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Os microrganismos aderem a superfícies e desenvolvem biofilmes, sendo estes diferenciados pela sua matriz extracelular polimérica que envolve os microrganismos. A formação de biofilmes em cateteres pode conduzir a infeção, constituindo um grave problema de saúde pública que tem consequências graves, não só para o doente mas também para os profissionais de saúde envolvidos. Como a adesão dos microrganismos às superfícies dos cateteres é um dos pontos essenciais da sua patogenicidade, esta tornou-se um dos principais alvos para prevenir a formação e colonização de biofilmes. Assim a comunidade científica tem vindo a desenvolver estratégias de modificação e revestimento das superfícies dos cateteres, principalmente através do desenvolvimentos de polímeros antimicrobianos contendo antibacterianos, antissépticos/desinfetantes ou metais como é o caso da prata que já se encontram hoje em dia a ser comercializados. Têm também vindo a surgir cada vez mais técnicas inovadoras, seja pela combinação de estratégias como acontece com o revestimento com clorohexidina e sulfadiazina de prata que junta um antisséptico e um metal, seja por novas abordagens que não recorrem ao uso de agentes tóxicos ou antibióticos como é o caso dos supressores do quorum-sensing, a imunoterapia direcionada aos ligandos específicos de cada bactéria ou agentes antimicrobianos ativados pela luz.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Estratégias de prevenção Mestrado Integrado - 2015 Biofilme Cateter Cuidados de saúde Infeção
