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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente artigo analisa outra vertente (por vezes ignorada ou subestimada) do conceito de poder, o soft power, relacionando-o com o caso concreto
de uma potência em ascensão: a China. Inicia-se por definir a noção de soft
power, distinguindo-a, para este efeito, dos conceitos de hard power e de smart power. Se, numa primeira fase se recorrerá, sobretudo, à teoria para
destacarmos as principais características do soft power, a segunda etapa, essencialmente prática, baseia-se em um estudo de caso: investiga o comportamento da China em matéria de soft power. Desta forma, pretende-se conferir à teoria uma aplicabilidade, sendo ambas duas peças que não se excluem, antes interagem harmoniosamente. Como se concretiza a “ofensiva de
charme” chinesa no Sudeste Asiático? Que pontos fortes e pontos fracos
tem o soft power chinês? Como se comporta a China perante a questão dos
Estados-pária? Como se comporta o soft power chinês no que diz respeito à
estratégia marítima da China? Estas e outras questões serão abordadas pelo
presente artigo. Na prática, procura-se demonstrar que, ao contrário do passado, o soft power já não é um elemento “estranho” no discurso oficial chinês. Na verdade, a China de hoje parece estar mais preocupada com a imagem que o mundo tem dela.
Descrição
Palavras-chave
Soft Power; China; Consenso de Pequim; Consenso de Washington
