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Campo de convergências e de divergências, a educação inclusiva tem vindo a assumir-se num dos pontos centrais das políticas educacionais actuais, pretendendo operacionalizar a efectivação da educação de e para todos (César & Ainscow, 2006). Isto significa que as escolas devem assumir o educar na e para a diversidade, garantindo a todos os alunos um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à educação. Contudo, as práticas iluminam que a Escola nem sempre promove as mudanças necessárias à efectivação desses ideais. Urge que as escolas promovam uma cultura profissional mais colaborativa e reflexiva, de modo a responderem adequadamente à diversidade dos alunos. Pretendemos discutir os resultados de uma investigação realizada numa escola secundária pública de Lisboa, que inclui uma comunidade de alunos Surdos adultos, do ensino secundário (N=10, frequentando do 10.º ao 12.º anos de escolaridade). Baseando-nos em estudos de caso, os participantes em que nos centramos são estes alunos. Os resultados iluminam a existência de um fosso entre os ideais e as práticas, pondo em evidência as fragilidades em assegurarmos um dos pilares da educação inclusiva: a implementação de uma cultura profissional colaborativa, capaz de tornar a educação de e para todos uma vivência possível.
Description
Keywords
Educação inclusiva Surdos Profissionalidade Ensino regular
Pedagogical Context
Citation
Educação inclusiva, vol. 1, n.º 2, Nov. 2010
