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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em 2005, durante a realização de um Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto
de Execução (RECAPE), para o projecto de construção do Sublanço A1/ Benavente da
A10 – Auto-estrada Bucelas /Carregado (A1) – A13 (IC3), uma equipa da empresa ERA –
Arqueologia identifica, no traçado da futura Auto-Estrada, o sítio arqueológico Monte
da Foz 1 enquadrando-o, genericamente, na Pré-História recente, com a atribuição
cronológica de Neolítico / Calcolítico (Coelho, 2005).
Em Março desse ano, a Brisa S.A. contrata a empresa Crivarque, Lda. para a execução
das medidas de minimização propostas no RECAPE, a efectuar nas áreas identificadas
como Monte da Foz 1. Estas medidas contemplavam a realização de sondagens
arqueológicas manuais na área onde se projectava a construção da Plena Via e do
Estaleiro Central. Iniciava-se, assim, a intervenção arqueológica de emergência dirigida
pelo signatário e por Ana Rodrigues, terminando já no ano de 2006. A intervenção
arqueológica, na sua globalidade, bem como o seu planeamento e metodologias
preconizadas, estiveram sempre condicionadas pelos calendários e imperativos de
obra.
Conscientes que a informação obtida durante as distintas fases da obra e da intervenção
arqueológica não era suficiente para a caracterização do sítio, foi apresentado, em
2005, um Projecto de Investigação, inserido no Plano Nacional de Trabalhos
Arqueológicos (PNTA), onde se integravam, para além deste sítio, os novos dados
provenientes de outras intervenções de emergência e/ou preventivas realizadas em
áreas geográficas adjacentes. Ao englobar o Monte da Foz 1 num projecto de
investigação, abria-se a possibilidade de se estudar, na íntegra, os resultados obtidos no
terreno tendo, por outro lado, disponíveis melhores meios e possíveis leituras de
carácter interdisciplinar, imprescindíveis para a sua melhor compreensão e
caracterização.
O projecto intitulado Neolítico antigo e médio na margem esquerda do Baixo Tejo
(NAM), co-dirigido com Ana Rodrigues e Mariana Diniz, tinha como linhas gerais a
caracterização, cronológica e cultural, do Neolítico antigo e médio na margem esquerda
do Baixo Tejo, nas áreas administrativas dos concelhos de Benavente e Salvaterra de
Magos, estando o sítio do Monte da Foz 1 enquadrado nesse horizonte crono-cultural. Estas fases culturais estão, em contraste com o Baixo Tejo, melhor documentados nas
áreas da Estremadura, Alentejo interior e Algarve ocidental. O investimento na
investigação nestas regiões que ocorre, embora de forma desigual, desde as duas
últimas décadas do séc. XX, tem sido decisivo para o conhecimento das sociedades
humanas que habitaram o actual espaço português entre o 6º e 4º milénio AC.
O presente texto é uma síntese de uma dissertação de Mestrado defendida na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que teve como objectivo principal o
estudo integral dos dados arqueológicos registados no Monte da Foz 1, assim como a
sua integração crono-cultural na dinâmica do Processo de Neolitização no extremo
Ocidente Peninsular (Neves, 2010).
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Neves, C. (2017). O Neolítico no concelho de Benavente: o sítio do Monte da Foz 1. In C. Gonçalves (Ed.), Revista de Cultura Terras d’Água, Benavente (Vol. 3, pp. 7-34). Benavente: Município de Benavente, Museu Municipal de Benavente.
Editora
Município de Benavente, Museu Municipal de Benavente
