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Nos dias de hoje, com o aparecimento de complicações de saúde cada vez mais em idade precoce, existe uma grande preocupação, por parte da entidades responsáveis da segurança alimentar, em parametrizar os valores de dioxinas, micotoxinas, metais pesados, pesticidas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e hormonas existentes nos produtos alimentares. A patulina (PAT) é uma dessas micotoxinas que apesar de ser pouco estudada, tem vindo a ganhar uma grande importância na comunidade científica. Esta micotoxina é produzida por fungos, em especial por fungos do género Penincillium expansum, quando estes infetam as maçãs. Quando ingerida, a patulina provoca alguns efeitos adversos agudos tais como lesões a nível gastrointestinal, distensões e hemorragias no estômago e intestino delgado. A nível crónico pensa-se que poderá ser carcinogénico. Em Portugal e na Europa existe um grande consumo de maçãs e seus derivados o que justifica a necessidade de parametrizar os valores de patulina nesses produtos alimentares. A União Europeia implementou recentemente a quantidade máxima de patulina a 25 µg/kg de produto sólido (incluindo compota de maçã e puré de maçã) para adultos e um máximo de 10 µg/kg para produtos de maçã destinados a bebés/crianças. Nesta monografia são descritos dois trabalhos experimentais que objectivam caracterizar a produção da patulina por fungos em diferentes condições ambientais e em diferentes tipos de maçã. As melhores variedades de maçãs a serem usadas pelas indústrias são a Gala e a Fuji, devido às suas caraterísticas físico-químicas e às caraterísticas do meio ambiente defendidas nos estudos, uma vez que o fungo P. Expansum não tem a capacidade de produzir PAT.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Fungo Maçã Mestrado Integrado - 2015 Patulina Penicillium Expansum
