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Resumo(s)
O presente trabalho sobre síndromes mielodisplásicas teve como objetivo analisar e sistematizar a informação e evidências sobre este grupo heterogéneo de hemopatias mieloides clonais, nomeadamente etiologia e patogénese, classificação, abordagem diagnóstica e tratamento, assim como estratégias terapêuticas em estudo. Desta forma, pretendemos contribuir para o conhecimento e debate sobre estes distúrbios, cuja prevalência crescente tem um impacto significativo para os doentes, na sua maioria idosos ou doentes com antecedentes de terapias com citotóxicos. Da análise da literatura recente, constatamos que a citogenética é uma das áreas em expansão. No entanto, a diversidade de alterações citogenétivas e a dificuldade de as associar aos diferentes subitpos da neoplasia limitam a sua aplicabilidade. Assim, o diagnóstico de neoplasia mielodisplásica, cuja patogénese ainda não é completamente compreendida, depende, em grande parte, de dados morfológicos. A terapêutica é uma área em desenvolvimento, em que a combinação de tratamentos apresenta grande potencial. Em particular, a lenalidomida e azacitidina têm demonstrado resultados favoráveis em monoterapia ou combininadas com outros fármacos. Apesar dos avanços científicos feitos diariamente, há ainda muito a descobrir.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Citogenética Diagnóstico Mestrado Integrado - 2015 Neoplasias Mieloides Patogénese Síndrome Mielodisplásica Terapêutica
