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A Espada de Alexandre, ou de como se articulam o génio, o homem e o tempo

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A Espada de Alexandre é um opúsculo camiliano que, até há pouco tempo, não tinha sido alvo de grande atenção por parte dos estudiosos. De facto, se for lida só ou dentro da colectânea que a recolheu na sua segunda edição, o leitor certamente não conseguirá aperceber-se de tudo o que a passagem do tempo escondeu dos seus olhos: será sensível ao humor corrosivo de Camilo mas escapar-lhe-ão muitas referências da época sobre as quais ele construiu a sua sátira, perdendo assim grande parte da riqueza e do que de interessante ela tem. Em 1872, um crime passional que suscitara grande polémica esteve na origem de um fogo cruzado de panfletos e artigos jornalísticos que pugnaram por dirimir duas questões particularmente sensíveis para o escritor de Seide: devia ser punida a mulher adúltera? E o marido que fizesse “justiça de mão própria”? A leitura desses panfletos, assim como dos artigos de algumas publicações da época, permitem perceber melhor a discussão e o clima socio-histórico em que a obra se inscreveu. Por outro lado, revisitar alguns pormenores biográficos tanto de Camilo como de certas pessoas que lhe eram caras possibilita abordá-la tendo sempre em mente o Camilo-homem e não apenas o Camilo-escritor. A conjunção dos resultados destes dois exercícios oferece esclarecimentos interessantes acerca da peculiar estrutura e formalização discursiva desta obra, assim como de outros aspectos que rodearam a primeira edição.

Descrição

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Contexto Educativo

Citação

Sonsino, Ana Luísa (2017): A Espada de Alexandre, ou de como se articulam o génio, o homem e o tempo, 1º Congresso Internacional "Camilo, o génio, o homem e o tempo". 9, 10 e 11 de Setembro de 2016: Ribeira da Pena

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