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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No presente texto, enfatizando a circulação internacional do conhecimento, procuro assinalar o modo como uma realidade é pensada em função de um referente estrangeiro – no caso, brasileiro. Para o efeito, privilegio o olhar individualizado sobre o aluno lançado pela psicologia experimental nos anos de 1920-1930. A pesquisa mobiliza como fonte duas publicações periódicas de educação e ensino dadas à estampa no arco cronológico considerado, sob a responsabilidade editorial do Ministério da Instrução Pública de Portugal. Nesses periódicos, e daí a sua seleção, estão patentes as questões ligadas à área da psicotecnia, o mesmo é dizer, à aplicação de processos científicos de mensuração no sentido da seleção académica e da individualização do regime pedagógico.
Ao longo do texto emergirá a forma como o Ministério constrói, a partir do centro mas com a mediação da experiência estrangeira, um discurso sobre “uma pedagogia diferente” (eco do ideário da Educação Nova). Porém, esse discurso encerra uma ambiguidade conceptual: por um lado, reclama-se uma escola adaptada à criança – paradigma puerocêntrico; e, por outro lado, impera a lógica dos tests como medida do quociente de inteligência dos alunos – paradigma experimental. Não obstante o discurso coevo sobre a necessidade de individualização do regime pedagógico e de eleger a criança como sujeito do ato educativo, a investigação demonstrará que estamos, sobretudo, face a um processo de observação da população educacional como um todo; algo que reforçará o próprio modelo escolar.
Descrição
Palavras-chave
Circulação do conhecimento pedagógico Tests de inteligência Educação Nova Periódicos de educação e ensino Individualização do regime pedagógico
Contexto Educativo
Citação
Silva, Carlos Manique da (2014). O referente brasileiro nos periódicos oficiais portugueses (1920-1930): a possibilidade de uma "pedagogia diferente"?, Atas do X Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação, Curitiba, 2014.
