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Aprender com pessoas

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Resumo(s)

Nesta dissertação, pretendo provar que o esteticismo é, pelo menos nas suas formulações mais radicais, falso porque ininteligível. Consiste numa descrição da nossa relação com a arte derivada da teoria do conhecimento cartesiana e empirista, que reduz o conhecimento de um objecto de arte a uma experiência, subjectiva e incomunicável, de sensações. Baseada no que vejo como uma filosofia da mente alternativa, que vai desde Wittgenstein e Wilfrid Sellars até Donald Davidson, tentarei provar que o esteticismo não é defensável porque o subjectivismo e o solipsismo são, em geral, falsos, e sensações não podem ser definidas privadamente. Tentarei então substituir o esteticismo pelo que penso ser uma descrição mais adequada da criação e interpretação de objectos de arte. Descreverei a arte como uma actividade, ou uma forma de vida onde pessoas particulares criam ou interpretam objectos únicos, numa comunidade com outros com que partilham interesses e habilidades e de quem podem aprender. A autoridade, como essencial para a aprendizagem, será descrita como parte inevitável da arte, que não só permite a transmissão de conhecimento, como também contribui para, em vez de impedir, a originalidade que caracteriza a criatividade.
In this dissertation I intend to prove that aestheticism is, at least in some of its most radical formulations, false because unintelligible. It consists in a description of our relation with art derived from Cartesian and empiricist theory of knowledge, which reduces the knowledge of an art object to a subjective and incommunicable experience of sensations. Based on what I see as an alternative philosophy of mind, running from Wittgenstein and Wilfrid Sellars to Donald Davidson, I will try to prove that aestheticism cannot be sustained because subjectivism and solipsism are generally false, and sensations cannot be privately defined. I will then try to replace aestheticism with what I think is a more adequate description of the creation and interpretation of art objects. I shall describe art as an activity, or a life form where particular people create or interpret unique objects, within a community of others with whom they share interests and abilities and from whom they can learn. Authority, as essential to apprenticeship, shall be described as an inevitable part of art, which not only allows for the transmission of knowledge, but also contributes to, instead of impairing, the originality that characterizes creativity.

Descrição

Tese de doutoramento, Estudos Literários (Teoria da Literatura), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011

Palavras-chave

Esteticismo (Movimento artístico) Privacidade mental Autoridade Holismo Filosofia da arte Teses de doutoramento - 2011

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