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Seeing, performing, resisting : female heroes and the power of adaptation in transmedia fantasy

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Resumo(s)

Esta dissertação investiga de que modo as heroínas em adaptações transmédia de fantasia e ficção especulativa redefinem a agência, contestam normas tradicionais de género e persistem através de múltiplas plataformas narrativas, e partindo de uma reflexão pessoal sobre a narrativa como veículo de identidade e memória cultural, o estudo articula a teoria feminista e os estudos da adaptação para analisar como estas figuras são continuamente vistas, performatizadas e resistentes. Metodologicamente, recorremos à análise textual e intermedial, ancorada em conceitos como o male gaze de Laura Mulvey, o olhar opositor de bell hooks, a performatividade de género de Judith Butler e a vontade feminista de Sara Ahmed, em diálogo com as propostas de Linda Hutcheon e Robert Stam sobre a adaptação como prática dialógica e política. Os estudos de caso centrais incluem Galadriel, da obra de Tolkien às séries contemporâneas, e as trajetórias de Sansa Stark e Daenerys Targaryen em Game of Thrones, complementadas por exemplos como Ellie (The Last of Us), Wanda Maximoff (WandaVision), Angela Abar (Watchmen) e Emerald Haywood (Nope). Os resultados demonstram que o heroísmo feminino não é fixo, mas performativo e em constante reelaboração, evidenciando a adaptação transmédia como uma práxis feminista de sobrevivência, que reimagina quem pode ser heroína e como é que as suas narrativas se inscrevem na memória cultural.
This dissertation investigates how heroines in transmedia adaptations of fantasy and speculative fiction redefine agency, challenge traditional gender norms, and persist across multiple narrative platforms. and based on a personal reflection on narrative as a vehicle for identity and cultural memory, the study articulates feminist theory and adaptation studies to analyse how these figures are continually seen, performed, and resisted. Methodologically, we resort to textual and intermedial analysis, anchored in concepts such as Laura Mulvey's male gaze, bell hooks' oppositional gaze, Judith Butler's gender performativity, and Sara Ahmed's feminist will, in dialogue with Linda Hutcheon and Robert Stam's proposals on adaptation as a dialogical and political practice. The central case studies include Galadriel, from Tolkien's work to contemporary series, and the trajectories of Sansa Stark and Daenerys Targaryen in Game of Thrones, complemented by examples such as Ellie (The Last of Us), Wanda Maximoff (WandaVision), Angela Abar (Watchmen), and Emerald Haywood (Nope). The results demonstrate that female heroism is not fixed, but performative and constantly reworked, highlighting transmedia adaptation as a feminist praxis of survival, which reimagines who can be a heroine and how their narratives are inscribed in cultural memory.

Descrição

Mestrado em Literaturas, Artes e Culturas Modernas, na especialidade de Estudos Ingleses.

Palavras-chave

Contexto Educativo

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