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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A partir de uma comparação inicial com um texto ecfrástico de Calístrato (séc. III), e apoiando-nos em seguida em vários estudos sobre a écfrase como prática literária, desde a Antiguidade até ao presente, e até à sua aceitação enquanto género literário intermedial, é nosso objetivo refletir sobre dois contos particulares de Ana Teresa Pereira que encenam a apresentação de filmes inexistentes de Hitchcock e Cronenberg. Para tal, passaremos tanto por um leque de problemas associados à descrição ecfrástica – tais como a dialética entre realidade e ficção, verdade e falsidade, e imaginação e leitura – e às (im)possibilidades da representação por palavras e/ou imagens, como por um conjunto de questões levantadas pela específica relação inter(/trans)medial que os textos de A. T. Pereira estabelecem entre a Literatura e o Cinema. Atentaremos ainda ao conceito de “filme escrito” (Pavle Levi) como uma hipótese, entre outras, de identificação genológica destas narrativas.
Descrição
Palavras-chave
Literatura portuguesa Literatura portuguesa contemporânea Literatura e cinema Estudos interartes Écfrase Intermedia
Contexto Educativo
Citação
Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra
