Pereira, Alfred Hitchcock e Daphne du Maurier. Cascais Interartes. Crossroad of the Arts, nº19, p. 123-140.
