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Abstract(s)
O objetivo geral desta dissertação foi identificar e compreender os determinantes
psicossociais do comportamento sedentário dos idosos. Além disso, também se objetivou
identificar e compreender as consequências do comportamento sedentário no bem-estar
psicossocial da população idosa. Através de um estudo de revisão sistemática de literatura foi
concluído que a associação entre o comportamento sedentário dos idosos e os diversos
indicadores psicossociais analisados (bem-estar e qualidade de vida, stress percebido,
satisfação com a vida, funções cognitivas, sintomatologia depressiva) ainda não são
consistentes, sendo necessário mais investigação (estudo 1). Posteriormente, através de um
estudo empírico interpretativo, foi demonstrado que as diferentes dimensões do
comportamento sedentário (o tipo de comportamento sedentário, a interrupção do
comportamento sedentário, o volume de tempo ininterrupto sentado e a frequência com que os
idosos realizam o comportamento sedentário) podem ter influência para a promoção ou para a
detioração do bem-estar psicossocial dos idosos com baixos níveis de atividade física; além
disso, foi, também, identificado que o comportamento sedentário permite a perceção de
melhoria e de manutenção de funções cognitivas, a perceção de estados afetivos positivos e
interação social percebida. Por outro lado, o comportamento sedentário também contribui
para a perceção da diminuição de relações sociais e para perceção de sintomas de fadiga
mental (estudo 2). Relativamente aos determinantes psicossociais do comportamento
sedentário, foram realizados dois estudos interpretativos (estudo 3 e estudo 4). O estudo 3
permitiu concluir que o comportamento sedentário dos idosos pode ser determinado através
dos seguintes fatores: hábito, comportamentos de saúde compensatórios, representação
positiva dos comportamentos sedentários, e o suporte social. Já no estudo 4, os resultados
mostraram que os idosos podem evitar sentimentos de culpa acerca do tempo que passam
sentados, ativando as crenças de saúde compensatórias. Essas crenças podem contribuir para o
excesso de comportamento sedentário diário dos idosos que praticam regularmente exercício
físico. Os resultados dos estudos realizados permitem apresentar um modelo empírico acerca
dos determinantes e das consequências psicossociais do comportamento sedentário dos
idosos. A importância deste modelo é discutida em relação às suas implicações práticas e
teóricas, bem como em relação a sugestões de aprofundamento.
Description
Keywords
Envelhecimento Indicadores psicossociais Investigação qualitativa Preditores psicossociais Sedentarismo
