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O controlo e prevenção da resistência antimicrobiana têm sido alvo de várias abordagens nacionais e internacionais. Em breve, terão de encontrar-se soluções, pois corremos o sério risco de perda da capacidade de tratar eficazmente infeções bacterianas, principalmente as decorrentes de estirpes multirresistentes. É necessária uma compreensão profunda dos mecanismos de resistência e uma aposta na inovação para a obtenção de novos medicamentos, novas terapias alternativas e de vacinas. Para que este combate possa ser eficaz, é imprescindível uma abordagem multidisciplinar e regulamentar. Várias estratégias para combater a resistência aos antibióticos têm sido objeto de investigação, especialmente durante os últimos dez anos: o uso de peptídeos antimicrobianos, de terapia fágica e enzimas de bacteriófagos, de anticorpos para uso terapêutico, de inibidores de quorum sensing e, finalmente, de nano-materiais antibacterianos. Estas propostas pretendem ser viáveis, eficazes e comercializáveis. A recolha de informação constante em publicações científicas, disponíveis em sítios da internet, permitiu verificar que, embora todas as estratégias apresentadas possam ser eficazes e que, pelo menos, a terapia fágica tem estado em uso há já algum tempo, os inibidores de quorum sensing e os nano-materiais antibacterianos mostram os resultados mais promissores no que diz respeito a aplicabilidade ao nível clínico e industrial.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Mestrado Integrado - 2015 Estratégias Resistência aos antibióticos Terapia antibacteriana
