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Os dispositivos médicos são usados há milhares de anos pelo Homem, representado uma ferramenta importante ao nível dos cuidados de saúde das populações, tendo a sua relevância vindo a crescer de modo exponencial na última década, associada ao boom do conhecimento científico. É actualmente aceite que as consequências das infecções nosocomiais são substanciais, tanto ao nível da morbilidade e mortalidade, como em termos de recursos económicos dispendidos. Uma vez que os dispositivos médicos são um dos principais agentes causais destas infecções, a sua compreensão representa um desafio para a melhoria dos cuidados de saúde. Dados epidémiológicos evidenciam que as infecções do trato respiratório, do trato urinário e da pele são as mais comuns no meio hospitalar, tanto em Portugal como na Europa, sendo os principais agentes etiológicos as bactérias: Staphylococcus spp., Pseudomonas aeruginosa, Klebesiella pneumoniae, Escherichia coli e Enterococcus spp, e também o fungo Candida albicans. A terapêutica antimicrobiana tem demonstrado ser incapaz de debelar as infecções, apesar da utilização de antibióticos com resultados favoráveis in vitro. O biofilme formado pelos microorganismos, devido à sua estrutura e organização tridimensional, consegue proteger as bactérias e fungos inclusos contra a resposta do hospedeiro, assim como contra os agentes antimicrobianos/antifúngicos. A prevenção é um componente obrigatório na diminuição da incidência das infecções nosocomiais associadas a dispositivos médicos, assim como a investigação e desenvolvimento de novas abordagens à terapêutica, como por exemplo alterações na topografia da superfície dos materiais, a nível nanométrico, ou a alteração do microambiente circundante.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014
Palavras-chave
Mestrado Integrado - 2014 Bactéria Biofilme Dispositivos médicos Fungo Infecções nosocomiais Prevenção
